Comunicado Paroquial: 1 ºDia Mundial dos Pobres (19 Novembro 2017).

Comunicado Paroquial: 1 ºDia Mundial dos Pobres

(19 Novembro 2017).

 

Paróquia da Mamarrosa (S. Simão)

Paróquia de Bustos (S. Lourenço)

 – Informações Paroquiais –

 

Em ambas as Paróquias (Mamarrosa e Bustos) para além do que é próprio de cada comunidade.

Tivemos um Gesto: distribuir 1 exemplar por família da Carta PastoralDai-lhes vós mesmos de comer”, do nosso Bispo Manuel Moiteiro, que perante a pergunta “Onde está o teu irmão?” interpela: “Ninguém pode sentir-se demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social. Responsabilidade pessoal e respostas institucionais organizadas são duas exigências decorrentes da caridade que devem caminhar a par” (nº16, p.19) para nos ajudar a viver a Caridade pessoalmente e em Igreja.

Como a Iniciativa pedimos voluntários (3 a 5) para ajudar no estudo/criação do Grupo Caritas Paroquial, como objetivo deste ano pastoral. Na carta do nosso bispo, nos “Desafios Pastorais” lemos: “O II Sínodo Diocesano de Aveiro diz-nos que devemos dispensar o maior cuidado à pastoral da caridade em cada paróquia, e que se promova a formação de grupos ou equipas que concretizem esta ação eclesial da comunidade; que se fomente a partilha cristã de bens; e que a Igreja Diocesana se empenhe em estimular todos os membros do povo de Deus a assumir o compromisso social e a despertar para o voluntariado social (cf. II Sínodo Diocesano de Aveiro, pg. 106-107)” (nº22, p.26).

Os voluntários para este novo grupo devem falar com o Pároco, ou com o Diácono permanente ao serviço das paróquias.

Lembramos a importância de dois textos recentes que ajudam nesta reflexão para perceber a necessidade da pastoral da caridade/social de uma forma organizada e permanente:

“Estranha oferta do Papa: “Dia Mundial dos Pobres” por Pe. João Gonçalves

“Podemos encontrar excelente doutrinação e profundas interpelações na “Mensagem do Santo Padre Francisco para o I Dia Mundial dos Pobres”, que será, este ano, no próximo dia 19. É muito interessante que Francisco não dedica um Dia à Pobreza, mas aos POBRES, porque quer dizer-nos que o importante é a Pessoa carente, e não o conceito de Pobreza, que faz bom tema para discussões entre políticos e sociólogos… em areópagos, onde muitas vezes são confrontados conceitos, se procuram causas, se publicam altas conclusões, mas em que quase nunca há compromissos!

No termo do Jubileu da Misericórdia, o Papa quis “oferecer à Igreja o Dia Mundial os Pobres”! Diz oferta, porque quer ajudar as comunidades cristãs a serem sempre mais, e de modo mais claro, o “sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados”; a pôr-nos no caminho de maior evidência e transparência do amor preferencial pelos Pobres; eles “pertencem à Igreja por direito evangélico”, como solenemente proclamou o Beato Paulo VI.

Sem a preocupação de uma definição de Pobre ou de Pobreza – os “motores de busca” dão uma boa ajuda! – é preciso olhar à nossa volta, abrir bem os “olhos do coração”, e ver quem são os Pobres, quantos eles são, quais as necessidade primárias que não estão a ser respondidas capaz e dignamente; mobilizarmos pessoas, grupos, entidades públicas e privadas e, de mãos unidas e inteligências abertas, procurar, sem medos nem complexos, mas responsavelmente ir à profundidade das causas e, pondo o dedo na ferida, debelar as reais causas que empurram Pessoas para situações de pobreza, que nos incomodam e envergonham…

Nestes dias ouvimos dizer, em relação ao nosso País, de pessoa com responsabilidades públicas, que “o País está velho, está pobre, está só e está em muitas circunstâncias entregue a si próprio e abandonado”! Suponho que esta afirmação não terá sido pronunciada em contexto do Dia Mundial dos Pobres; mas faz pensar: quem são os responsáveis por tal situação? Como se mobiliza a Sociedade para encontrar soluções?

De certeza que o Cristão não se esconde atrás de razões cinzentas, mas vai à frente! E com a força e o mandato do Evangelho, não nega esforços, abre a inteligência, o coração e as mãos, e partilha teres e saberes, na luta verdadeira por não manter nem alimentar situações em espiral, que deixam tudo na mesma, e levam as Pessoas Pobres a um retorno de causas não suficientemente equacionadas, nem resolvidas.

