Quaresma: a alma enlutada? – IIº Dom. Quaresma (Ano A) – Mt 17,7 : «Levantai-vos e não temais».

Quaresma: a alma enlutada?

 

II Quaresma – Ano A – Mateus 17,7 : «Levantai-vos e não temais».

Primeiro. Mastigar, lentamente, a pergunta sobre o horizonte do Luto impresso na Alma. Alma enlutada para quê? Saber que sendo “o” Luto uma coisa negativa; por vezes, ou até, a maioria inconsciente, demasiadamente sendo “aligeirado”; nem todas as coisas negativas permanecem negativas ou o são negativas, em si. É o caso paradigmático do Luto.

Segundo. Exercício de contemplação, isto é, transfiguração. Saber que a Alma é a razão de viver/vivermos. E a alma da Quaresma é a passagem definitiva à Páscoa. São 40 dias de quaresma (purificação…) que fazem Sentido por causa dos 50 dias de Páscoa/Pentecostes (conversão…).

Terceiro. Queremos ser convertidos à Pascoa, – enquanto, “Sou/Somos batizados, por isso sou/somos chamados a…” – e não pela quaresma inclusivamente, mas até exclusivamente. Ainda que muito necessária (a quaresma, é não-assunto…) não é absoluta (a páscoa é “o” assunto…). Isto é (quase) tudo.

Quarto. Ainda a Alma enlutada? Outra vez?! E mais uma vez?! É para que saibamos que a Tristeza tem fim terreno; e, sobretudo, a Alegria terrena um dia continuará no Céu. Alma enlutada para que no ruído existencial, do dia-a-dia, saboreemos a melodia da Consciência Divina que nos inquieta a sermos melhores do que nos consideramos capazes.

Quinto. A partir do momento/lugar em que decidimos morrer para uma vida de/em pecado Os pecadores felizes são todos felizes da mesma maneira; os pecadores infelizes são infelizes cada um à sua maneira. Adaptando (in)devidamente a “célebre”, dizem, primeira frase do inesquecível romance de Tolstoi (trocando famílias por pecadores) enquanto pecadores a fazermos luto d’alma para que a vida desregrada e por isso incriada e malcriada não ganhe em nós raízes; para que o luto d’alma possa restituir a Alegria do Evangelho.

Sexto. Alma despedida e despida do Luto. Alma purificada no Amor Incondicional. No Amor mais Belo. Em razão lúcida e transparente da Justiça verdadeira. – Que Verdade nos leva a caminhar em Luto na quaresma? – Em que acreditamos nós penitentes quaresmais? No Mistério Pascal. Num homem, sumamente humano, Jesus Cristo de Nazaré, como Nós, anormal quanto ao Pecado, por alturas da Páscoa Judaica, deu a sua Vida Inteira no limite do Seu Amor por Nós; isto é, porque nos quis e conseguiu Amar como Amigos e nos ensinou a viver a todos(as) como Irmãos(as). Libertou o Tempo de Deus e fecundou a nossa História, desde sempre! Tornou-se a Vida Abundante! Vale a nossa quaresma, ganha ou perdida, saibamos nós escolher, na aposta da Sua Páscoa!

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 11-03-2017, caracteres (incl. esp) 2510.

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Caminhada da Quaresma: “Sou baptizado, por isso sou chamado a…” – Divulgar – Motivar – Testemunhar/ Viver…

Caminhada da Quaresma: “Sou baptizado, por isso sou chamado a…

(Para: Divulgar – Motivar – Testemunhar/ Viver…)

 

1. Começou a Quaresma, com a recordação que somos frágeis. A quarta-feira de Cinzas marca o tom de um caminho que se pretende de renovação, de conversão, de vida nova.

[A Monição antes da imposição das cinzas]: A tradição de impor as cinzas vem da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e apresentavam-se, diante da comunidade, com um “hábito penitencial”, uma espécie de saco de sarapilheira, dispostas a cumprir uma penitência em reparação dos seus pecados graves; cumprida a penitência, regressavam na Quinta-Feira Santa, antes de iniciar o Tríduo Pascal, para receber a graça da reconciliação, voltando à paz com Deus e com a Igreja. A Quaresma adquiriu assim um sentido penitencial, para todos os cristãos, por volta do ano 400, e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo da Quaresma a todos os fiéis, porque todos somos penitentes. A cinza é, portanto, um símbolo e não apenas um gesto puramente exterior; a Igreja conserva-o, como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: «És pó e ao pó voltarás» (Génesis 3,19). É assim que começamos a Quaresma. Ela convida-nos a entrar em nós mesmos para nos mergulhar, nas fontes da vida e da alegria, que jorram do lado aberto de Cristo Crucificado, morto e Ressuscitado. Frase na imposição das Cinzas: «Converte-te e acredita no Evangelho!»

