Juristas escrevem aos Deputados da Assembleia da Republica: a Notícia que “ninguém” dá e a Carta que “ninguém” lê…

 

Eutanásia: «Nem excesso terapêutico, nem antecipação da morte» – Juristas portugueses

Profissionais do Direito enviam carta aberta aos deputados da Assembleia da República

Lisboa, 09 jun 2017 (Ecclesia) – Mais de 100 juristas portugueses enviaram uma carta aberta aos deputados da Assembleia da República pedindo-lhes que “recusem a legalização da eutanásia e da ajuda ao suicídio”, refere o Movimento STOP eutanásia em comunicado enviado á Agência ECCLESIA.

A carta aberta foi enviada esta quinta-feira aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, afirmando “o direito de todos os cidadãos a receberem cuidados de saúde que não ponham em causa a vontade do doente e a sua dignidade humana: nem excesso terapêutico, nem antecipação da morte”.

De acordo com o comunicado, a carta aberta é assinada, entre outros Germano Marques da Silva e Paulo Otero, catedráticos de Direito, Sofia Galvão e Manuel Monteiro, políticos, José Simões Patrício e José Vaz Serra de Moura, advogados, e também pela juíza Lídia Gamboa.

Para os juristas portugueses, o Parlamento deve recusar a “legalização da eutanásia e da ajuda ao suicídio” para “preservar a coerência do ordenamento jurídico nacional que assenta na inviolabilidade da vida humana e da integridade moral e física da pessoa”.

Rejeitar a legalização da eutanásia é a condição de afirmação do “valor universal de todas as vidas humanas, não se aceitando a desconsideração de qualquer vida ou pessoa, independentemente das suas circunstâncias”, refere a carta aberta.

Os juristas portugueses afirmam ainda não permitir a legalização da eutanásia é um “imperativo fundamental de o Estado tutelar os membros mais débeis da sociedade, neste caso, os destinatários da legalização da eutanásia.

“Os signatários defendem que o direito constitucional à autodeterminação de cada pessoa não significa aceitar e praticar a antecipação da sua morte, o que equivaleria a considerar a morte como um bem jurídico, ao mesmo tempo que se aceitariam decisões arbitrárias sobre o valor da vida humana”, acrescentam.

Na carta aberta, os juristas “propõem a manutenção do atual ordenamento jurídico que proíbe valorações juridicamente relevantes sobre a vida dos cidadãos”.

“Uma pessoa é infinitamente digna porque pertence ao género humano, e não porque tenha certas qualidades ou capacidades”, recorda a carta enviada aos Grupos Parlamentares.

Através da carta aberta, um grupo de profissionais da área do Direito “associa-se ao movimento em curso na sociedade portuguesa que reclama o direito de todos os cidadãos a receberem cuidados de saúde que não ponham em causa a vontade do doente e a sua dignidade humana”.

FONTE: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/eutanasia-nem-excesso-terapeutico-nem-antecipacao-da-morte-juristas-portugueses/ , acesso: 09-06-2017.

 

 

Carta aberta de Juristas aos senhores deputados à Assembleia da República

“A Carta Aberta de juristas aos deputados da Assembleia da Republica, redigida pelos Professores de Direito Francisco Mendes Correia e Diogo Costa Gonçalves, foi ontem entregue pelo movimento cívico Stop eutanásia aos representantes dos grupos parlamentares.

Nesta Carta os juristas portugueses pedem aos deputados que não legalizem a eutanásia.

Professores de Direito, juízes e advogados defendem que aceitar a descriminalização da eutanásia põe em causa sustentação de ordenamento jurídico.

O documento foi subscrito por 125 juristas, entre os quais Germano Marques da Silva, Paulo Otero, Francisco Mendes Correia, Diogo Costa Gonçalves, Paulo Adragão, Sofia Galvão, Manuel Monteiro, José Simões Patrício, José Vaz Serra de Moura e Lídia Gamboa.