E, para quem tiver dificuldade em ter à mão a Mensagem do Papa Francisco, transcrevo o que rezo com ele:”…Benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem “se” nem “mas”, nem “talvez”: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus” (nº 5). Todos queremos ter mãos assim!”

FONTE: http://sites.ecclesia.pt/cv/estranha-oferta-do-papa-dia-mundial-dos-pobres/ , acesso, 20-11-2017.

“O princípio de um mundo melhor” – Por Pe. Filipe Martins, SJ, Publicado no Jornal “Expresso” (18/11/2017, p.34).

Paróquias de Bustos e Mamarrosa, 20 Novembro 2017.

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Oração a S. Simão, Padroeiro da Paróquia da Mamarrosa (28-29/10/2017).

 

Oração a S. Simão

Senhor Nosso Deus, /

Creio, Espero e Amo, /

Peço a protecção /

do Apóstolo São Simão, /

Nosso Padroeiro, /

Porque Vós, ó Deus, / nos revelastes todas coisas no Filho Jesus Cristo, /

Vós, que sois a eterna verdade e bondade /

no Espírito Santo, /

Fazei que haja menos erro e omissão /

no seguimento do Testemunho Apostólico, /

Nosso Batismo seja vivido na Igreja /

da Comunhão e Missão,

Que o Apóstolo São Simão nos ajude a viver a fidelidade do Batismo, /

Queremos que a Fé dos Apóstolos, /

servindo a todas as pessoas, /

seja a nossa determinação /

no viver e morrer,

Amém.

Padroeiro da Paróquia da Mamarrosa, 2017.

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incêndios: sinal extremo de perversidade.

incêndios: sinal extremo de perversidade.

Hoje, no evangelho da missa diária, Lc 11, 29-32, comporta-me para as dores da tarde e noite anteriores. No corpo acumulo o cansaço de ontem, no espírito as imagens gravadas a quente, fumo e cinza ainda “ardem” nos olhos ao levantar. A contabilidade das vítimas, hora a hora, é assustadora – após alguns meses passados da tragédia de Pedrogão! – novamente a irrupção da impotência, do caos, do absurdo dos fogos (fogo posto é “pecado reservado”, Tradição sábia da Igreja). Vou rezar a missa de coração pequeno, pobre, e imensamente, perplexo! A Chuva tarda em aparecer… a Omissão destrói o tecido social.

Diante do sinal da perversidade (….instalada e que se quer instalar; da estrutural e/ou funcional; da iníqua e enigmática fora de horas…, desresponsabilizadora…) peço a Deus, ao Seu Espírito de Responsabilidade, para examinar cuidadosamente a Fé que me anima. À tarde de domingo, após a apresentação oficial da catequese paroquial, num ato pleno de sentido e partilha na família/catequistas/catequizandos, conjunto concêntrico diante do altar, sucedeu-se ao Sentido, num click, o Absurdo da Dor, do Medo, do prematuro Risco-de-vida-morte. “O Inferno somos nós!”: – Oh Desce da Cruz, e salva-te a ti mesmo! “O Céu seremos naquilo que quisermos viver pelo Deus Compaixão”: -Não queremos avaliar Deus, pois Deus não o fará na base da desumanidade praticada: – Oh sinal da perversidade! Mas no Dom da Bondade, mesmo (até) descriada! Quero saber acreditar, mesmo na Noite mais escura!

Jesus fala-me/nos, no evangelho da missa da: «geração perversa!» Há efectivamente a desumana perversidade dos indivíduos… mordo entre os dentes, com outros nomes imorais… MAS é outra a Geração que partilho/quero conseguir partilhar: …atravessei a paróquia de Oiã, tentei atravessar a paróquia de N.S. de Fátima e a paróquia de Nariz (só hoje foi possível ainda com desencontros…); a paróquia da Palhaça (onde permaneci, a maioria do Tempo, junto com a minha irmã, ambos impotentes para resolver: não entregamos nem a água, nem o leite, “comprados”…). Quase solidários na medida do (im)possível. As graças exaustas dos SMS: tais pirilampos de angústia esperançosa! Nos Rostos a apreensão…, adormecidos vislumbres de pânico e horror psicológico, feridos os nossos olhos de crianças descrentes. (- E as crianças mudas na viagem para a escola no dia seguinte! – partilhou o Pai. Mas graças a nós e pela Graça de Deus: há Anjos Imperturbáveis, com a capa da Fé e sem ela (na aparência…): Agentes Genuínos do Bem-Sentir, do Bem-querer e, sobretudo, do Bem-fazer!

pe.pedro josé, Bustos/Mamarrosa e Oliveira do Bairro/Palhaça, 16-10-2017, caracteres (incl. esp) 2539.

