Nova Capela Mortuária na Gafanha do Carmo (09-04-2017)

Nova capela mortuária na Gafanha do Carmo – “Vai ser inaugurada no dia 9 de abril, pelas 17h00, a nova capela mortuária da Gafanha do Carmo, no concelho de Ílhavo. A paróquia da Gafanha do Carmo associou-se a esta obra da Câmara Municipal de Ílhavo e da Junta de Freguesia da Gafanha do Carmo assumindo os custos das peças de arte sacra que estarão presentes nas exéquias católicas e participando na cerimónia de bênção da capela”

(FONTE: Correio do Vouga, 05-04-2017,p.4).

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Apelo à Confissão / Reconciliação… ou “Amar a Deus significa”.

Apelo à Confissão / Reconciliação… ou “Amar a Deus significa”.

 

“Nós vivemos uma cultura de impaciência”, Tomás Halík,

in Quero Que Tu Sejas!, Ed. Paulinas, 2016, p.66.

 

Na “quaresma”, e não é só neste tempo favorável, como Cristãos em toda a “tipologia” possível, somos interpelados – convidados – “obrigados” (das boas e positivas obrigações mínimas ou máximas da nossa Fé) a realizar a Confissão dos Pecados (do Pecado “fundante e /ou original” e dos pecados “ordinários e extraordinários” não vou tratar…) pela celebração do Rito da Reconciliação / Penitência… no modo individual (pessoal seria o ideal…) e comunitário (familiar seria o ideal…).

Partilho um breve texto de Tomás Halík (os sublinhados são meus):

Amar a Deus significa sentirmo-nos profundamente gratos pelo milagre da vida e exprimir essa gratidão ao longo da própria vida, aceitando a minha sorte mesmo quando esta não condiz com os meus planos e expectativas. Amar a Deus significa aceitar com paciência e atenção os encontros humanos como mensagens de Deus cheias de sentido – mesmo quando sou incapaz de as compreender devidamente. Amar a Deus significa confiar que até os momentos mais difíceis e obscuros me revelarão um dia o seu significado, permitindo-me dizer-lhes: «Deus estava aí? Então, vamos, mais uma vez!” (HALÍK, Tomás, in Quero Que Tu Sejas!, Ed. Paulinas, 2016, p.172).

 

Confessar os Pecados porquê o SIM ou porquê o NÃO?… A nossa objectividade e subjectividade, “dentro e fora” do nosso Eu privado e público (ou até em parceria “público-privada”, sem ironia política…). Confessar em comparações imaginárias do tipo (i) “…ao confessar tiramos a roupa da máquina de lavar para a estender ao sol, seja dia de inverno ou de primavera, sem medo do mau tempo que venha depois e molhe Tudo, novamente, sem enxugar Nada…”; (ii) “…ao confessar colocamo-nos diante dum padre – pessoa pecadora como nós, eis o mistério da Fé… – como se “fosse” em silêncio diante do Sacrário, talvez 3 a 5 minutos, mais ou menos depende, e de “lá” virá como as devidas diferenças, o Sacrário, é infinitamente, mais capaz do que o padre… O padre fará o que pode quando pode: …a Força / Inspiração para continuarmos a Viver… e a Pecar cada vez menos”; (iii) “…ao confessar percebemos que deixamos a “Porta-da-garagem-da-nossa-casa-aberta durante-toda-a-Noite” – e como falha do comando automático por inaptidão humana na percepção do uso da Tecnologia… Eis as soluções criadas para problemas que não tínhamos?! – e Assombro Nosso…; com essa Porta Aberta ninguém assaltou a nossa Intimidade… ao confessarmos: Deus significa Amor”.

 

Pe Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 31-03-2017, caracteres (incl. espaços): 2519
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“SEMANA NACIONAL DA CÁRITAS – 2017” – Comunicado da Diocese de Aveiro (13-03-2017)

“SEMANA NACIONAL DA CÁRITAS – 2017” – Comunicado da Diocese de Aveiro (13-03-2017)

“A Cáritas Diocesana de Aveiro é uma IPSS, da Igreja Católica, devidamente registada no Instituto da Segurança Social, por quem é fiscalizada, apresentando anualmente ao ISS, depois de devidamente analisadas e aprovadas pelo Conselho Económico Diocesano, as contas (Relatório e Contas), sendo estas mesmas contas também colocadas ao dispor de todos os cidadãos, estando publicadas no “SITE” desta Cáritas (VER http://www.caritas.pt/aveiro/ ).