2.A. A caminhada da diocese, com o lema “Sou baptizado, por isso sou chamado a…” [em destaque aqui visualmente como Painel, na nossa Igreja Matriz da Gafanha do Carmo e na Gafanha da Encarnação], ajudará a tomar consciência do baptismo como vocação. Colocando no centro deste caminho a Palavra de Deus [também em destaque visualmente na Igreja Matriz da Gafanha do Carmo e na Gafanha da Encarnação], como fonte onde se bebe, daí resultará um desafio semanal para ser vivido por todos.

Na liturgia (cada domingo principalmente), o objectivo é destacar a Palavra de Deus, cuidando da sua proclamação, com pequenos gestos e símbolos. Também o mesmo desafio se coloca à família: destacar em casa o lugar da Palavra de Deus.

2.B. Em cada domingo, todas as famílias são convidadas a fazer a sua partilha de bens para os mais carenciados que serão entregues à entrada das missas dominicais. Haverá em cada domingo a indicação de partilha de Bens diferente para os mais novos do 1º a 6º anos e para do 7 ºano ao 12 anos e adultos da comunidade (Observação. A partilha é feita em critério por família).

À saída da Eucaristia, receberemos um cartão mensagem, por família, e uma fita de pulso alusiva ao lema para os Catequizandos.

Celebraremos a “Via – Sacra”, aos Domingos à tarde (Gafanha da Encarnação às 15H00 e Gafanha do Carmo às 16H00) dinamizada pelos anos de catequese.

3. A Quaresma é um tempo rico de sinais e de propostas celebrativas e sacramentais. Tudo se deve ordenar para a conversão pessoal do coração e a mudança de vida.

Não se deve esquecer a dimensão da renúncia (Contributo Penitencial). Nesse sentido a diocese já estabeleceu a finalidade do contributo penitencial: (50%) metade para apoio às crianças que hoje passam fome no Sudão do Sul e outra (50%) metade para implementar percursos de formação cristã na nossa diocese.

4. Apontamentos Homilia CINZAS (01-03-2017) –  Iniciamos agora esta longa caminhada, com o tempo da Quaresma. “A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte” (Papa Francisco, MQ 2017). Vivamo-lo, como um longo movimento de peregrinação, refazendo os 40 anos do Povo de Deus pelo deserto e os 40 dias de Jesus, nesse lugar árido e essencial O DESERTO: onde se descobre Deus como única fonte de vida. O caminho continuará na Páscoa, por mais 50 dias, reaprendendo a condição e o nome de cristãos, conhecidos, na Igreja nascente, como os da “nova via”. Associada a esta ideia de andar «a caminho» está obviamente a peregrinação mariana, que, durante este ano, tem particular expressão, com o Centenário das Aparições em Fátima.

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2017 – D. António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro

O nosso Plano Diocesano de Pastoral dedica este ano à virtude da esperança, a fim de revitalizar as nossas comunidades cristãs para que, através de processos de conversão pastoral, os seus membros se foquem cada vez mais no Evangelho, sejam discípulos de Jesus, fundamento da esperança e membros ativos da Igreja, rosto de misericórdia.

A nossa caminhada da quaresma recorda que cada batizado é peregrino em direção à Páscoa. É uma caminhada de mudança, para que o nosso batismo não seja algo do passado, mas uma presença constante, tal como o círio aceso na noite pascal.

A Quaresma, que recorda o tempo em que o povo de Israel caminhou pelo deserto, tem de ser tempo propício para também nós nos despojarmos de tantos laços que nos prendem, que não nos deixam ser livres e para renovarmos constantemente a nossa vocação batismal.

Como vamos viver, na Diocese, os meios que nos são propostos para com Cristo ressuscitarmos para uma vida nova?

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2017 – Papa Francisco

Diz o Santo Padre, na sua Mensagem para esta Quaresma: A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor.

Insiste o Santo Padre: “A raiz do mal é não dar ouvidos à Palavra de Deus. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”. A Quaresma é o tempo favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade. Em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf.Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

Temos de acolher UM NOVO Coração na nossa vida. Todos somos chamados, especialmente neste tempo, a sairmos dos nossos aposentos…, a sairmos dos nossos pequenos mundos…, a desinstalarmo-nos dos nossos hábitos e interesses…, a sairmos dos nossos pecados e prisões…, para sermos alcançados, pela Páscoa de Jesus.