 

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Bispo António Francisco, a Profecia da Bondade.

Bispo António Francisco, a Profecia da Bondade.

“Sendo a fé um dom, como pode ser motivo de educação? Não pode realmente ser ensinada, mas sim irradiada. Os que a possuem podem significar a estrela-guia, a perseverança num encontro difícil de suceder, mas cuja esperança comove todo o nosso ser. É possível que a Igreja se volte para esse apostolado da fé que foi extremamente importante no seu começo.”, Agustina Bessa-Luís, Ensaios e Artigos (1951-2007), Fundação Calouste Gulbenkian, Volume I, pp.869-870.

1.Opinam certas mentes, com instinto predador, em desabafo desigual: que acabam a escrever sempre o mesmo «Livro». A mim nem tanto assim porque dessa qualidade não partilho. Neste Bispo, a Bondade era inqualificável para os intelectuais-de-algibeira. Tento nessa advertência ensaiar sempre a mesma realidade por si irradiada, agora de modo mais profundo. Por isso, tive de reler a primeira tentativa: “D. António Francisco, o Bispo da Bondade” (in https://pedrojosemyblog.wordpress.com/2014/03/09/d-antonio-francisco-o-bispo-da-bondade-breve-ensaio-testemunhal/). E para pensar bem “isto” e escrever bem “isto”; deveria celebrar o Sacramento da Reconciliação, deambulei sem destino, mas não fui capaz e acredito que isso possa acontecer a certos tipos de Penitentes, onde estou incluído e mal assumido. Mudei a minha agenda porque o Senhor Dom António Francisco, sempre mudava a “sua” agenda (de sua tinha pouco…) para a Todos acolher no Ser, dentro de um Tempo paciente e quase infinito. O Padre mais Velho à mesa do almoço dizia: “…a morte de D. António Francisco vai inspirar o arrependimento a muita gente”. O remorso é coisa feia, se for sem honestidade. Todavia antes agora que depois!?

2.Nosso Deus conduziu-o à Plenitude apressadamente. Digo «Nosso» porque percebi mais um pouco. Deus realizou nele todas as Possibilidades de uma só Vocação. Só podia ser assim! O rosto da Bondade não é permissivo; não vai nos jogos de poder; desarma os cínicos, tolera os violentos, e permite aos frágeis e aos pobres: uma vez, um lugar, uma voz. Simplicidade não era estratégia, era modo de ser para a todos poder chegar. “- Os pobres não podem esperar”. Andamos tão impacientes com insignificâncias. Educados de barriga cheia. Como nos ajudou, nós aveirenses a encarnar o lema «Vive esta hora»! Ironia sagrada ou não, faleceu num dia “11”. Ele encarnou a alma da Missão Jubilar. Hoje é o Dia em que nos ajuda a rezar com a Verdade da sua morte, que é anúncio da Páscoa Eterna. “Dava-se, oferecia-se. Estava, simplesmente estava. Estava e deixava estar.” (Paulo Rangel). Sacramento do sorriso disponível, criativo e desinstalador.

3.O rosto da Bondade dentro da funcionalidade, ao serviço da funcionalidade que é coisa singular. Encarnou a Bondade como modo de ser. Daí o traço singular da Generosidade. Do seu lugar dava o lugar a todos. Bem-aventurados os Bons, porque serão amados como Irmãos e chorados como Amigos de Deus. Um bom homem e um bispo bom. Nada mais poderemos aspirar como introdução credível à santidade como processo de conversão evangélica. “Os benfeitores de Cristo não são por ele chamados afectuosos ou caridosos. São chamados justos” (Simone Weil). A sua Bondade era sinal de defesa justa. Da procura da Justiça que é procura de Misericórdia. Fomos nós que inventámos a distinção entre Justiça e Caridade. É fácil compreender porquê. Por isso, a sua Bondade era incómoda; era simples e não simplista ou simplificadora. Não será esquecida e estará sempre presente na Memória como Profecia. Páscoa da Criação.