De referir também que, para além dos protocolos estabelecidos com a Seg. Social e outros organismos públicos, em que o trabalho daí decorrente é executado maioritariamente por colaboradores profissionais (presentemente 47), a Cáritas exerce a sua ação em toda a Diocese, através da Cáritas Diocesana e de 37 Grupos Paroquiais organizados, beneficiando do trabalho totalmente voluntário de cerca de 400 pessoas.

Inicia-se hoje e prossegue até ao próximo Domingo a Semana Nacional da Cáritas, tendo por lema “Família Construtora da Paz”.

O facto de se estar a viver a Semana Cáritas, durante a qual se efetua o peditório público, e de os ofertórios das Eucaristias Dominicais de 18/19 de Março reverterem para apoio aos mais pobres e necessitados, leva-nos a tomar consciência de que devemos colocar, aliás como sempre fazemos, ao dispor da comunidade, todas as informações sobre a Instituição, ao mesmo tempo que reiteramos o nosso compromisso de cumprir a nossa missão de ajuda junto dos necessitados e dos mais desfavorecidos.

A apenas alguns dias antes de se iniciar este evento, surgiram, na comunicação social, algumas referências à gestão da Cáritas Diocesana de Lisboa, que podem causar algum alarme junto do público menos informado; sendo certo que o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa já veio publicamente esclarecer que as referidas contas estão devidamente auditadas. A forma generalista como a questão foi abordada, possibilita alguma confusão sobre a atuação e credibilidade dos procedimentos adotados pelas Cáritas diocesanas e pela Cáritas Portuguesa.

É certo que cada Cáritas Diocesana é uma Instituição autónoma, de dependência direta de cada Bispo Diocesano, mas a tendência é para generalizar situações particulares.

Neste momento, que se afigura difícil, apela-se a que todas as pessoas procurem conhecer esta Instituição para melhor a poderem avaliar, e bem assim para o empenhamento em colaborar com ela, contribuindo com a sua generosidade para que se possa cada vez mais prestar serviço de qualidade, cumprindo a missão de ser igreja em saída para chegar aos mais pobres e necessitados”.

Aveiro, 13 de Março de 2017 – O Presidente da Direcção, José Ferreira Alves – Diácono Permanente.

FONTE: Recebido por e-mail de Diocese de Aveiro (17/03/2017) – enviado por Gabinete de Comunicação e Imagem da Diocese de Aveiro – sex. 17-03-2017 17:29. Obs. 1. Negritos da nossa responsabilidade. Obs 2. Ver ainda no jornal “Público”: “Contas da Cáritas estão “bem auditadas”, reage cardeal-patriarca”, https://www.publico.pt/2017/03/13/sociedade/noticia/contas-da-caritas-estao-bem-auditadas-1764983 , acesso: 18/3/2017.

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“24 horas para o Senhor” – nas Gafanhas da Encarnação e do Carmo (dias e horários de adoração)

“24 horas para o Senhor” – nas Gafanhas da Encarnação e do Carmo: A nossa Diocese de Aveiro assume de modo muito diverso as “24 horas para o Senhor” que o Papa Francisco sugere.

 

A – Olhando a nossa realidade da Paróquia da Gafanha da Encarnação, em Conselho Pastoral, decidimos que vamos manter o tempo de adoração eucarística só no dia de sexta-feira, 24 Março, com início no fim da eucaristia às 18H00 e encerramento às 22H30. Haverá grupos encarregados de animar o tempo de adoração, mas todos somos convidados a participar oferecendo o nosso tempo de adoração.

Das 18H45 às 19H30 – A animação da adoração por 1º, 2º, 3º e 4º anos da catequese + Comunidade em geral.

Das 19H30 às 20H30 – A animação da adoração por 5º, 6º, 7º e 8º anos da catequese + Comunidade em geral.

Das 20H30 às 21H30 – A animação da adoração por 9º, 10º, 11º e 12º anos da catequese + Comunidade em geral.

