O PODER DA ORAÇÃO – poema de Adélia Prado

O PODER DA ORAÇÃO – poema de Adélia Prado

Em certas manhãs desrezo:

a vida humana é muito miserável.

Um pequeno desencaixe nos ossinhos

faz minha espinha doer.

Sinto necessidade de bradar a Deus.

Ele está escondido, mas responde curto:

«brim coringa não escolhe».

E eu entendo comprido

e comovente esforço de humanidade

que faz roupa nova para ir na festa,

o prato esmaltado onde ela ama comer,

um prato fundo verde imenso mar cheio de estórias.

A vida humana é muito miserável.

«Brim coringa não escolhe?»

Meu coração também não.

Quando em certas manhãs desrezo

é por esquecimento,

só por desatenção.

 

 

Autora: Adélia Prado,

Tudo Que Existe Louvará – Antologia, Assírio & Alvim, Porto, 2016, p.78.

 

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EXPLICAÇÃO DA CURA – poema de Daniel Faria

EXPLICAÇÃO DA CURA – poema de Daniel Faria

 

O precipício não tem futuro ou desalento

Mas um carreiro que atravessa as giestas e o trevo

Um carreiro que chega ao seu destino

Como a lenha podada ao fogo

A madrugada aos olhos do mocho.

O desamparo não tem as mãos juntas

Mas o peito dividido

A abelha no coração do pólen

Fazendo circular o zumbido.

O coração tem uma roldana a girar

No eixo do desvio

Os olhos de criança diante do que passa.

E a canção é mão que se afadiga

A sarar do degrau e do perigo.

 

Autor: Daniel Faria, Poesia, Assírio & Alvim, Porto, 2012, p.108.

 

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Apontamentos sobre a dor: Aprender o Luto, sem os amigos de Job (Job 40,5)

 Aprender o Luto,

sem os amigos de Job (Job 40,5)

 

Apontamentos sobre a dor – parte 6.

“Falei uma vez e não insistirei;duas vezes e não acrescentarei nada” (Job 40,5).

[1.] A vivência da Morte na realidade do Luto. É no contexto do exercício do ofício do ser padre, dos mais difíceis, e quando a quantidade abafa os dias (in)úteis o risco de superficialidade é real. Ninguém deve fazer nada mecanicamente, muito menos os “ofícios religiosos”. A temporalidade avança. Hoje, é sábado, dia 19, funeral, com Celebração da Palavra, numa paróquia, às 16H00; durante a manhã passei em duas famílias, numa um café…, noutra o almoço…, porque era impossível a presença no funeral, às 16H30; mas este contexto, tornou-se num imperativo de reflexão. Já, anteriormente, na quinta-feira, dia 17, um funeral às 15H30, de pessoa idosa, sacramentada pela Santa Unção, em casa no domingo anterior; na sexta-feira, dia 18, mais um funeral, às 15H00, aí o cancro minou a dignidade da vida corporal; entretanto, passamos o domingo, dia 20, em branco; para na segunda-feira, dia 21, já está agendado, numa paróquia, outro funeral para realizar a Cremação, às 15H00, fará a cerimónia um companheiro padre mais idoso, ainda ao serviço pastoral; por fim, noutra paróquia no mesmo dia, às 17H00, marido e pai ainda jovem, sacramentado no hospital, no passado dia 8 – penso eu se não erro -, com a Unção terminada de mãos dadas a rezarmos juntos o Pai Nosso, à volta da cama hospitalar…; na terça-feira, dia 22, encontra-se, também, agendado a cerimónia fúnebre para as 15H00, de um trabalhador pescador, falecido em “alto mar”, nos inícios deste mês quente. Para além «disto», como se fosse insuficiente, em Julho e Agosto, temos os incêndios no país e as suas vítimas directas e indirectas… temos «agora» a cidade de Barcelona, com o ABSURDO terrorismo, hoje, a notícia, com a Avó e a Neta Jovem, portuguesas entre as vítimas, a celebrar o aniversário… na hora e locais errados… – graças a Deus e às pessoas de bom senso, preservada do «horror mediático» das reportagem sem pudor a identificação privada -; temos o impacto da “Árvore da Morte”, na festa religiosa da Madeira (“De quem é a árvore que caiu? Paróquia e Câmara do Funchal não se entendem”, in Público, 17-08-2017, p.14). No fundo e no profundo, temos e somos os dias e as horas de MORTE distante e perto; conhecida e ignorada, «Nada» nos pode ser indiferente na Vida e, também, na Morte: com rosto e história, ou sem essa possibilidade de relação/união. Estarei sempre aprender em cada Luto, por dever de ofício, dom de humanidade e graça de superação divina.