4.Trouxe-nos de volta à «Casa Diocesana». A Diocese…, a Igreja…, a Reunião…, o Passeio…, a Refeição…, a Correção fraterna…, as Lágrimas…, as Viagens cansativas e desgastantes, os Horários impossíveis de conciliar, as Presenças sempre que necessário, as Distinções que não ferem a Dignidade mas a restauram; tudo era um permanente voltar à «Casa do Pai»: «sentir-se em Casa»; abrir as portas da «Casa», para que a Rua fosse um lugar de Civilização e Cidadania. Uma Casa Comum para Todos. No seu coração habitou a Bondade de Deus, agora o nosso coração ferido de Bondade é um coração mais humano e por isso, purificado e vivificado pelo Espírito Santo. Sejamos dignos e agradecidos, como insistentemente nos repetia, pela da Graça e pela Profecia, que foi o seu Ministério como Bispo, à Igreja em Portugal.

Pe. Pedro José, Gafanha da Encarnação e Gafanha da Nazaré, 13-09-17. Caracteres (esp.incl.): 4290.
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COMUNICADO: Sobre a Conta Donativos Para Incêndios – responsabilidade da Cáritas

COMUNICADO: Sobre a Conta Donativos Para Incêndios  – responsabilidade da Cáritas

[1ª Parte]

“Estimados/as Presidentes,

Na sequência de suspeitas levantadas pelos presidentes das Câmaras Municipais de Pedrógão Grande, de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pera, fomos, hoje, instados por alguns meios de comunicação social a justificar o que estamos a fazer com os donativos que nos foram confiados.

Não sei o que irão informar, mas o que tenho dito, e só, é o seguinte:

No passado dia 17 de junho de 2017, face aos incêndios que devastaram a zona centro de Portugal Continental e que causaram danos pessoais e materiais que chocaram o país, a Cáritas Portuguesa tomou a iniciativa de abrir, nesse mesmo dia, uma conta de angariação de fundos para apoio às vítimas. Esta conta foi aberta, com autorização do MAI, na Caixa Geral de Depósitos, durante 30 dias e encerrou a 16 de julho de 2017 com um valor total de 1.262.104,18 euros. Ainda que encerrada, oficialmente, continuaram a chegar donativos a esta conta pelo que, à data de hoje, a conta totaliza 1.768.976,76 euros. Deste montante, 345.000,00 euros foram disponibilizados a partir de verbas próprias de 8 Cáritas Diocesanas e da Cáritas Portuguesa. Além disto, resultante de uma oportuna iniciativa da Conferência Episcopal, estão incluídos também 917 221,40 euros que resultam das dádivas dos cristãos católicos nos ofertórios das eucaristias de 2 de julho.

Desta verba, no dia 11 de agosto, saíram 100.000,00 euros, para a ajuda às vítimas dos incêndios do Concelho de Mação, à responsabilidade da Cáritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco. A partir de 28 de julho, ficaram cativos 1.300.000,00 euros, para a Cáritas Diocesana de Coimbra cumprir os compromissos assumidos com o REVITA que indicou para intervenção, a esta Cáritas, 40 casas (21 reconstrução total e 19 parcial). Esta mesma Cáritas Diocesana, na sua conta solidária contabiliza a 1 de setembro o valor de 478.813,13 euros. A verba cativa da Cáritas Portuguesa e o montante angariado pela Cáritas Diocesana de Coimbra (1.778.813,13 euros) perfaz a verba prevista para dar resposta ao compromisso assumido.

Na última semana, iniciaram as intervenções da maioria das habitações de reconstrução parcial. O Presidente da Cáritas Diocesana de Coimbra, Pe. Luís Costa, acompanhado de uma equipa de arquitetos deslocou-se ao local para apresentar, individualmente e de forma detalhada, cada projeto aos seus beneficiários. Estiveram em 12 habitações, contando, durante a próxima semana, entregar os projetos às restantes. Prevê-se que, durante esta semana, sejam também elaborados os cadernos de encargos e se iniciem os pedidos de orçamento para execução das reconstruções totais. Registaram-se até ao final da semana passada 55.748 produtos angariados, os bens entregues às famílias e pessoas vítimas dos incêndios ascende às 13.644 unidades”.