Das 21H30 às 22H30 – A animação da adoração por Escuteiros e Grupo Nautae + Comunidade em geral.

 

B – Olhando a nossa realidade da Paróquia da Gafanha do Carmo, em Conselho Pastoral, decidimos que vamos manter o tempo de adoração eucarística só no dia de sábado, 25 Março, com início às 9H30 e encerramento às 12H30. Haverá grupos encarregados de animar o tempo de adoração, mas todos somos convidados a participar oferecendo o nosso tempo de adoração.

 

Das 9H30 às 10H30 – A animação da adoração por Grupos de Catequese + Comunidade em geral.

Das 10H30 às 11H30 – A animação da adoração por Grupos Corais e MEC + Comunidade em geral.

Das 11H30 às 12H30 – A animação da adoração por CNE e Grupo de Jovens + Comunidade em geral.

 

Com a Diocese de Aveiro assumimos as 24 horas para o Senhor, de modo abreviado, de 24 sexta-feira, na Gafanha da Encarnação, para 25, sábado, na Gafanha do Carmo, na certeza de que em cada momento das 24 horas haverá dezenas ou mesmo centenas de pessoas a rezar. Muitas modalidades, a mesma convicção: é importante rezar. A oração abre à Misericórdia e à Conversão. “Sou Batizado, por isso sou chamado a…” a fazer da Vida Tempo de Adoração.

Pe. Pedro José, 17-03-2017.

 

 

 

 

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Quaresma: a alma enlutada? – IIº Dom. Quaresma (Ano A) – Mt 17,7 : «Levantai-vos e não temais».

Quaresma: a alma enlutada?

 

II Quaresma – Ano A – Mateus 17,7 : «Levantai-vos e não temais».

Primeiro. Mastigar, lentamente, a pergunta sobre o horizonte do Luto impresso na Alma. Alma enlutada para quê? Saber que sendo “o” Luto uma coisa negativa; por vezes, ou até, a maioria inconsciente, demasiadamente sendo “aligeirado”; nem todas as coisas negativas permanecem negativas ou o são negativas, em si. É o caso paradigmático do Luto.

Segundo. Exercício de contemplação, isto é, transfiguração. Saber que a Alma é a razão de viver/vivermos. E a alma da Quaresma é a passagem definitiva à Páscoa. São 40 dias de quaresma (purificação…) que fazem Sentido por causa dos 50 dias de Páscoa/Pentecostes (conversão…).

Terceiro. Queremos ser convertidos à Pascoa, – enquanto, “Sou/Somos batizados, por isso sou/somos chamados a…” – e não pela quaresma inclusivamente, mas até exclusivamente. Ainda que muito necessária (a quaresma, é não-assunto…) não é absoluta (a páscoa é “o” assunto…). Isto é (quase) tudo.

Quarto. Ainda a Alma enlutada? Outra vez?! E mais uma vez?! É para que saibamos que a Tristeza tem fim terreno; e, sobretudo, a Alegria terrena um dia continuará no Céu. Alma enlutada para que no ruído existencial, do dia-a-dia, saboreemos a melodia da Consciência Divina que nos inquieta a sermos melhores do que nos consideramos capazes.

Quinto. A partir do momento/lugar em que decidimos morrer para uma vida de/em pecado Os pecadores felizes são todos felizes da mesma maneira; os pecadores infelizes são infelizes cada um à sua maneira. Adaptando (in)devidamente a “célebre”, dizem, primeira frase do inesquecível romance de Tolstoi (trocando famílias por pecadores) enquanto pecadores a fazermos luto d’alma para que a vida desregrada e por isso incriada e malcriada não ganhe em nós raízes; para que o luto d’alma possa restituir a Alegria do Evangelho.

Sexto. Alma despedida e despida do Luto. Alma purificada no Amor Incondicional. No Amor mais Belo. Em razão lúcida e transparente da Justiça verdadeira. – Que Verdade nos leva a caminhar em Luto na quaresma? – Em que acreditamos nós penitentes quaresmais? No Mistério Pascal. Num homem, sumamente humano, Jesus Cristo de Nazaré, como Nós, anormal quanto ao Pecado, por alturas da Páscoa Judaica, deu a sua Vida Inteira no limite do Seu Amor por Nós; isto é, porque nos quis e conseguiu Amar como Amigos e nos ensinou a viver a todos(as) como Irmãos(as). Libertou o Tempo de Deus e fecundou a nossa História, desde sempre! Tornou-se a Vida Abundante! Vale a nossa quaresma, ganha ou perdida, saibamos nós escolher, na aposta da Sua Páscoa!

