Contra o COVID – 19: todos somos um!  – Homilia Escrita

Contra o COVID – 19: todos somos um!

 – Homilia Escrita –

Vou direto ao assunto, agora que não nos falta nenhum Tempo!?

A mim roubou-me o Dia Sagrado de Domingo! O Domingo Sagrado do Rito Vivo! Agora Domingo Quase Morto! Amanhã repete-se o cenário de guerra: bancos vazios e missa em “privado” à distância (abençoada distância!). – Mesmo com a quebra nos «Censos» havia vida e muita!

Estamos em Guerra contra o coronavírus: quando faltar, ou falta já, o material, quando faltar, ou falta já, as mãos, as pernas, a cabeça e o coração: pessoas nos serviços de Saúde! A realidade muda de semana a semana, de um dia para o outro, de hora a hora!!! Amanhã, vou acordar onde? Uma Verdadeira Pandemia! Todos os domínios vão sofrer (outra aprendizagem na Cultura do «Sucesso») – Quem será o oportunista de plantão no moralismo? Senão qual será o realismo mais grotesco?

Estamos alguns nervosos, queríamos informações reais e não produto de TV? Muitos aterrados, outros apenas assustados, mas em silêncio, silenciados pelo ruido informativo. Muitos abandonados. Muitos indiferentes (cada vez menos, graças a Deus!). A ameaça é real! Confesso, sem absolvição, a mim quando me roubaram a missa, de crente na guerra, logo passei a militante ativo. Na retaguarda de honra, como peão e nada mais. Até agora.

Há ainda pessoas que encaram o «bicho» (não dizem o nome da «besta») com estoicismo e outras com cinismo, não devia rimar, mas é a tristeza ou leveza “mediterrânica” (aqui detestar a ideia-feita) e depois é a omnipresente «CURVA» matemática que não vai a achatar; e quando for é ou será, lamentavelmente, tarde de mais? Não somos números, mas biografias. Pois é.

Vem a negação, o choque, o medo, a apatia, a serenidade, o humor de morte e vida. Seremos proativos e/ou reativos? Fixei a frase dita por outra enfermeira no terreno. Apliquei o princípio aos «Grupos de Risco» – como por ex. «Irmandade d’Almas» e afins; e na suspensão no sagrado Toque/Aviso Fúnebre de Sinos Paroquial. E logo mal-interpretado e rejeitado. Prefiro o erro por excesso do que por omissão. Falha na qualidade de comunicação não é desculpa simplificadora.

Será que não gostamos de Disciplina? Será que não gostamos de Rigor? Numa palavra é preciso ser Responsável. Vamos fugindo – nos pingos da chuva, em fase de primavera envergonhada – da Responsabilidade Verdadeira? Da verdade que nos responsabiliza pelo Cuidar do Outro. Ter de ser desagradável, se necessário, no limite civilizacional da Educação: – É preciso Obedecer Mesmo! Haverá alternativa? Imaginem só: o «COVID 19» está a (re)educar-nos a Viver-em-Comum (Comunidade de iguais e diferentes, com a dignidade inviolável, aí parou…) nas margens do PERIGO e do DOM. Tínhamos esquecido o conforto e o conflito da CASA, digamos ao modo antigo: “Lar doce Lar”. Aí estamos todos sentados, novamente, à volta da mesa sem o relógio perturbador!

Devemos perante os problemas antecipar as soluções, teremos esse discernimento prático e sagaz. Improvisando e não «açambarcar» a inteligência e o espaço alheios. Alteram as ROTINAS e ficamos “chateados”. Alteramos para defender os RITOS. Novas Rotinas para defender os RITOS de Vida.

“Meu Deus” no PERIGO do Vírus (COVID -19, no final d’ano, quando se for avaliar a «Palavra Anual» já ganhou, resta saber se passa a 2021… A única (in)certeza?! No Perigo está a SALVAÇÃO! A Vida é o Dom mais valioso na existência diária! Daí a dureza das imposições.

Quanto vale uma Vida? Uma máscara de proteção? Um ventilador? Ou um plano de saúde seguro? Não há preço! A pandemia da covid-19 corre silenciosamente a um ritmo alucinante… Temos de fazer a nossa parte. E amanhã tudo pode morrer! Por isso: Hoje é o Dia e Esta é a Hora!

 

Ponto prévio 1. Para além de ser escrito por mim que sou Padre e por quem trabalho pastoralmente, esta reflexão a quente, bebeu do texto de, Carolina Relvas Britton, enfermeira portuguesa, 38 anos, está na linha da frente de um bloco operatório num missão de combate à pandemia no Hospital Universitário de Cambridge, in: https://expresso.pt/cronica/2020-03-20-Covid-19.-Chamo-me-Carolina-sou-enfermeira-e-quero-contar-a-minha-historia

 Ponto prévio 2. Tipo de LETRA: « Palatino» é uma família tipográfica serifada desenhada por Hermann Zapf em 1950. O nome da fonte veio de Giambattista Palatino, um mestre da caligrafia à época de Leonardo da Vinci. É um tipo baseado nas formas clássicas da Renascença italiana e é famosa por sua elegância» [uso é naturalmente profilático!]

Pe. Pedro José, pároco de Mamarrosa e de Bustos, vigário paroquial de Palhaça e Oliveira do Bairro, 22-03-2020.

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