A propósito da discussão pública de iniciativas legislativas tendentes a descriminalizar o Homicídio a Pedido da Vítima (artigo 134.º do Código Penal) e o Incitamento ou Ajuda ao Suicídio (artigo 135.º do Código Penal) e criar um novo quadro legal.

Exmos. Srs. Deputados,

1. Na matéria em causa, o ordenamento jurídico português não deve ser alterado

Um dos principais fins do Estado é o de garantir a segurança dos cidadãos como condição necessária para a prossecução do bem comum. Esta finalidade é o fundamento da própria existência do Estado: um Estado que não proteja a vida e a integridade física dos seus cidadãos perde um dos pilares — talvez o mais importante — de legitimidade e vê a sua própria existência ser posta em causa. O mesmo se poderia dizer de uma autoridade civil que cooperasse na causação da morte de inocentes: perderia essa natureza e converter-se-ia em tirania.

Neste aspeto, o ordenamento jurídico português apresenta atualmente coerência: os artigos 24.º e 25.º da Constituição da República Portuguesa estabelecem a inviolabilidade da vida humana e da integridade moral e física das pessoas e um conjunto de normas do Código Penal punem as condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de outrem. A punição das condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de outrem mantém-se mesmo quando determinadas por pedido sério da vítima (artigo 134.º – Homicídio a Pedido da Vítima) ou que sejam meramente auxiliares de um processo executado pela vítima (artigo 135.º – Incitamento ou Ajuda ao Suicídio), com um quadro punitivo naturalmente atenuado, tendo em atenção justamente essas circunstâncias.

2.O Direito não pode aceitar que se desvalorizem certas vidas.

As iniciativas legislativas em discussão — que pretendem descriminalizar algumas destas condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de outrem, desde que praticadas por profissionais de saúde, a pedido de pessoas com doenças graves e incuráveis, causadoras de sofrimento duradouro e insuportável — revelam uma ideia comum. Apenas se aceita a antecipação da morte de pessoas grave e incuravelmente doentes porque se aceita que estas vidas são menos valiosas ou, pelo menos, que a sociedade deveria reconhecer que estas pessoas assim as (des)valorizem. Admitir como lícitas as condutas intencionalmente dirigidas a provocar a morte de outrem, mesmo que abrangendo um universo delimitado de pessoas inocentes, implica sempre concordar que a morte é para elas um bem jurídico.

Ora, a única forma de evitar o arbítrio e assegurar uma sociedade justa é a de proibir em absoluto valorações juridicamente relevantes sobre a vida dos cidadãos. Uma pessoa é infinitamente digna porque pertence ao género humano, e não porque tenha certas qualidades ou capacidades. E não é possível dissociar a vida da pessoa. Atuar de forma a causar intencionalmente a morte de um inocente implica sempre desvalorizar a sua vida. O Direito não pode aceitar que se desvalorizem certas vidas, porque necessariamente aceitaria que se desvalorizassem certas pessoas.

3.O universo inicialmente limitado de pessoas elegíveis tende a expandir-se

A experiência de outros países que seguiram o rumo legislativo agora pretendido revela que o universo inicialmente limitado de pessoas que podem ser vítimas das condutas a descriminalizar tende a expandir-se à medida que evoluem as conceções dominantes na sociedade sobre o valor e a utilidade da vida de certas classes de pessoas. Numa sociedade consumista, hedonista e utilitarista, ficam assim em perigo os mais débeis: precisamente aqueles cuja proteção é fundamento do próprio Estado! Ficam em perigo os idosos, as crianças, os portadores de deficiências, os doentes psíquicos graves…

4.Fica posta em causa a sustentação do ordenamento jurídico português

Aceitar que se descriminalizem condutas intencionalmente dirigidas a causar a morte de inocentes — como pretendem os projetos legislativos atualmente em debate — é abrir as comportas de um dique que está coerentemente cerrado, na atualidade. Por mais pequena que seja a brecha inicial, fica posta em causa a sustentação do ordenamento jurídico português, e a razão de ser do próprio Estado. Que se mantenham cerradas estas comportas! Que sejam liminarmente rejeitados os anteprojetos de descriminalização da eutanásia e do auxílio ao suicídio!

