«O Dom do Ministério Cristão Como Padre»: Pe. Rogério (1961-2016).

O Dom do Ministério Cristão Como Padre:

in memoriam Pe. Rogério António da Cruz Oliveira (1961-2016).

 

Nascimento – 17-11-1961 # Ordenação – 10-05-1987 # Falecimento – 15-02-2016

 

 

“Se milagrosamente, tens a demonstração. Senão, digo que não pode haver maior milagre

do que a conversão do mundo inteiro sem milagres”, Tomás de Aquino,

in Credo: Exposição do Símbolo dos Apóstolos, Assírio & Alvim, 2010, p. 18.

 

0. Em Anexo – Programação das Exéquias – Padre Rogério António da Cruz Oliveira.

Quarta-feira – 17 de Fevereiro

Da parte da tarde, pelas 14.30 horas, o corpo irá para a igreja matriz de Cacia

16h00 | Eucaristia, sob a presidência do Sr. Bispo António Moiteiro – Igreja Matriz de Cacia.

Segue-se à Eucaristia a transladação para a capela da Redonda, Castanheira do Vouga

21h30 | Vigília de Oração na capela da Redonda, Castanheira do Vouga

Quinta-feira – 18 de Fevereiro

10h00 | Oração de Laudes – Capela da Redonda, Castanheira do Vouga

Segue-se à oração a transladação para a igreja matriz da Castanheira do Vouga.

16h00 | Eucaristia exequial na igreja da Castanheira do Vouga, seguindo depois o cortejo fúnebre.

1.O Brevíssimo Apontamento Biográfico: O Padre Rogério António da Cruz Oliveira, que nasceu em 17 de novembro de 1961, era natural do lugar da Redonda, da freguesia de Castanheira Vouga (Águeda). Foi ordenado presbítero pelo Sr. D. Manuel de Almeida Trindade, na sé de Aveiro, no dia 10 de maio de1987. Ao longo da sua vida sacerdotal, exerceu os seguintes cargos: – Vigário paroquial das freguesias de Aguada de Cima, Borralha, Agadão e Belazaima do Chão (1987-1989); vigário paroquial de Esgueira e colaborador no Secretariado Diocesano da Infância/Adolescência e da Juventude (1989-1990); vigário paroquial de São Salvador de Ílhavo e responsável do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (1990-1991); colaborador na paróquia da Quarteira – Diocese do Algarve (1991-1995); pároco de Alquerubim e de São João de Loure (1995-2003); pároco “in solidum”, com o Padre Querubim José Pereira da Silva, em Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Angeja, Frossos e São João de Loure (2003-2005); vigário paroquial de Esgueira e Cacia (2005-2006); pároco “in solidum”, com o Padre Joaquim Martins, de Cacia, continuando vigário paroquial de Esgueira (2006-2007); pároco de Cacia (2009-2016). Assistente diocesano da JOC em Aveiro (segundo o testemunho na homilia (Cacia: 17-02-16) do bispo António Moiteiro, estava em preparação a possibilidade da sua nomeação como Assistente Nacional da JOC…). Faleceu na noite de 15 de Fevereiro de 2016, aos 54 anos (28 dos quais como padre), encontrava-se em casa dos seus pais já falecidos, na Redonda, freguesia de Castanheira do Vouga.

2. A Informalidade Evangélica – A «Quarta-feira Maior de Cinzas» foi no dia 10 deste mês… agora a irreversibilidade imprevisível e sem apelo da Irmã Morte prematura do incumprimento teu. Hoje dia 17…, outra vez…, o cinzento do Pó Existencial, bem dentro da mente geracional e dos afectos quase desfeitos. A Missa, ao som do violino…, bem celebrada, comunitariamente, como “a” partida para a Vida Eterna. O Pe. Rogério: cumpriu-se de modo inteiro. A sua informalidade evangélica positiva deixava-me quase (sempre) desconcertado. Sempre desarmado com o seu “faro” existencial para o que importa viver pastoralmente na fronteira da Igreja (não à margem de). Um criativo por excelência. Invejava esse jeito de ser que conquista na proximidade (como agora se diz e abusa enquanto moda-a-ter e não modo-de-ser); fazendo cair as fronteiras e os murros do peso institucional. Não sou capaz mas aprendia mais contigo.

