Conversas de Natal e Ano Novo (releituras…)

Conversas de Natal e Ano Novo

 

(I – Parte)

“Tinhas-me dito – observou o boi – que era a festa da serenidade, da paz, do repouso do espírito…

– Mas – respondeu o burro – dantes era assim…

– Lembras-te – retomou o boi – daquela noite, em Belém ? Da cabana, dos pastores e daquele lindo menino ?

  Também lá estava frio, mas havia uma paz, uma satisfação…  Como era diferente !

– É verdade. E aquelas gaitas de fole distantes que mal se ouviam, muito baixinho… Lembras-te ?

– E do telhado vinha o som de um leve esvoaçar  Talvez fossem aves…

– Que aves ? Sempre és um grande teimoso! Eram Anjos…  Anjos !!

– E a estrela ? Ainda sabes que estrela era? Sobre a cabana .

– Talvez ainda lá esteja…  As estrelas têm vida longa!!

– Ainda bem ! ” –  D. Luzzati

(Parte II)

“Quem persegue uma estrela tem de caminhar na noite. Todos os santos o atestam, ao falar da noite da fé, da noite da dor… Jesus nasceu e ressuscitou de noite, e é nas nossas noites que nos vem visitar, fazendo brilhar, poderosa, a sua estrela.

Quem persegue uma estrela tem de levantar os olhos das coisas rasteiras e procurar trilhos, não na terra, mas no céu. Levantaremos nós suficientemente o olhar para o Céu? Ou vivemos este Natal e a nossa vida presos às coisas terrenas? O Papa Francisco lembrava há dias que se fala pouco do Céu nas catequeses e homilias, e que um cristão precisa de pensar no Céu,

se quiser encontrar o seu caminho sobre a Terra – como os Magos…” – Teresa Power

 

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SACRAMENTO DA MISERICÓRDIA CONFISSÕES NO ADVENTO | NATAL 2018 – Oliveira do Bairro

No tempo de espera…

Em primeiro lugar, senta-te e sente-te convidado ao Perdão…

à Beleza da Verdade que há em TI; silencia o Ruído do Pecado;

desliga a Agressividade e o Medo; Acredita na Mansidão e na Simplicidade.

Em segundo lugar, busca no teu Coração em que ponto estás ferido de Egoísmo,

em que estás arrefecido no Amor ou Desamor;

não deixes Jesus e o seu Evangelho de fora da tua Vida e História;

procura os teus limites; abre o teu íntimo; entra no segredo da tua Consciência.

Deixa-Te acariciar por Deus e entenderás melhor a TUA unidade

e a dignidade dos IRMÃOS.

«Todos pecadores, Todos Perdoados»

 

SACRAMENTO DA MISERICÓRDIA

– Arciprestado de Oliveira do Bairro – 

CONFISSÕES NO ADVENTO | NATAL 2018

Horário de início em todas as Paróquias: às 20:30 HORAS

* 27 de novembro de 2018 (terça-feira)

– Paredes: P.e Mário | P.e José Manuel

* 29 de novembro de 2018 (quinta-feira)

– Ancas: P.e João Carlos | P.e Melo | P.e Pedro

1ª Semana do Advento:

* 04 de dezembro de 2018 (terça-feira)

– Bustos: P.e Pedro | P.e Francisco | P.e Mário | P.e José Manuel

* 05 de dezembro de 2018 (quarta-feira)

– Mamarrosa: P.e Pedro | P.e Francisco | P.e Mário | P.e José Manuel

* 06 de dezembro de 2018 (quinta-feira)

– Amoreira da Gândara: P. João Carlos | P.e Melo | P.e Francisco

2ª Semana do Advento:

* 12 de dezembro de 2018 (quarta-feira)

– Palhaça: P.e Francisco | P.e Pedro | P.e Mário | P.e José Manuel | P. João Carlos

* 13 de dezembro de 2018 (quinta-feira)

– Oiã: TODOS

* 14 de dezembro de 2018 (sexta-feira)

– Sangalhos: TODOS

3ª Semana do Advento:

* 19 de dezembro de 2018 (quarta-feira)

– Oliveira do Bairro: P.e Francisco | P.e Pedro | P.e Mário | P.e José Manuel |

P. João Carlos

* 20 de dezembro de 2018 (quinta-feira)

– Fermentelos: TODOS

* 21 de dezembro de 2018 (sexta-feira)

– Troviscal: TODOS

 

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O Paradoxo Pastoral: Pe. António Antão [1923-2018].