[2.] Uma Citação de um texto a propósito de um Livro Invulgar. Primeiro, a citação do texto: “(…) E há a morte: a curto, a médio, a longo prazo, todos iremos estando mortos…Quando nos morre o pai, a mãe, um filho, um amigo, uma amiga, perante o cadáver, que é a presença de uma ausência sem nome, constatamos que o pai, a mãe, o filho, o amigo, a amiga estão verdadeiramente mortos, e desaba sobre nós o mistério que nos deixa sem palavra. E quando o resto cadavérico se afunda na terra ou entra no forno crematório, sentimos que do que se trata é do fim de um mundo, e nasce-nos do mais fundo de nós a pergunta: como é que uma dignidade pode tornar-se coisa que apodrece e como é que Deus aparentemente não faz nada?” (BORGES, Anselmo, “A propósito de “A pergunta de Job” in Revista Estudos Teológicos – ISET, Coimbra, Ano 7 (2003), p.317).

Segundo, a identificação do Livro invulgar, em sugestão quase imperativa: SEBASTIÃO J. FORMOSINHO, J. OLIVEIRA BRANCO, A pergunta de Job. O Homem e o mistério do mal, Universidade Católica Editora, Lisboa, 2003, pp. 754. A questão, o enigma, o mistério do mal.

 [3.] E eu pedro pessoa e o ofício e a (pro)vocação do ser padre (com “cabeção” e, sobretudo, sem ele), um sempre a começar e a aprender a realidade do LUTO. O «renascer» na/pela Fé Pascal. A pedagogia mistagógica da páscoa tornada transparente da Teologia para a Rua. O Silêncio Maior. O Silêncio: em respeito Absoluto. Simplesmente o estar junto de. O «Ouvir», e Ouvir, e tornar a Ouvir; só depois, humildemente, dizer a Morte, com a relação e sem a «teoria dos afectos descartável». A Indignação e o Grito, a Heresia e a Graça, O Medo e a Coragem, a Pergunta sem resposta e a Resposta com pergunta por fazer. Sou Eu e a minha Circunstância, e o Amor e a Liberdade, no avesso da história pessoal e comunitária. Um-quase-sempre-por-cumprir. De qualquer forma, quem acredita em Deus é confrontado com a pergunta: Se há Deus, donde vem o mal? Mas o descrente tem, por sua vez, de responder a outra pergunta: Se não há Deus, donde vem o bem? (cfr. BORGES, Anselmo, “A propósito de “A pergunta de Job”(…), p.326). Nada é simples. Nada é complexo. Na Morte e na Vida, o trigo e o joio “crescem” juntos até à Eternidade. Como Job queremos perguntar, até protestar, não O esquecer. Entretanto, ainda não somos o que seremos ao entardecer.

Pe. Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 19-08-2017. Caracteres (esp.incl.): 4762.
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perguntas de tão sinceras

perguntas de tão sinceras

Como vai estar o estado do tempo? É a pergunta que fazemos e desfazemos na procura do melhor agir e que significa metaforicamente o saber vestir-se a preceito. Vestir-se de acordo com o tempo que faz fora: significa não ir em modas imorais. Não se perder na observância dos boletins do tempo. Serve o tempo, para que não sejas sorvido por ele.

Como se está por dentro no estado d’alma? É a pergunta que não podemos esconder ou espantar para longe. A nossa interioridade é um bem insubstituível. Fazer o «Bem, bem feito». Como? Fidelizar o nosso interior à Verdade da Luz. As sombras do pecado não devem impedir a luz para refazermos o Caminho. A Alma só se salva quando se perde em Deus, diz-nos o Evangelho.

Como vai passar as suas férias? É a pergunta de economia doméstica e ninguém gasta o que não tem direito. A cada Direito preside um Dever. Divergências em férias avulsas e convergências em trabalhos diários. Tempo de férias quem inventou «isso»? As palavras que cruzamos significam que descansar é querer Servir Melhor. Avança quem descansa. As necessidades básicas têm de ser atendidas com Liberdade.

Pedro José, Gafanha do Carmo/Encarnação/Nazaré, 17-08-2017, caracteres (incl. esp) 1108
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caminhar sobre – reflexões (Mt 14,22-33)

caminhar sobre

Reflexões – XIX TC – Ano A –

Mt. 14,22-33: «Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar».