3. A Errata Pastoral – Os erros serão um peso que trazemos com a “História da Evangelização” e não só como se diz mal e pensa pior. Mas no agir, contraditório, da santidade quotidiana sempre haverá a Via Verde. Insisto, contra mim, os erros eram e serão (sem visões proféticas fora de ordem) sempre a suprema prova para nos testarmos na humildade e na simplicidade. Sei da minha «errata pastoral» e sei/acredito que a vou fazer crescer em «quantidade» e diminuir em «qualidade» quando a força dos anos me obscurecer a lucidez e a coerência. Recordo-te ao meu lado nas Jornadas de Formação deste Ano. Alguém brincou com a mesa completa dos jornalistas em espírito de conferência de imprensa ou tipo balcão do clube dos “marretas”. Para lá caminhas!?… e ás vezes caminhamos demasiado rápido. A disposição a ouvir e a refazer as “erratas pastorais”: Quem nunca errou pastoralmente. Que eu tenha a hombridade de não atirar a pedra, nem primeira nem última, nem alguma vez, sequer em pensamento.

4. O Impacto Comunicacional – O sorriso e o canto poético. O vestir (im)perfeito. O arranjo gráfico e a postura do enquadramento no ambiente. A comunicação como o meio de excelência para optimizar a Mensagem. O micro como arma e como ponte. O rir e o sorrir são «sacramento» já o sabemos todos, mas na prática esquecemos, a tua memória continuará a lembrar isso com facilidade: a desconstruir para construir novamente. Sempre a primeira pessoa, não impositiva no emissor, no canal criativo e na mensagem já não tanto assim, para abrir caminho à Verdade. Cativar sem maçar, e se maçar for necessário, trata-se de refazer o “maçudo da coisa em si mesma”. Descomplicar muito (e ás vezes tudo) é uma arte perigosa na pastoral (e mais ainda no âmbito institucional) cujos efeitos colaterais temos de saber gerir com a gravidade necessária: ao Bem de todos e de Cada Um. Como “gostei” de celebrar as exéquias na Igreja Matriz da Paróquia de Cacia – de pé, como sentinela cansada ainda não exausta -, com a Tua Presença e a Presença Generosa da multidão de Cristãos a darem a demonstração ativa na partida do seu Pastor.

5. A Transfiguração na Ressurreição (figura-desfigura-configura) – Nesta quinta-feira santa, na hora de renovar a obediência irreverente e serviçal, estarás na minha mente bem disposto no Coro Alto… “o” mais alto possível. Deixas um Vazio Geracional que não se preenche, em mim (talvez em outros que tanto de modo desigual o que não importa a causa mas o efeito), o “eterno” adolescente chegado ao Seminário de Aveiro, e logo nos primeiros anos, “acabadinho” de ser presenteado com “Um Quinteto de Ordenação Plural”: Paulo Gandarinho (padre) – Luís Barbosa (padre) – Filipe Coelho (padre) – Simões Melo (então diácono) e Rogério Cruz (padre). Como é possível vir a esquecer essa celebração de ordenação sacerdotal na Sé em Aveiro!!!!! Depois a proximidade na Borralha (e paralelamente “mais tarde” através do Agrupamento 960…) cruzou-nos a Vida, para sempre nas nossas afinidades distantes. Na «figura» da nossa humanidade, desde o Génesis até ao Apocalipse, nos «desfiguramos», terrivelmente, pela Omissão e pelo Pecado – e «se» como família, povo/comunidade (e não no caso do corporativismo atípico mais ainda como presbiterado fraternal…) – não nos vamos, paulatinamente, «configurando» em Graça e Serviço, atrasaremos ainda mais a Páscoa da Ressurreição.

Até-Sempre-na-Vida-Eterna-Que-Hoje-Iniciamos-Em-Comum.

Agradecido pelo Teu Testemunho Cristão!

Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 18-02-2016, caracteres (incl. esp) 6870.

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