O Paradoxo Pastoral:

Pe. António Valente Nunes Antão.

 

 

[Nasc. 01-11-1923; Ord. 05-01-1947; Mor. 26-11-2018]

 

1.«Um paradoxo que comporta vários paradoxos». Diante das exéquias na morte de mais um padre, sinto o chamamento ao exame de consciência interno e externo. O mesmo aconteceu recentemente com a não-participação no funeral do Padre António Fragoso Tavares (1929-2018); e com a participação no funeral do Diácono Permanente Augusto Manuel Gomes Semedo (1936-2018). No domingo dia 25, num almoço de quatro padres, de três gerações diferentes, a convite generoso duma família alargada; um padre falou sobre o comportamento de um outro padre que está em cuidados hospitalares (exclamei, logo: – Está a descrever o meu futuro!?). Hoje, no funeral, outro padre, confirmou que o mesmo padre, em cuidados hospitalares, já não o reconheceu (será o próximo funeral: não sabemos agora…); ainda, também, no domingo, dia 25, só cheguei a casa de tarde já noite, porque visitei, com familiares presentes, no arciprestado da Murtosa, um padre natural das paróquias, onde trabalho pastoralmente, a recuperar de tratamento médico muito delicado; encontrava-se, inteiramente, doado à Paróquia e aos paroquianos, que serve até ao tutano ministerial. Nesse domingo, a agonia do Pe. Antão agrava-se. Dia de “Cristo Rei do Universo”, “antigo” dia do “Bom Pastor”. São estes os paradoxos ordinários, avencemos, um pouco, pelos extraordinários.

 

2. Pe. António Antão, nasceu em 1923, ainda frequentou o Seminário na diocese do Porto, antes da nossa restauração; foi ordenado em 1947, e foi nomeado Pároco da Paróquia de Oliveirinha do Vouga (Santo António), que paroquiou até 2013, ou seja, 66 anos como “o” Pároco – disse o Bispo António Moiteiro, na homilia eucarística. Era um recordista aveirense. «Mal amado e Bem amado: Dizem!» Considera-se um paradoxo pastoral, só possível, na base do «Paradoxo da Coincidência» – (cfr. Martin Gardner, Ah, Apanhei-te! (Paradoxo de Pensar e chorar por mais…), pp. 180-181) – “Um estudo que atacou o problema da coincidência, mostra até que ponto as pessoas se encontram intimamente unidas por uma rede de amigos mútuos. Não é, assim, de estranhar que dois desconhecidos que se encontrem longe de casa descubram que possuem um conhecido comum. A rede explica também outros fenómenos estatísticos pouco usuais, como a velocidade a que o boato, as notícias sensacionalistas, a informação confidencial ou anedotas são transmitidas” (p.181). O que se conhece e desconhece numa paróquia em 66 anos. Aqui no óbvio da Fé remeto para o Padroeiro Santo António a patrocinar 66 anos de pároco a outro António. Fujo de paróquias petrinas e reconheço mais méritos à longevidade paroquial do que aos pirilampos paroquiais. Estar em mandatos vitalícios, tal qual Rainha da Grã-Bretanha, é contra-cultura, ora ainda bem que assim é!

 

3. Tentarei aplicar o «Paradoxo de Newcomb» e seria excelente, se o conseguisse. O Sr Bispo W. quer prever se o padre António quer entrar ao serviço da paróquia B.; ou se o padre Zaqueu quer entrar ao serviço da paróquia B. e também da paróquia A. Começa o jogo de xadrez. O primeiro padre pensa entro na paróquia B. e ficou milionário (em Graças claro…). O segundo padre pensa entro na paróquia B. e A. e fico com todo o trabalho (com tudo de Graça claro…). O Sr. Bispo W. – do seu lugar omnisciente – , é desafiado à questão de saber o que os padres verdadeiramente acreditam (os padres vice-versa…) ou não no livre arbítrio. As reações ao paradoxo dividem-se quase igualmente entre os padres que acreditam no livre arbítrio, que se motivam para aceitar ambas as paróquias B. e A. (hoje em dia, num presente já ao mais curto prazo, será A.B.C.D…); e os padres que crêem no determinismo das nomeações; e acabem por só querer a paroquia B., exclusivamente. Outros, argumentam que as condições requeridas pelo «Paradoxo Newcomb», são contraditórias, quer o futuro esteja, quer não, completamente determinado (cfr. Martin Gardner, o.c., p. 49).