Os juristas que quiserem subscrever a carta devem enviar nome, profissão numero de cartão de cidadão para o mail stopeutanasia@gmail.com

FONTE: http://stopeutanasia.blogspot.pt/2017/06/carta-aberta-aos-senhores-deputados.html,  acesso: 09-06-2017.

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Arrumar “coisas e coisos” em atraso: 300 razões para.

Arrumar “coisas e coisos” em atraso: 300 razões para.

Às vezes dou por mim arrumar “coisas e coisos” (diferenças diferenciadas no “género”, de quem faz… e sobre o que se faz…). E fico-me nostálgico – quanto tempo perdido… – e também ou sobretudo, um pouco cansado – quanto tempo ganho… O problema que é mistério, sem solução à vista, é arrumar-me a mim mesmo. No tempo e no espaço que me dou em saúde e trabalho. O mundo das actividades e exigências leva-me todas as energias. Se não for a Providência (im)possível, fico-me sem a Previdência (im)possível. Muitas vezes pergunto-me: sobre o ritmo acelerado em que comungo e partilho o viver? A correr para onde? A correr para quem? A correr contra ou a favor de que e de quem?

A Vida não é só movimento.

 

Como seria bom acolher e conversar com as pessoas, antes ou no final, de cada Missa. Como seria bom ter tempo para atender, pessoalmente no sacramento da reconciliação ou no acompanhamento humano e espiritual de discernimento (a palavra mais exigente na vida e na pastoral). Como seria bom se «eu» que sou feito de «nós», fosse um imperativo na antecipação para o Serviço do «Nós». Não antecipo nada e ando sempre em atraso (programado e desprogramado) a resolver: problemas, conflitos, chatices, birras, dramas, decisões estruturais e provisórias, o que é preciso e o que não é, Etc.

A Vida é bela e difícil.

 

Há um livro notável de cabeceira, “300 razões para baptizar”, de Evaristo Eduardo de Miranda, Editora Vozes (2011). Todos os pais/mães e educadores o “deveriam ler”, para viver como batizados. Mas queria reformular o conteúdo ao jeito de “300 razões para ser padre”; “300 razões para casar no bem e no dom”; “300 razões para ser feliz no serviço”; “300 razões para ser pobre”; “300 razões para aprender a comer e a dormir”; “300 razões para viver em esperança”; “300 para acreditar na economia social”; “300 razões para aprender a morrer”; “300 razões para ler livros” (e deixar de ver televisão… e passar a ouvir rádio; e só consultar a net no tempo livre…). No fundo, no fundo de mim mesmo, “o insólito líquido pós-verdadeiro”: “300 razões para arrumar “coisas e coisos”, em atraso e sem pressas (des)necessárias?!

A Vida é razão de esperança e esperança razoável.

 

Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 07-06-2017, caracteres (incl. esp) 2172

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«Somos herdeiros ou da doutrina cristã ou da deformação da doutrina cristã» – Luís Miguel Cintra (in Agência Ecclesia, 02-06-2017).

«Somos herdeiros ou da doutrina cristã ou da deformação da doutrina cristã» – Luís Miguel Cintra (in Agência Ecclesia, 02-06-2017).

Ator e encenador recebe este sábado o «Prémio Árvore de Vida – Padre Manuel Antunes», da Igreja Católica

O ator e encenador Luís Miguel Cintra, que vai receber este sábado o Prémio Árvore de Vida – Padre Manuel Antunes, considera que a sociedade ocidental está “impregnada de uma civilização que foi profundamente cristã” ou da sua “deformação”

“Somos herdeiros ou da doutrina cristã ou da deformação da doutrina cristã”, afirmou Luís Miguel Cintra em entrevista à Agência ECCLESIA.