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 11-03-2017, caracteres (incl. esp) 2510.

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Caminhada da Quaresma: “Sou baptizado, por isso sou chamado a…” – Divulgar – Motivar – Testemunhar/ Viver…

Caminhada da Quaresma: “Sou baptizado, por isso sou chamado a…

(Para: Divulgar – Motivar – Testemunhar/ Viver…)

 

1. Começou a Quaresma, com a recordação que somos frágeis. A quarta-feira de Cinzas marca o tom de um caminho que se pretende de renovação, de conversão, de vida nova.

[A Monição antes da imposição das cinzas]: A tradição de impor as cinzas vem da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e apresentavam-se, diante da comunidade, com um “hábito penitencial”, uma espécie de saco de sarapilheira, dispostas a cumprir uma penitência em reparação dos seus pecados graves; cumprida a penitência, regressavam na Quinta-Feira Santa, antes de iniciar o Tríduo Pascal, para receber a graça da reconciliação, voltando à paz com Deus e com a Igreja. A Quaresma adquiriu assim um sentido penitencial, para todos os cristãos, por volta do ano 400, e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo da Quaresma a todos os fiéis, porque todos somos penitentes. A cinza é, portanto, um símbolo e não apenas um gesto puramente exterior; a Igreja conserva-o, como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: «És pó e ao pó voltarás» (Génesis 3,19). É assim que começamos a Quaresma. Ela convida-nos a entrar em nós mesmos para nos mergulhar, nas fontes da vida e da alegria, que jorram do lado aberto de Cristo Crucificado, morto e Ressuscitado. Frase na imposição das Cinzas: «Converte-te e acredita no Evangelho!»

2.A. A caminhada da diocese, com o lema “Sou baptizado, por isso sou chamado a…” [em destaque aqui visualmente como Painel, na nossa Igreja Matriz da Gafanha do Carmo e na Gafanha da Encarnação], ajudará a tomar consciência do baptismo como vocação. Colocando no centro deste caminho a Palavra de Deus [também em destaque visualmente na Igreja Matriz da Gafanha do Carmo e na Gafanha da Encarnação], como fonte onde se bebe, daí resultará um desafio semanal para ser vivido por todos.

Na liturgia (cada domingo principalmente), o objectivo é destacar a Palavra de Deus, cuidando da sua proclamação, com pequenos gestos e símbolos. Também o mesmo desafio se coloca à família: destacar em casa o lugar da Palavra de Deus.

2.B. Em cada domingo, todas as famílias são convidadas a fazer a sua partilha de bens para os mais carenciados que serão entregues à entrada das missas dominicais. Haverá em cada domingo a indicação de partilha de Bens diferente para os mais novos do 1º a 6º anos e para do 7 ºano ao 12 anos e adultos da comunidade (Observação. A partilha é feita em critério por família).

À saída da Eucaristia, receberemos um cartão mensagem, por família, e uma fita de pulso alusiva ao lema para os Catequizandos.

Celebraremos a “Via – Sacra”, aos Domingos à tarde (Gafanha da Encarnação às 15H00 e Gafanha do Carmo às 16H00) dinamizada pelos anos de catequese.

3. A Quaresma é um tempo rico de sinais e de propostas celebrativas e sacramentais. Tudo se deve ordenar para a conversão pessoal do coração e a mudança de vida.

Não se deve esquecer a dimensão da renúncia (Contributo Penitencial). Nesse sentido a diocese já estabeleceu a finalidade do contributo penitencial: (50%) metade para apoio às crianças que hoje passam fome no Sudão do Sul e outra (50%) metade para implementar percursos de formação cristã na nossa diocese.

