Poema “Prece Espiritual” por António de Cértima (1894 – 1983)

Prece Espiritual

 

Ardendo em dôr, em ambição constante,

Em vivo em ânsias…febre de incerteza…

Toca-me a fronte um êxtase olorante.

Que me espiritualiza em Sonho e Reza.

 

Minh’alma é uma chama deslumbrante,

– Chama ideal continuamente acesa.

E volando-se inquieta e crepitante

Da brasa da Emoção e da Beleza!

 

– Ó divino poder, luz de criar!

– Ó vida luminosa a desvairar

No seio desta carne que me arrasa!

 

– Domina em mim o imaterial harpejo

Da minha eterna sede de Desejo

– Prisão de grito e luz, cárcere de Asa!

 

Aveiro 1920

 

 

 

FONTE: ANTÓNIO DE CÉRTIMA, In “Gente Nova” de 24-I-1920, citado por SIMÕES CAPÃO, António Tavares, Roteiro Cultural e Religioso do Concelho de Oliveira do Bairro, Edição da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, 1998, p.83.

 

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