O corpo assunto, O espírito encarnado:  Primícias da Ressurreição: na Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria.

O corpo assunto, O espírito encarnado: 

Primícias da Ressurreição:

na Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria.

      1. Dogma solenemente definido por Pio XII em 1.11.1950, segundo o qual Nossa Senhora, no termo da sua vida mortal, foi elevada ao céu em corpo e alma. A Assunção da SS. Virgem é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos (Cat. 966). Não se trata pois, de uma dispensa da morte natural, algo de que nem o seu Filho escapou, mas antes de uma participação já plenamente vivida dos benefícios da ressurreição de Jesus. Dizemos “assunta” em corpo e alma” (o dogma afirma a incorruptibilidade corpórea de Maria): quer dizer, como criatura Maria abre-nos a estrada do caminho para o Céu, antecipando o destino reservado a cada crente. Como Senhora Nossa, continua a interceder pelos filhos e nos ampara na nossa frágil condição terrena, com a maternal proteção. Os Orientais celebram este mistério desde o séc. V com o nome de “Dormição de Maria”. No calendário da Igreja latina celebra-se, com a categoria de solenidade, a 15 de Agosto.

      1. Com as devidas semelhanças e diferenças, da visita de Maria a sua prima Isabel – sem notícias inesperadas, eis a diferença fundamental, na normalidade do que devemos e somos aos outros – visitamos, outra vez, o Pe Manuel Arlindo da Rocha Valente (residente em Vila Nova de Monsarros) que foi ordenado sacerdote no dia 14 Agosto de 1966, por D. Manuel Almeida Trindade, quase a completar os 80 anos de vida, celebra 53 anos de sacerdócio. Rezamos agradecendo a Deus o seu ministério. Recordamos durante a arte da conversa os companheiros “ainda vivos…”: Pe. Abraão da Costa Lopes (ord. 14-08-1966, na Casa Sacerdotal de Braga); Pe. José Arnaldo Simões (ord. 18-12-1966, recentemente dispensado do serviço de Pároco, na Paróquia de Calvão, a 28-07-2019). Na condição frágil do corpo ainda não “assunto”, com meia fatia de bolo, e meio cálice generosamente erguido do melhor Vinho do Porto: um brinde ao ministério celebrado, na escatologia presente – sem o incómodo visceral da foto?! – com a maior solenidade! Uma hora cumprida e vivificada pelo Espírito Cordial!

      1. Rezo Te Deum (…ainda incompleto no tempo e modo…), Pai Nosso (…contexto dolorido e futuro…), e Ave Maria (em graça reforçada…) pelas Obras na Igreja Matriz de Oliveira do Bairro. “As Obras” acontecimento de evangelização/catequese; património/arte; profissionalismo/competência; voluntariado/doação em tempo e bens, Etc. Qual a minha eficiência e fecundidade? Dias ricos indizíveis na Memória, no Afeto, no Dever de, e no Suor. A dormição é escatológica, só poderá ser. A minha/nossa resposta está na Fidelidade de/a todos! “Mais” dois funerais/exéquias na programação, de hoje, – a consulta onde estarei ausente – dia em que celebramos Maria “assunta” (outro funeral já marcado para amanhã). Nestes dias “Santos e Solenes” como todo o Luto, singular, das Famílias e dos Amigos: estamos diante da Dor na separação pela Morte. Carregamos o peso da Vida, nesta incerteza da Morte, com Maria queremos vencer este medo e rezar: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte”. Amem.

Pe. Pedro José, pároco de Mamarrosa e de Bustos, vigário paroquial de Palhaça e Oliveira do Bairro, 14-08-2019, 3078

 

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