Para o ator e encenador, a cultura da atualidade distancia-se da sua matriz cristã porque “o que manda é o dinheiro, o lucro, onde tudo é medido pela sua eficácia e nada é generoso em si próprio, por bem, prazer e para engrandecimento do ser humano”.

“Eu aprendi isto com a cultura! Não se pode meter isto na cabeça das pessoas ou fazer doutrinação com isto”, disse Luís Miguel Cintra, acrescentando que a “arte antecipa muitas coisas” a “evolução do mundo”.

Cofundador da Cornucópia, nos anos 70, Luís Miguel Cintra inclui no seu percurso artístico a declamação de poesia, de textos da Bíblia e de autores consagrados, como o padre António Vieira

“Quando se lê em voz alta e se tem a noção do que se está a ler, com um bocadinho de capacidade de análise, fica-se deslumbrado! Os Evangelhos são de uma obra prima absoluta! E de uma modernidade de escrita incrível, independentemente do seu conteúdo religioso”, sublinhou.

Para Luís Miguel Cintra, a voz é como a arte sacra que permite dizer Deus de muitas formas, oferece “diferentes representações” aos textos e dá uma “noção do que significa construir uma imagem sagrada”.

O Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes é atribuído pela Igreja Católica em Portugal através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e distingue, na edição de 2017, Luís Miguel Cintra pelos “méritos extraordinários da carreira do encenador, ator, ensaísta e tradutor de literatura dramática”.

A decisão do júri “sublinha a intervenção de Luís Miguel Cintra no concerto das artes verbais, musicais e cénicas, dentro de um contexto de extensa e fecunda intervenção no debate de ideias e de questões ético-sociais no espaço público”, acrescenta o texto divulgado pelo SNPC.

Para o ator e encenador, receber um prémio que tem por patrono um antigo professor e “funcionava como uma espécie de apaziguador dos conflitos” no ambiente de casa é como estar “em família”.

Luís Miguel Cintra sublinha também o facto de ser um prémio atribuído pela Igreja, com quem dialogou “toda a vida” e de quem foi “tão adepto como crítico”.

“Acaba por dizer simbolicamente ‘não estamos zangados contigo!’”, afirmou Luís Miguel Cintra.

O ator e encenador recebe o prémio este sábado, no encerramento da Jornada da Pastoral da Cultura, em Fátima.

A entrevista a Luís Miguel Cintra é publicada na edição de hoje do Semanário Ecclesia e vai ser emitida no programa 70×7 deste domingo (às 13h30, na RTP2)

FONTE: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/cultura-somos-herdeiros-ou-da-doutrina-crista-ou-da-deformacao-da-doutrina-crista-luis-miguel-cintra/ ; acesso: 05-06-2017.

 

 

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“Vossemecê que me quer?”, Igreja Matriz Gafanha da Encarnação – in “Correio do Vouga” (24-05-2017).

“Vossemecê que me quer?” na Gafanha da Encarnação – Jornal “Correio do Vouga” (24-05-2017).

“Os centenários das Aparições de Fátima e da Primeira Grande Guerra servem de mote para o espetáculo “Vossemecê que me quer?”, que o grupo informal “Pedras Vivas” vai levar à cena no dia 27 de maio, a partir das 21 horas, na Igreja Matriz da Gafanha da Encarnação.

O guião conjuga “as aparições de Fátima com a época que então se vivia, com destaque para a Primeira Guerra Mundial”, refere Ana Caçoilo, que explica: “Fizemos histórias fictícias sobre a vertente da guerra, as quais são intercaladas com as cenas alusivas às aparições de Fátima”. Estas últimas, “em  que os pastorinhos são os protagonistas principais, são baseadas no livro «As memórias da Irmã Lúcia», e seguem a história que todos nós conhecemos sobre esses acontecimentos ocorridos na Cova de Iria, no ano de 1917”.

Para o espetáculo, o grupo “Pedras Vivas” selecionou três aparições: “a primeira, a aparição em que Nossa Senhora falou aos pastorinhos sobre o inferno, e encerramos esse capítulo com o Milagre do Sol“.