1.Ouvimos no evangelho: “Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar”. Queria ter dentro de “mim”, e dentro de “nós”, esta realidade do «caminhar sobre». A iniciativa é de Jesus e esta “andança” sobre o mar é comparável, na pior das tragédias do nosso «Portugalinho», o caminhar sobre as brasas dos incêndios – presentes e passados, não queremos futuros – diante dos números das vítimas directas e indirectas, e suas famílias… Jesus dentro do milagre “ordinário e extraordinário”, continua a vir na nossa direcção. “Isto” é o mínimo da Graça maior da Redenção.

2.Nós por vezes, sem disso termos a menor Consciência Testemunhal, vivemos dentro de uma fé cómoda, instalada, pouco exigente. É um luxo perigoso para nós, pessoalmente e comunitariamente. Existe a Proximidade e ela é real e importante, pois queremos ver resolvidos os nossos problemas… Mas, a coragem do «risco da Fé» é vital para que a Comunidade possa subsistir e confiar em Jesus, na sua presença, na sua protecção.

3.As “ondas” que açoitam o nosso barco representam a hostilidade, a violência, a nossa fragilidade (im)pura … Os “ventos contrários” representam a oposição, a resistência… Quantas vezes na história, nós os discípulos de Jesus, sentimos que estamos perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as tempestades… É aí, precisamente, que Jesus manifesta a sua Presença. Ele vai ao encontro dos discípulos “caminhando sobre o mar”.

4.Caminhar de Casa para o Emprego, e vice versa; caminhar com Saúde e sem ela; caminhar com Objectivos claros e com Dúvidas dolorosas; de Casa até Fátima; caminhar para a Igreja Matriz e dela para todos os Lugares… é-um-caminhar-nada-fácil. No Caminho, na Verdade e na Vida o que conta é Jesus: Norte e Bússola, que nos diz: “tende confiança. Sou Eu. Não temais”. Os discípulos acreditaram apesar das dúvidas e nós também saberemos acreditar com esperança e pés decididos.

 

FONTE: Cfr. Adaptado/recriado partir de: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1527 acesso: 12-08-2017. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 08-07-2017, caracteres (incl. esp) 1920.
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COMUNICADO PAROQUIAL: “Sobre as mudanças dos padres”.

COMUNICADO PAROQUIAL:

“Sobre as mudanças dos padres”

 

 

1.D. António Moiteiro olhando às necessidades da Diocese tornou públicas as diversas nomeações para o ano pastoral de 2017-18. No arciprestado de Ílhavo, vai haver alterações principalmente nas paróquias da Gafanha da Encarnação e Gafanha do Carmo e, indiretamente, na Gafanha da Nazaré. A primeira passará a ter como pároco o Pe Gustavo Fernandes (ordenado, em julho de 2016). A segunda, o Pe Ângelo Silva, que acumulará com a paroquialidade da Praia da Barra e da Costa Nova (este ano completei 20 anos de ordenação juntamente com o Pe. Ângelo e o Pe. Torrão, fomos ordenados juntos em 13-07-1997).

2.Na condição de pároco da Gafanha do Carmo (desde Agosto 2015 e vigário paroquial desde 2013) e da Gafanha da Encarnação (desde Agosto 2015 e vigário paroquial desde 2010) e vigário paroquial da Gafanha da Nazaré (desde 2010), comunico que irei ser pároco das paróquias de Bustos e Mamarrosa (onde trabalhara o Pe Gustavo Fernandes), fazendo a transição até aos fins de Setembro, o que será oportunamente anunciado. Serei ainda vigário paroquial de Oliveira do Bairro e Palhaça, estas paróquias terão como pároco o Pe Francisco Melo, regressado dos estudos em Roma.

3.Procurei falar (mas não o terei conseguido fazer a 100%), pessoalmente e/ou em grupo, com os elementos dos Conselhos Pastorais, dos Conselhos Económicos, dos Órgãos Diretivos do CSP da Gafanha da Encarnação, dos Coordenadores(as) e Responsáveis das Pastorais e Serviços, com diversas Pessoas que me aconselharam no exercício desta Missão, Etc. E fiz desses diálogos/conversas a partilha da Verdade que queremos descobrir e viver juntos, preferencialmente, como pároco, das Paróquias do Carmo e da Encarnação, e menos, na Nazaré, onde resido, como vigário paroquial. Ouvi muitas pessoas e também fui ouvido por muitas pessoas: dou graças ao Espírito Santo. Experimentei fragilidade e transparência, medo e coragem, proximidade e distância, família e união. Estas “mudanças dos padres” nem sempre são desejadas, compreensíveis ou previsíveis. Mas são a vida (a)normal da Igreja em Missão. Na mudança quero olhar o “dedo de Deus” e as “necessidades humanas”. O resto não sei bem, acredito e procuro rezar.