 

4. Receio que o Gozo e o Labor pastoral do padre e do pároco Antão, ao longo de 66 anos, tenha sido espremido e entranhado (primeiro “estranha-se”, depois, todas ovelhas são iguais, mas com lã diferente?!) no múnus do «Paradoxo Eleitoral» (não confundir com o Paradoxo Evangélico: “muitos os convidados, poucos os presentes”; “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita todos os que escolhe”; Etc.). Suponha-se que três pessoas – Adão, Baptista e Carrascão – concorrem à Presidência da Comissão de Festa, como Juiz [não estamos proibidos de pensar noutras hipóteses e/ou casos pastorais desde que surgiu o “RGPD” europeu, com o “Direito ao Esquecimento”]. Uma amostra na paróquia indica que 2/3 preferem A a B e que 2/3 preferem B a C, deduz-se daqui que também preferem A a C? Não necessariamente! Se os paroquianos ordenarem os candidatos da forma apresentada, surgirá um paradoxo desconcertante. Demos a palavra aos candidatos para se apresentarem. Sr. Adão: Dois terços dos paroquianos preferem-me a Baptista. Sr. Baptista: Dois terços dos paroquianos preferem-me ao Carrascão. Sr. Carrascão: Dois terços dos paroquianos preferem-me ao Adão! Este paradoxo pode surgir em qualquer situação em que seja necessário tomar uma decisão entre três alternativas que se encontrem classificadas relativamente a três propriedades (ou dons!). Suponhamos em A, B, e C três pretendentes ao casamento com a mesma mulher (cfr. Martin Gardner, o.c., pp. 192-194).

5.Por fim, «O Paradoxo da greve dos Padres» (analógico ou anti-analógico ao do «Barbeiro», ou ao dito evangélico: «Médico cura-te a ti mesmo». Sou ou seremos: Workaholic ou Lovework? É os dois! (outro paradoxo?). Dizem e vem no magistério. O padre é um «expropriado»: nos funerais não parece, aparece ou permanece?! Não estacionei, na parte formativa matinal, no Seminário de Aveiro; não estacionei (com volta e 1/2, no parque a pagar em frente ao Hospital de Aveiro); não estacionei, a pagar nos parques a pagar e nos não pagantes, no Campus Universitário; solução fiz a circular rápida pela via Circular Ria (melhor vista!) e estacionei logo, atravessei o departamento de Biologia (?) e o de Cerâmica (?) e entrei 15 minutos atrasado (tenho de volta à Bicicleta!); só descobri, no fim da palestra excelente de “Proteção de Dados”, a identidade diferente da conferencista (!? a convocada inicial faltou segunda vez?!). Estacionei a 300 metros da Matriz de Salreu, para a missa do funeral, pedindo à senhoria da casa a permissão: – pode ser senhor padre, à vontade [Paradoxo do cabeção usado]. Estacionei na “nova” residência paroquial, com o portão automático, pela garagem, para deslocar o peso líquido da mala do carro para a cozinha. Pergunto mentalmente: onde estão os paradoxos ordinários e ou extraordinários (profanos e sagrados)? Comentei ao ouvido do padre amigo: – Depois dos médicos, enfermeiros, professores, taxistas, motoristas vários, finalmente, os juízes… dixit ego: proponho, em honra do Padre Antão, uma “Greve Geral de Padres”. No Céu, entre Almas e Anjos (e Diabos não Demónios?!): Deus sorriu-me, totalmente Trino e Uno, em transparência verdadeira: – Logo agora – um dia são mil anos, mil anos um dia – que faço aumentar o teu/vosso salário em graças!!!

pedro josé, Bustos / Mamarrosa / Oliveira do Bairro / Palhaça, 28-11-2018. 7090

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“Sobre o Ver / o Acreditar ou o Não Ver / Acreditar…”: “Parábola da Vida intra-uterina”.

“Sobre o Ver / o Acreditar ou o Não Ver / Acreditar…”:

Parábola da Vida intra-uterina.

 

“No ventre de uma mãe havia dois bébés.

Um perguntou ao outro:

– Você acredita na vida após o parto?

O outro respondeu:

– Claro que sim. Deve haver algo depois do nascimento. Talvez estejamos aqui para nos prepararmos para o que virá depois.

“Que estupidez”, diz o primeiro. “Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria essa?

O segundo diz:

– Não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez possamos andar com as nossas próprias pernas e comer com as nossas bocas. Talvez tenhamos outros sentidos, que não podemos entender agora.

