“Testamento Vital Provisório” (11-05-18)

“Testamento Vital Provisório”

BULA NÃO PRESCRITA: O título entre as “aspas” é majestático mas anti-publicidade barata. A Graça imerecida do Dom da Fé é muito cara. Em tempos de anti-Facebook e diante do “Novo Regulamento Geral de Proteção de Dados” (…do Conselho Europeu até ao mexilhão…). Só um Amigo me alertou, incisivamente, para as novidades e as implicações. Continuo “perdido até conseguir tentar encontrar” o Caminho, a Verdade, no fundo, a Vida: JC. Esse «mais» está nestas linhas do “testamento vital provisório”, entre as aspas e em dez pontos, que são pura atenção. Queria morrer assim: no viver diferente. Partilhar é continuar a viver noutro modo de existência para os outros (irmãos ou não). Aniversário de Vida é saber-se a Morrer.

1.“Córdula – ou o momento (in)decisivo: dar-se”.

2.“O que não foi assumido não foi redimido”.

3.“O medo de si mesmo: consciência intranquila ferida de desamor”.

4.“Deus continua Deus, até ao “sujar as mãos” na história dos vencidos e dos sem Deus”. Não há almoços grátis. Excepção vertical: última e primeira Ceia: Eucaristia Pascal”.

5.“Estamos em trânsito, biblicamente em êxodo sobre a Terra, sem esquecer que pertencemos (todos) ao Céu: antecipação do Eterno, esse lugar fonte do Amor”.

6.“Nem Castigo nem Bênção: “Agora viram-Te meus olhos! (Job 42,5)”: colo de meu Pai / colo de minha Mãe / colo de meu/minha irmão/ã, Etc. Repouso em Deus (apenas isso aí). Já e ainda não”.

7.“Sofrer pelos Outros? Se a nossa condição nos aproximar da Tortura de uma Única e Inocente Vítima Humana (e também animal: só a pedra sente de outro modo…). É mentira: não devemos sofrer. É verdade: nascemos do Amor e voltaremos ao Amor”.

8.“Permissão (escândalo…). Comissão (combate…). Missão (glória de servir…)”.

9.“O que é hoje “salvar”? Servir junto dos que sofrem. Querer estar na Vida, Saúde, Justiça, Paz, Dignidade, Perdão e Futuro. Dar um passo de cada vez. Tropeçar, cair e levantar-se. Levantar-se e cair. Nem sempre, nem nunca. Deus espera-nos de Braços Abertos”.

10.“A Cruz é o lugar/tempo onde a morte de Cristo, Jesus de Nazaré, – morte de tudo o que é humano – se faz Silêncio e Ausência: não só o homem se coloca em questão; como o próprio Deus é questionado. Eis a «Aliança da Graça»: morrer é também perder-se; mas sobretudo, dar-se: como “ser para”. Morrer por Amor, com Amor, em Amor”.

Pe. Pedro José, Bustos / Mamarrosa / Oliveira do Bairro / Palhaça, 11-05-2018. Caracteres (incl. espaços): 2309.
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