4.Procurei fazer a transição através das pessoas e dos desafios/problemas em cada realidade paroquial diferente. Prestarei Contas Paroquiais, onde ainda não o fiz, e junto das instâncias de direito e como dever de consciência. Em avaliação, muito resumida e infiel, tentarei corrigir as faltas e guardar as graças:

Aos Pobres e desvalidos – não ouvi nem servi como devia, embora os respetivos Grupos Paroquiais da Cáritas, estejam em reformulação nas pessoas e, também, nos recursos físicos em curso; – aos Doentes e às pessoas carentes, na ajuda humana e espiritual – não fui suficientemente vezes ao Hospital ou a Cada Casa indistintamente… Mas ouvi muitas Confissões, celebrei muitas Unções (sacramentais e não só…) que me fizeram crescer como padre; – da Catequese das crianças até à formação dos jovens; – não ouvi nem instrui como devia mas fizemos celebrações fortes (com ajuda e generosidade importantíssima dos Grupos Corais) que deixam sementes a cuidar; – nas Direções de Instituições; nos Movimentos e Serviços Pastorais, nas Comissões de Festas, nos Agrupamentos de Escuteiros; na EAP de Ílhavo; nos Serviços que não consigo retratar e lembrar…– não estive e não acompanhei na devida competência… O “Lugar e Tempo dos Leigos” é insubstituível: padre que não o reconhece “perde oportunidades pastorais…”; – da Oração à formação cristã dos adultos, nas suas várias vertentes; – as «Missas» são a nossa formação permanente e não só…; “o complexo é simples”: fazer uma «visita diária» ao Santíssimo Sacramento, nos sacrários paroquiais…; continuarei a rezar por todos os irmãos defuntos cujos Funerais que “presidi” (difícil doutrina da “comunhão dos santos”: tenho os “santinhos” de todos(as)!!!); no “resto” quase tudo está por fazer e fortalecer, mas nunca estaremos sozinhos… – da atenção e ajuda constante ao Mundo, nas Pessoas e Instituições e Associações diversas… – ouvi e tomei dois dedos de conversa (às vezes depressa de mais…): com muita «boa gente» e dou, especialmente, graças a Deus pelo dom da Tolerância e da Cidadania. Para o «Fim» caminhamos que é tudo o que temos que «ser e fazer»… Hoje e Agora (depois de termos e darmos as Chaves da Obrigação e, sobretudo, da Missão, continuar: “Aprender, Aprender, e novamente Servir”. Quanto mais Aprender a ser Padre/Pároco…, e aprendi com todos os Padres com quem fiz Equipa Pastoral, a partir da Residência da Gafanha da Nazaré (Pe. Francisco Melo, Pe. Hélder Ruivo, Pe. João Santos, Pe. João Sarrico e Pe. César Fernandes), e no Arciprestado de Ílhavo, ao longo destes 7 anos, melhor será o “meu” Serviço às Comunidades presentes e futuras.

5.Continuo a pedir a Vossa Oração (temos de enviar «mais» Pré-Seminaristas e Seminaristas, como já o fizemos, com ajuda de Catequistas e das Famílias, bem como «promover» todas as Vocações de Consagração e temos de o fazer de Coração «mais» generoso… ). Peço o Perdão pelos meus erros/falhas pastorais e humanos, e pelo temperamento impaciente. A Bênção de Maria, para cada um de Nós e nossas Famílias, como Mãe da Igreja e respetivas Padroeiras em Cada Comunidade, nos acompanhem sempre na Vida e no Serviço. Mais duas palavras finais: Muito Obrigado e a Vossa Oração é Muito Importante!

Pe. Pedro José, pároco da Gafanha do Carmo e da Gafanha da Encarnação, e vigário paroquial, da Gafanha da Nazaré, 04-08-2017.