4. Apontamentos Homilia CINZAS (01-03-2017) –  Iniciamos agora esta longa caminhada, com o tempo da Quaresma. “A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte” (Papa Francisco, MQ 2017). Vivamo-lo, como um longo movimento de peregrinação, refazendo os 40 anos do Povo de Deus pelo deserto e os 40 dias de Jesus, nesse lugar árido e essencial O DESERTO: onde se descobre Deus como única fonte de vida. O caminho continuará na Páscoa, por mais 50 dias, reaprendendo a condição e o nome de cristãos, conhecidos, na Igreja nascente, como os da “nova via”. Associada a esta ideia de andar «a caminho» está obviamente a peregrinação mariana, que, durante este ano, tem particular expressão, com o Centenário das Aparições em Fátima.

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2017 – D. António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro

O nosso Plano Diocesano de Pastoral dedica este ano à virtude da esperança, a fim de revitalizar as nossas comunidades cristãs para que, através de processos de conversão pastoral, os seus membros se foquem cada vez mais no Evangelho, sejam discípulos de Jesus, fundamento da esperança e membros ativos da Igreja, rosto de misericórdia.

A nossa caminhada da quaresma recorda que cada batizado é peregrino em direção à Páscoa. É uma caminhada de mudança, para que o nosso batismo não seja algo do passado, mas uma presença constante, tal como o círio aceso na noite pascal.

A Quaresma, que recorda o tempo em que o povo de Israel caminhou pelo deserto, tem de ser tempo propício para também nós nos despojarmos de tantos laços que nos prendem, que não nos deixam ser livres e para renovarmos constantemente a nossa vocação batismal.

Como vamos viver, na Diocese, os meios que nos são propostos para com Cristo ressuscitarmos para uma vida nova?

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2017 – Papa Francisco

Diz o Santo Padre, na sua Mensagem para esta Quaresma: A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor.

Insiste o Santo Padre: “A raiz do mal é não dar ouvidos à Palavra de Deus. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”. A Quaresma é o tempo favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade. Em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf.Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

Temos de acolher UM NOVO Coração na nossa vida. Todos somos chamados, especialmente neste tempo, a sairmos dos nossos aposentos…, a sairmos dos nossos pequenos mundos…, a desinstalarmo-nos dos nossos hábitos e interesses…, a sairmos dos nossos pecados e prisões…, para sermos alcançados, pela Páscoa de Jesus.

UMA Santa Quaresma para todos nós: para recebermos todos o Dom da Páscoa em Jesus.

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 03-03-2017, caracteres (incl. esp) 6963
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caminhar na santidade – Mt 5, 38-48: Ano A, TC – VII (18-02-2017)

caminhar na santidade

Evangelho – Mt 5, 38-48: Ano A, TC – VII (18-02-2017)

Degrau a degrau a Santidade que nos vence e que convence…

Primeiro degrau: 1. Lei da vingança: Nas primeiras páginas da Bíblia, encontramos vestígios da «lei da vingança», quando se diz: «Caim é vingado sete vezes, mas Lamec setenta vezes sete» (Gn 4,24).

Segundo degrau: 2. Lei de talião: No livro do Êxodo encontramos a famosa «lei de talião»: “olho por olho, dente por dente” (Ex 21,24).

Terceiro degrau: 3. Regra de ouro (pelo não): No livro de Tobias, encontramos esta “regra de ouro”: “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” (Tb 4,15).

Quarto degrau: 4. Regra de ouro (pelo sim): Nos Evangelhos, a regra de ouro aparece-nos, formulada pela positiva. «Faz aos outros, o que queres que te façam a ti» (Mt 7,12; Lc 6,31).

Quinto degrau: 5. Mandamento novo: «Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei» (Jo 13,34). Aqui a medida já não sou eu. Aqui a medida é Jesus, o Jesus da Cruz. Aqui o amor é incondicional, sem retorno, até ao fim!

Vê bem em que degrau te encontras… Vai subindo, um de cada vez, de mãos dadas… às vezes subir é descer em orgulho, vaidade e banalidade. Entregar-se na Cruz Quotidiana. Vamos prosseguir, lentamente, na aprendizagem do Amor! E rezar: “Dá-me, Senhor, o que mandas e então manda o que quiseres” (Santo Agostinho, Confissões X, 29,40)!

Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 18-02-2017, caracteres (incl. esp) 1284

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