O primeiro respondeu:

Isso é um absurdo. Andar é impossível. E comer com a própria boca? Ridículo! O cordão umbilical nutre-nos e dá-nos tudo o que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto é impossível.

O segundo insistiu:

– Bem, acho que há algo e talvez seja diferente do que está aqui. Talvez não precisemos mais deste tubo físico.

O primeiro respondeu:

– Além do mais…, para haver realmente vida após o parto, então, porque é que ninguém nunca voltou de lá? O parto é o fim da vida e no pós-parto não há nada além do escuro, do silêncio e do esquecimento. O parto não nos levará a nenhum lugar.

– Bem, eu não sei – disse o segundo – mas certamente vamo-nos encontrar com a mãe e ela cuidará de nós.

O primeiro respondeu:

– A mãe? Você realmente acredita na mãe? Isso é ridículo. Se a mãe existisse, então onde está ela agora?

O segundo diz:

– Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Somos dela. É nela que vivemos. Sem ela, este mundo não seria nada e não poderia existir.

O primeiro diz:

– Bem, eu não posso vê-la, então, como é lógico, ela não existe.

O segundo responde:

– Às vezes, quando estamos em silêncio, se nos concentrarmos, realmente ouvimos, somos capazes de perceber a sua presença e ouvir a sua voz amorosa lá em cima”.

(PS. Recebido por e-mail (e adaptado): “Foi assim que um escritor húngaro explicou a existência de Deus” [?!]. NB. Lamento não identificar a fonte/ a autoria do texto. 31-10-2018)

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Oração a S. SIMÃO

Deus de infinita misericórdia que nos fizestes chegar ao conhecimento do vosso nome por meio do bem-aventurado Apóstolo São Simão Nosso Padroeiro, concedei-nos por sua intercessão que a nossa Comunidade cresça continuamente na conversão ao Evangelho. Amém

 

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II Caminhada Solidária pela Vida: quando, 27 Out, 16h00; onde: Cais da Fonte Nova, Aveiro

II Caminhada Solidária pela Vida

quando: 27 outubro, 16h00
onde: Cais da Fonte Nova

A ADAV-Aveiro organiza, na cidade de Aveiro, II Caminhada Solidária pela Vida, associando-se à Caminhada pela Vida que, nesta edição de 2018, se concretiza, também, em Lisboa, Porto, Braga e Viseu. A caminhada terá lugar no próximo dia 27 de outubro com início às 16hoo, no Cais da Fonte Nova.

Neste ano, a ADAV-Aveiro (que defende a dignidade da vida humana desde a conceção à morte natural) junta uma nova motivação à da solidariedade para com esta IPSS, em sintonia com todos os que, em Aveiro e nas outras cidades, se mobilizam pela proteção da vida humana. Esta II Caminhada Solidária pela Vida será o ponto de partida da comemoração, em Aveiro, dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em estreita colaboração com a Plataforma dos Direitos Humanos de Aveiro. Será uma ocasião para recordar que a proteção da vida humana não é causa de alguns, mas causa de todos, na medida em que “todo o indivíduo tem direito à vida”. (art.º 3.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos).

Nos últimos dez anos, a ADAV-Aveiro apoiou 280 mulheres grávidas, num total de 626 famílias com crianças até 3 anos. Atualmente, são por nós ajudadas 74 famílias dos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Sever do Vouga e Vagos, com apoio direto a 84 crianças até aos 3 anos de idade.

Consideramos que a II Caminhada Solidária pela Vida, que, neste ano, conta com o apadrinhamento dos atletas Paulinho e João Moreira, será uma manifestação pública e irá merecer o reconhecimento de todos, porque é por todos que cada um se propõe caminhar.

inscrições: https://goo.gl/VywRHP

www.adavaveiro.org

FONTES: http://diocese-aveiro.pt/cultura/ii-caminhada-solidaria-pela-vida/ ;  http://www.adavaveiro.org/?p=3540, acesso 26-10-2018.

 

 

 

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Sequência da Memória de Nossa Senhora das Dores

«Estava a Mãe dolorosa,

Junto da cruz lacrimosa,

Enquanto Jesus sofria.

 

Maria, fonte de amor,

Fazei que na vossa dor

Convosco eu chore também.

 

Fazei que o meu coração

Seja todo gratidão

A Cristo de quem sois Mãe».

 

Fonte: Sequência da Memória de Nossa Senhora das Dores in Liturgia Diária,

Paulus, Ano XVI, nº186, Setembro, 2018

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