De realçar que em nenhuma cena surge a Nossa Senhora de Fátima. “Preferimos que cada espectador crie a sua própria imagem de Nossa Senhora de Fátima, conforme a sua sensibilidade e imaginação. No entanto, são sempre audíveis as palavras que Nossa Senhora de Fátima transmite aos pastorinhos”, explica Ana Caçoilo. No Milagre do Sol, “vamos criar um efeito multimédia, com som e luz a cargo de profissionais, no que temos o apoio da Junta de Freguesia da Gafanha da Encarnação na cedência dessa equipa, facto que agradecemos”, afirma.

As histórias sobre a guerra alargam-se não só ao conflito propriamente dito, mas também “à sua repercussão nas famílias e nas pessoas amigas daqueles que iam para a guerra, ou seja, aqueles que cá ficaram e que estavam sempre a aguardar notícias dessas terras longínquas onde grassava o conflito, notícias que nem sempre eram boas”.

O ponto fulcral dessas histórias de guerra é inspirado no poema “O menino da sua mãe”, de Fernando Pessoa. A partir do poema, “criámos as diversas personagens, como um menino, uma mãe, uma vizinha e um carteiro, para darmos consistência à história”, adianta Ana Caçoilo.

Em palco, estarão cerca de seis dezenas de pessoas, entre atores, músicos e coralistas, a que se junta ainda a equipa de som e luz. Para além da Junta de Freguesia da Gafanha  da  Encarnação, o grupo “Pedras Vivas” conta com o apoio da Paróquia da Gafanha da Encarnação e de um vasto conjunto de colaboradores”.

POR Cardoso Ferreira, in Correio do Vouga (24-05-17), p.2.

 

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Oração do Papa Francisco na Capelinha das Aparições (12-5-2017)

PEREGRINAÇÃO DO PAPA FRANCISCO AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA POR OCASIÃO DO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA NA COVA DA IRIA – (12-13 DE MAIO DE 2017)

ORAÇÃO DO SANTO PADRE — Capelinha das Aparições, Fátima, Sexta-feira, 12 de maio de 2017

Santo Padre:

Salve Rainha,

bem-aventurada Virgem de Fátima,

Senhora do Coração Imaculado,

qual refúgio e caminho que conduz até Deus!

Peregrino da Luz que das tuas mãos nos vem,

dou graças a Deus Pai que, em todo o tempo e lugar, atua na história humana;

peregrino da Paz que neste lugar anuncias,

louvo a Cristo, nossa paz, e para o mundo peço a concórdia entre todos os povos;

peregrino da Esperança que o Espírito alenta,

quero-me profeta e mensageiro para a todos lavar os pés, na mesma mesa que nos une.

Refrão cantado pela assembleia:
Ave o clemens, ave o pia!
Salve Regina Rosarii Fatimæ.
Ave o clemens, ave o pia!
Ave o dulcis Virgo Maria.

Santo Padre:

Salve Mãe de Misericórdia,

Senhora da veste branca!

Neste lugar onde há cem anos

a todos mostraste os desígnios da misericórdia do nosso Deus,

olho a tua veste de luz

e, como bispo vestido de branco,

lembro todos os que,

vestidos da alvura batismal,

querem viver em Deus

e rezam os mistérios de Cristo para alcançar a paz.

Refrão…
Santo Padre:

Salve, vida e doçura,

Salve, esperança nossa,

ó Virgem Peregrina, ó Rainha Universal!

No mais íntimo do teu ser,

no teu Imaculado Coração,

vê as alegrias do ser humano

quando peregrina para a Pátria Celeste.

No mais íntimo do teu ser,

no teu Imaculado Coração,

vê as dores da família humana

que geme e chora neste vale de lágrimas.

No mais íntimo do teu ser,

no teu Imaculado Coração,

adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa

e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu.