UMA Santa Quaresma para todos nós: para recebermos todos o Dom da Páscoa em Jesus.

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 03-03-2017, caracteres (incl. esp) 6963
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caminhar na santidade – Mt 5, 38-48: Ano A, TC – VII (18-02-2017)

caminhar na santidade

Evangelho – Mt 5, 38-48: Ano A, TC – VII (18-02-2017)

Degrau a degrau a Santidade que nos vence e que convence…

Primeiro degrau: 1. Lei da vingança: Nas primeiras páginas da Bíblia, encontramos vestígios da «lei da vingança», quando se diz: «Caim é vingado sete vezes, mas Lamec setenta vezes sete» (Gn 4,24).

Segundo degrau: 2. Lei de talião: No livro do Êxodo encontramos a famosa «lei de talião»: “olho por olho, dente por dente” (Ex 21,24).

Terceiro degrau: 3. Regra de ouro (pelo não): No livro de Tobias, encontramos esta “regra de ouro”: “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” (Tb 4,15).

Quarto degrau: 4. Regra de ouro (pelo sim): Nos Evangelhos, a regra de ouro aparece-nos, formulada pela positiva. «Faz aos outros, o que queres que te façam a ti» (Mt 7,12; Lc 6,31).

Quinto degrau: 5. Mandamento novo: «Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei» (Jo 13,34). Aqui a medida já não sou eu. Aqui a medida é Jesus, o Jesus da Cruz. Aqui o amor é incondicional, sem retorno, até ao fim!

Vê bem em que degrau te encontras… Vai subindo, um de cada vez, de mãos dadas… às vezes subir é descer em orgulho, vaidade e banalidade. Entregar-se na Cruz Quotidiana. Vamos prosseguir, lentamente, na aprendizagem do Amor! E rezar: “Dá-me, Senhor, o que mandas e então manda o que quiseres” (Santo Agostinho, Confissões X, 29,40)!

Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 18-02-2017, caracteres (incl. esp) 1284

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A vida em equilíbrio?

A vida em equilíbrio?

Pergunto-me o que é a Vida “equilibrada”? Corpo cansado. Alma cansada. Espírito cansado. Andamos cansados de nós mesmos. Não ter para onde fugir da Presença de Deus. Qual a atitude reparadora do equilíbrio vital? Caminhar pausadamente sobre a Fidelidade. A natureza do tempo é fidelidade abnegada. Como descansar bem?

Ser capaz do equilíbrio da Fidelidade.

Não ter liberdade de movimentos e decisões. O tempo não pertence exclusivamente ao espaço. O espaço diário não deixa respirar o tempo com gratuidade e pede só trabalho e mais trabalho. Estar profuso… estar pródigo… estar prolixo… numa palavra quase-completamente desvalido. Então é o impasse da libertação: converter o Ego. Como comer bem?

Ser capaz do equilíbrio da Liberdade.

Apagar-se e não reclamar. Sentir deficiências e insuficiências em competências que não temos por dentro ou de fora. Avançar sem segurança e não sendo capaz de acolher os melhores desafios. Não tanto assim e antes pelo contrário. Uma coisa uma só vez e de todas as vezes nenhuma coisa. Nunca é tarde para Amar: a certeza (im)possível. Como rezar bem?

Ser capaz do equilíbrio do Serviço.

Pedro José, Gafanha do Carmo/Encarnação/Nazaré, 13-02-2017, caracteres (incl. esp) 1115

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Vida inabitual de sal e luz: In memoriam: Pe. Dr. Manuel Augusto da Silva Frade.

Vida inabitual de sal e luz

In memoriam: Pe. Dr. Manuel Augusto da Silva Frade:(Padre na diocese de Coimbra: nasceu 1934; ordenado 1959; morreu 2017); Professor no ISET, minha saudade de Coimbra (1990-1996), no rosto dos Mestres.

[1.] Queremos viver e desse viver fazermos a experiência proposta no Evangelho (Mt 5,13-16) ao ser luz [“Vós sois a luz do mundo”] e sal [“Vós sois o sal da terra”] para nós próprios; para os outros; e, por ventura desventurosa, para o Mundo, que nos habita e habilita. Como se o (nosso) Viver já nos fosse (quase sempre) insuficiente; e no fundo, a Vida, em luz e em sal: fosse o seu modo “inabitual”. Não são as trevas e o nevoeiro a propagarem-se dando um anti-exemplo de deliquescência para a Autoridade? Não é pois a luz que não ilumina mais, a impossibilidade de orientação interna? Ou então, o sal que não tem sabor e não conserva mais a dar-nos a propulsão para a fuga doentia das más notícias sem salvação exterior?