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NOMEAÇÕES 2017-2018 – Diocese de Aveiro (02-08-2017)

NOMEAÇÕES 2017-2018 – Diocese de Aveiro (02-08-2017)

Ao longo do ano pastoral que se aproxima e para o qual vão ser feitas as nomeações na nossa diocese de Aveiro, pretendemos promover a caridade pastoral como critério identificador do ser e da missão dos respetivos agentes, particularmente dos ministros ordenados, que expressam desse modo o ser e o agir de Jesus, Bom Pastor, que se fez próximo de todos, nomeadamente dos mais fragilizados, e sejam testemunhas do Evangelho da alegria na Igreja em saída missionária.

Os bispos recebem, tal como ensina o concílio Vaticano II, o encargo de servir a comunidade cristã, juntamente com os sacerdotes e os diáconos, e presidir em nome de Deus às comunidades de que são responsáveis, a fim de a missão confiada por Jesus aos seus apóstolos seja continuada pelos pastores que são colocados à frente da sua Igreja (cf. LG 20).

As nomeações para o próximo ano pastoral devem suscitar o que o Papa Francisco pede a toda a Igreja e, portanto, também a cada um de nós: «Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação» (EG 27).

Tendo em conta todos estes princípios, as nomeações deste ano são as seguintes:

Vigário geral

Manuel Joaquim Estêvão da Rocha – Vigário geral da diocese de Aveiro, tendo já sido nomeado no passado dia 4 de julho e tomado posse em 7 seguinte.

Seminário Santa Joana

Equipa formadora: P. João Marques Ferreira dos Santos – Reitor;

Leonel Santiago Abrantes – Formador;

Diretores Espirituais: P. Paulo Cardoso da Cruz e P. Armando Batista da Silva SCJ, com a devida autorização do seu Provincial.

Centro Universitário Fé Cultura (CUFC)

Leonel Santiago Abrantes – Diretor do CUFC, com a colaboração do P. João Marques Ferreira dos Santos.

Párocos

João Miguel Araújo Alves – Pároco da paróquia da Vera Cruz, no arciprestado de Aveiro.

Francisco José Rodrigues de Melo – Pároco das paróquias de Oliveira do Bairro e Palhaça, e Vigário Paroquial das paróquias de Bustos e Mamarrosa, no arciprestado de Oliveira do Bairro.

Pedro José Lopes Correia – Pároco das paróquias de Bustos e de Mamarrosa e Vigário Paroquial das paróquias de Oliveira do Bairro e Palhaça, no arciprestado de Oliveira do Bairro.

Alberto Guirao Gomariz – Pároco de Paradela, no arciprestado de Sever do Vouga, mantendo a paroquialidade de Sever do Vouga.

Licínio Manuel Figueiredo Cardoso – Pároco de Cedrim, no arciprestado de Sever do Vouga, mantendo a paroquialidade de Silva Escura e Dornelas.

António Francisco da Silva Cabeça – Pároco de Couto Esteves, no arciprestado de Sever do Vouga, mantendo a paroquialidade de Pessegueiro do Vouga e Rocas do Vouga.

Ângelo Manuel Pereira da Silva – Pároco da Gafanha do Carmo, no arciprestado de Ílhavo, mantendo a paroquialidade de Costa Nova do Prado e Praia da Barra.

Gustavo André da Silva Fernandes – Pároco da Gafanha da Encarnação, no arciprestado de Ílhavo, acumulando com os anteriores ofícios na Secretaria da Diocese.

Ivanil José Portela – Administrador Paroquial de Ouca e Vigário Paroquial de Vagos, no arciprestado de Vagos.

Narciso Perpectua Amoro, SVD – Colaborador Pastoral das paróquias de Lamas, Segadães e Trofa, no arciprestado de Águeda.

Alberto Nestor Camões Rodrigues Sobral – Colaborador Pastoral da paróquia da Glória, no arciprestado de Aveiro, mantendo o múnus de Chanceler da Cúria Diocesana.

José Manuel Marques Pereira – Responsável da equipa para os diáconos permanentes, acumulando com a paroquialidade de Fermentelos.

Outros serviços pastorais

João Gonçalves – Diretor da Casa Sacerdotal Santa Joana Princesa, acumulando com os anteriores ofícios.

Diáconos permanentes

Diác. José Augusto Pereira da Silva – Colaborador Pastoral da Paróquia de Oiã, no arciprestado de Oliveira do Bairro.

As tomadas de posse serão coordenadas com os respetivos arciprestes e deverão ocorrer até ao fim de setembro.

Aveiro, 31 de julho de 2017 (Memória de S. Inácio de Loiola)

+ António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro.

FONTE: http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=15182,  acesso: 02-08-2017.

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