Com o teu sorriso virginal

robustece a alegria da Igreja de Cristo.

Com o teu olhar de doçura

fortalece a esperança dos filhos de Deus.

Com as mãos orantes que elevas ao Senhor

a todos une numa só família humana.

Refrão…
Santo Padre:

Ó clemente, ó piedosa,

ó doce Virgem Maria,

Rainha do Rosário de Fátima!

Faz-nos seguir o exemplo dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta,

e de todos os que se entregam à mensagem do Evangelho.

Percorreremos, assim, todas as rotas,

seremos peregrinos de todos os caminhos,

derrubaremos todos os muros

e venceremos todas as fronteiras,

saindo em direção a todas as periferias,

aí revelando a justiça e a paz de Deus.

Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco,

da alvura branqueada no sangue do Cordeiro

derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos.

E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa

que alumia os caminhos do mundo,

a todos mostrando que Deus existe,

que Deus está,

que Deus habita no meio do seu povo,

ontem, hoje e por toda a eternidade.

Refrão…

O Santo Padre junto com os fiéis:

Salve, Mãe do Senhor,

Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!

Bendita entre todas as mulheres,

és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,

és a honra do nosso povo,

és o triunfo sobre o assalto do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,

Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,

Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,

ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,

as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protetor.

No teu Imaculado Coração,

sê o refúgio dos pecadores

e o caminho que conduz até Deus.

Unido aos meus irmãos,

na Fé, na Esperança e no Amor,

a Ti me entrego.

Unido aos meus irmãos, por Ti, a Deus me consagro,

ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, finalmente envolvido na Luz que das tuas mãos nos vem,

darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

Amen.

Refrão…

FONTE: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/prayers/documents/papa-francesco_preghiere_20170512_fatima.html , acesso: 15-5-2017.

 

 

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prestar ainda mais atenção

prestar ainda mais atenção

Sei que as forças não são inesgotáveis, bem longe disso, a fraqueza indivisa entre mente-coração-estomago transparece como óbvia. Sei que os campeonatos se perdem quer pelas nossas falhas e desistências, quer sobretudo pela qualidade do adversário. Sei que uma distração pode não querer dizer nada e outra pode significar a diferença entre viver e morrer.

Não saber falar com a propriedade de quem reza, estuda com rigor e competência, na procura das melhores práticas em todos os problemas. Não saber o porquê da maravilhosa insistência da Graça em não nos abandonar no atoleiro do pecado. Não saber que o rumor de Ressurreição está oculto em cada sombra da história sofrida.

A abertura a Deus dá credibilidade amor. Acolher, escutar, compreender, perdoar, eleger e viver inspirado no Evangelho. Não colocar limites à Misericórdia. Haverá sempre momentos difíceis, necessitamos sempre de purificação. No fundo, prestar ainda mais atenção ao ser Pessoa entre tempos e espaços divididos. Solidão e comunhão em todas as relações.

Pedro José, Gafanha do Carmo/Encarnação/Nazaré, 08-05-2017, caracteres (incl. esp) 1025

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Páscoa: Alma de Cristo Sem Anestesia?

Páscoa: Alma de Cristo Sem Anestesia?

 

III Tempo Pascal – Ano A / Lc 24,13-35: «Ficai connosco, Senhor, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles».

Primeiro. Será que o Domingo já não “exige” a missa como preceito sagrado… É um dia de pausa laboral, só isso. Será isso o Dom-da-Missa-de-Domingo? Para quais Crentes? Vivemos tempos da pós-verdade?! Isto é: já nos traímos e não mais somos responsabilizados por isso. Tolerância de ponto injustificável. A comunidade dos discípulos não está reunida para “partir o pão”.