[2.] Poderemos recuperar a Memória da Fé: segundo o renascimento diária e inusual da luz e do sal: Obediente melodia afinada em pauta inacabada? Os nossos comportamentos “líquidos” e “consumistas” serão purificados na Luz e no Sal do Evangelho escondido e fielmente, prescrito e amado, em Jesus Cristo, passo a passo. Como (a)firmou .”O perdão é um dom para aquele que perdoa porque liberta do ressentimento; e para aquele que precisa de perdão, porque liberta da culpa (James Martin)“[1].

[3.] Da fraqueza retirar a força. E a “luz” e o “sal” vistos e saboreados depois de pensar e rezar o Filme “Silêncio” (Martin Scorsese), não ter lido o livro “Silêncio” (Shusaku Endo), duas perguntas: 1. O “Filme” – e porventura ainda mais o livro, que não li… – não colocam o Espírito Santo como a garantia da nossa/minha Fé, na inversão da fórmula (G. Bernanos): Fé 90% de Esperança e 10% de Dúvida, hoje em dia? 2. É possível conciliar o testemunho cristão num mundo de pessoas “mais indiferentes” com a apostasia diária dos cristãos “adormecidos”?[2]

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 04-02-2017, caracteres (incl. esp) 2255.

 

[1] James Martin, Sj, Jesus, Paulinas Editora, Prior Velho, 2015, p.493. [2] Após ter participado na palestra do Pe. Adelino Ascenso, CUFC (29-01-2017) – Duas boas críticas (a) P. Gonçalo Portocarrero de Almada; “Um ‘Silêncio’ ensurdecedor” in Observatório, http://observador.pt/opiniao/um-silencio-ensurdecedor/ , acesso: 4-2-17; (a’) Pedro Mexia, “Das fraquezas forças” in Expresso – Revista, http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_pedro_mexia/2017-02-04-Das-fraquezas-forcas ,acesso: 4-2-17].
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As insuficiências

As insuficiências

As insuficiências às vezes, com tendência irregular, mas em aumento progressivo, concentram-se no jogar à defesa e no levantar de «muros»; desperdiçar o tempo na procura das «pontes» necessárias. O viver de uniformidades mais do que da Unidade. Há que procurar o caminho comum em direção à Verdade.

Ser insuficiente a si mesmo.

As insuficiências por vezes, transparecem ou não nas incompreensões, acusar surdamente de infidelidade ou laxismo moral ou doutrinal. Viver nas fronteiras em proximidade com o diferente; não valorizar o positivo que há nos outros. Viver no centro que é mais “seguro”; e não viver na periferia.

Ser insuficiente para os outros.

As insuficiências muitas vezes, gritam pela promoção da Justiça que constitui uma exigência Absoluta. O serviço de um mundo mais justo, para com os que mais sofrem. Pesar e pisar os riscos. Só avançar tipo “caranguejo”: passos à frente e passos atrás. Continuar a avançar na escuridão com a luz do Salvador.

Ser insuficiente para o Dom da Salvação.

Pedro José, Gafanha do Carmo/Encarnação/Nazaré, 18-01-2017, caracteres (incl. esp) 998

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Sentir, Acreditar e Servir.

Sentir, Acreditar e Servir.

O sentir – As forças não se renovam na necessidade sentida. O que sinto não é tudo o que vivo mas assume grande importância. Sentimentos arrefecem e aquecem no agir comunitário. Incapaz de congregar. Sentir a insuficiência diária. Peso da idade, leveza da entrega.

O acreditar – O Dom da Fé pascal: levantar-se em cada queda e desilusão. Os erros, as derivações, as ignorâncias enormes, são me dadas a provar no amadurecimento da Fé. Olhar em frente com Esperança. Como “o” acreditar me transforme em confiante apesar do fracasso?

O servir – O serviço é o porto seguro. Quando se experimenta a Dúvida do ser-para-a-morte: não se esquecer de que se está a servir a Vida. Não estás fora das coisas que fazes; estás dentro das coisas feitas e a fazer. Não ao ativismo, sim ao serviço abnegado. Serviço generoso e humilde: só isso!

Pedro José, Gafanha do Carmo/Encarnação/Nazaré, 14-01-2017, caracteres (incl. esp) 825

 

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