FONTE: cfr. www.caritas.pt/coimbra

[2ª Parte]

“A quando da abertura da conta solidária da Cáritas Portuguesa e antecipando, pela experiência do passado, que novas situações poderiam deflagrar noutras zonas do país, a Cáritas Portuguesa, conscientemente, designou a sua conta solidária de “Cáritas, com Portugal, abraça vítimas dos incêndios”. Assim, os donativos depositados nesta conta podem legalmente ser conduzidos para o auxílio a vítimas dos incêndios de Mação, Oleiros, Vila de Rei, Vila Velha de Rodão, Abrantes e Gavião. Em diálogo com as Câmaras Municipais respetivas a Cáritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco assumiu o compromisso, neste momento, de reconstrução total de 5 casas, 10 de reconstrução parcial e aquisição de equipamento para duas empresas familiares. Destas necessidades estão já executadas a aquisição de material para uma empresa e a reparação de curto impacto numa casa em Mação.

Para a execução total deste compromisso serão necessários 562.761,65 euros. Como já referido no início, foram já entregues 100.000,00 euros e está cativa toda a restante verba existente na conta solidária que ascende a 368.976,76 euros, ficando a faltar 93.784,89 euros para a satisfação total dos compromissos. Perante esta situação, a 25 de agosto, a Cáritas Portuguesa reabriu a sua conta solidária que encerrará no dia 22 de setembro próximo para se poder alcançar a verba total.

Não nos sentimos atingidos pelas suspeições, hoje, levantadas. Todavia, é bom reforçar a informação, porque a forma generalista como foram avançadas, suscita dúvidas na opinião pública em geral.

Com os melhores cumprimentos. Eugénio Fonseca”- FONTE: e-mail interno da Cáritas de Aveiro (06-09-2017).

 

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Texto de Confissões de St. Agostinho: «Tarde Te amei…»

 

Texto de Confissões de St. Agostinho

“1. Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.

2.Tu estavas dentro de mim e eu fora… “Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior”. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora! Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…

3.Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu a minha surdez… “Fizeste-me entrar em mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu tinha me escondido. Mas Tu me arrancaste do meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo, a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo eu estava”. Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “Pega e lê. Pega e lê!”.

4.Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste a minha cegueira. Então corri à Bíblia, abri-a e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: “Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13s). Aquelas Palavras ressoaram dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida.

5.Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti! Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Foi assim que descobri a Deus e me dei conta de que, no fundo, era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente o meu coração.

6.Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. “Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo”. Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!

7.E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti!…

8.Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo… Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz!”

FONTE: Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29 IN https://pt.aleteia.org/2016/03/01/tarde-te-amei-de-santo-agostinho-uma-das-mais-arrebatadoras-oracoes-de-todos-os-tempos/, acesso, 01-

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P.e Carlos Alberto vai trabalhar para um santuário de Schoenstatt no Brasil (in Correio do Vouga, 30-08-2017).

P.e Carlos Alberto vai trabalhar para um santuário de Schoenstatt no Brasil – Padre da Gafanha da Nazaré, do Instituto de Schoenstatt, parte em setembro para o santuário de Recife-Olinda, no Brasil.

“O P.e Carlos Alberto Pereira de Sousa, que desde 2004 servia a Igreja no Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré, vai trabalhar para o Santuário de Recife-Olinda, a partir de meados de setembro. No Brasil, o padre nascido em Rocas do Vouga, em 1960, mas que passou a infância e juventude na Gafanha da Nazaré, será responsável pela pastoral de um santuário de Schoenstatt que vai comemorar em outubro próximo 25 anos. O santuário é muito concorrido, recebendo em cada fim de semana mais de 2000 pessoas, e é conhecido por promover o “Terço dos Homens”, iniciativa que começou com o P.e Miguel Lencastre (que também passou pela Gafanha da Nazaré) e que há poucos meses juntou vinte mil homens a rezar a Nossa Senhora.

No início de setembro, antes da partida para o Brasil, P.e Carlos Alberto ainda participa num encontro ibérico de responsáveis do Movimento de Schoenstatt, que terá lugar no Alentejo.

Para a noite de 9 de setembro está marcado um jantar de despedida na Casa José Engling, no Santuário de Schoenstatt na Gafanha da Nazaré. As inscrições, limitadas aos lugares disponíveis, decorrem nos serviços do Santuário e no Cartório da Paróquia da Gafanha da Nazaré.

O P.e Carlos Alberto foi ordenado em 29 de julho de 1996, na Igreja Paroquial da Gafanha da Nazaré, por D. António Marcelino, para o Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt”.

FONTE: In Correio do Vouga, 30-08-2017, p.4

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