Segundo. Estamos diante de dois discípulos/amigos ou amigos/discípulos que vão a caminho de Emaús. Um chama-se Cléofas; o outro não é identificado, entramos dentro da história que é Vida Descrente. Olhar para dentro e não olhar de fora. A Cruz de Cristo é a alma sem anestesia? O Absurdo. Afinal, um ”bluff”, um profundo fracasso. Deixou-Se matar numa Cruz; e a sua morte é um facto consumado pois ”é já o terceiro dia”. Emaús… é a nossa história de cada dia: os nossos olhos fechados que não reconhecem o Ressuscitado… Os nossos corações que duvidam, fechados na tristeza existencial… Os nossos sonhos vividos com desespero… O nosso caminho afasta-se do Ressuscitado.

Terceiro. A escuta da Palavra de Deus dá a entender ao crente a lógica de Deus – para além da lógica -, discreto que volta a caminhar ao nosso lado… Demonstra, melhor, mostra-nos vestígios coerentes e apagados. A vida oferecida como dom não é perdida, mas é Semente de Vida Plena. Nós, os crentes somos convidados a viver e a anunciar a lógica de Deus, que é a lógica-do-amor e da entrega-da-vida até às últimas consequências. Qual é a lógica que domina a minha vida e que eu transmito nas minhas palavras e nos meus gestos: a lógica do amor, da entrega, da doação até às últimas consequências, ou a lógica do egoísmo, do orgulho, do amor-próprio?

Quarto. Se Jesus ressuscitou e está vivo, como posso encontrá-l’O? Onde e como posso fazer uma verdadeira experiência de encontro real com esse Jesus que a morte não conseguiu vencer? Porque é que Ele não aparece de forma gloriosa e não instaura um reino de glória e de poder, que nos faça triunfar definitivamente sobre os nossos adversários e inimigos?

O mundo provoca encontros e desencontros. Há vitórias, derrotas e empates. A Ressurreição é o risco de jogar no prazer da fidelidade a Deus, independentemente do resultado final. Vivemos o que potencia o egoísmo e a auto-suficiência ou o amor e a doação? Os homens do nosso tempo correm o risco de viver voltados para si mesmos, para os seus interesses líquidos e imediatos. Já não há sonhos, desejos e prioridades?

Na nossa caminhada pela vida, fazemos, frequentemente, a experiência do desencanto, do desalento, do desânimo. As crises, os fracassos, o desmoronamento daquilo que julgávamos seguro e em que apostámos tudo, a falência dos nossos sonhos deixam-nos frustrados, perdidos, sem perspectivas. Na espuma dos dias parece que nada faz sentido e que Deus desapareceu do nosso horizonte. De repente é-nos dada a oportunidade. Jesus, vivo e ressuscitado, caminha ao nosso lado. Ele é esse companheiro de viagem que encontra formas de vir ao nosso encontro – mesmo se nem sempre somos capazes de O reconhecer – e de encher o nosso coração de Esperança.

Quinto. Sempre que nos juntamos com os irmãos à volta da mesa de Deus, celebrando na alegria e na festa o amor, a partilha e o serviço, encontramos o Ressuscitado a encher a nossa vida de sentido, a vida que se quer mais autêntica. E quando O encontramos? Que fazer com Ele? Temos de levá-l’O para os caminhos do mundo, temos de partilhá-l’O com os nossos irmãos, temos de dizer a todos que Ele está vivo e que oferece aos homens (através dos nossos gestos de amor, de partilha, de serviço) a vida nova, vida renascida. Ajustemos o Seu passo ao nosso para caminharmos juntos Caminho-da-Vida.

Sexto. Bendito sejas, Senhor Jesus, / Tu que caminhas nos nossos caminhos, ao nosso lado, / para nos fazer compreender as Escrituras. / Nós Te damos graças pelo Pão repartido / e pela revelação da Tua Ressurreição. / Nós Te pedimos: torna-nos atentos à Tua Presença real-oculta-discreta, / cura os nossos corações, / tão lentos a crer; / fica connosco, / quando se aproxima a Noite, / e ilumina o nosso Caminho(ar).

FONTE: Cfr Releituras plurais: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1383 , acesso, 30-04-2017. Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 30-04-2017, caracteres (incl. esp) 4101.
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