é quase natal: quase meditações no fio da navalha

é quase natal: quase meditações no fio da navalha

 

«O Natal é a expressão da caridade. (…) Celebrar hoje o Natal, num espírito de testemunho cristão, exige muito mais do que a simples preparação exterior; remete-nos para o compromisso de cuidarmos dos mais pequeninos, dos mais indefesos e vulneráveis da sociedade.». – D. António Moiteiro

 

Eucaristia a correr… é quase natal – «Tenho» – logo, logo, erro teológico – sempre a correr, eu sinto e também sinto que a Assembleia, constituída em sacramento, também sente o meu sentir. Que imagem nós damos de celebrante a presidir à Comunhão/Missão? Celebro para 4 pessoas e só duas comungam; mas uma das restantes é assídua Leitora, com “L” em grande, graças à Sua Fé, humilde e fiel. Os últimos serão os primeiros da fila. Celebro para 5 pessoas e quatro pessoas comungam. Todas mais santas, em santidade ativa, do que eu presidente… é a Assim a Divina Misericórdia. Recordo e não cito as missas rezadas por Pe. Arrupe, S.J., na excelente biografia que li.

 

Agenda sempre rascunhada a lápis… é quase natal – Sempre a refazer a agenda paroquial e agenda pessoal. É um caos harmonioso? Será o meu tempo espartilhado e agora na realidade: Bustos/Mamarrosa/Oliveira do Bairro/Palhaça, em diferentes papeis e funções. O espartilhar do Espaço que agrava exponencialmente o espartilhar do Tempo. Como resistir? Uso GPS. Invento fora de horas. Peço desculpa de não conseguir memorizar nada. Volto a pedir desculpa… e jogo-me para a frente. A pastoral está no cordão da roupa a secar no sol de inverno. Ironia pessoal.

Escrever as leituras que não fiz… é quase natal – Escrever é uma forma de rezar. Rezar é uma forma de escrever do avesso. Livros que leio e retenho o sumo da história da “Mamarrosa Milenar” (Armor Pires Mota); da “Paróquia Tem Futuro?” (Pe. Francisco Melo) vou lendo no manuscrito académico e agora na edição Tempo Novo.“In Manus Tuas“ (D. António Francisco); “Ética do Quotidiano” (J.B. Libânio). Os livros que não li por inteiro porque tarda a conversão da inteligência e do rezar. Fica suspenso no viver: sim e não. Sou uma nota de roda pé pastoral. Ficam as gratificações de “Pé de Altar”, sem lucro visível.

Agir na Caridade… é quase natal – As confissões que me fizeram um Silêncio Absoluto: “Senhor padre estou revoltado(a) com Deus!?” e têm razão e não a retiro. Retiro-me eu do meu pedestal. Não sou digno desatar os nós existenciais. Apelo e partilho a fraqueza de: “falhar cada vez melhor”. Falo das Confissões sacramentais e de todas as “Não Sacramentais”, que por caminhos tortos, Deus também as faz sacramentais. – Quero a Caridade do Euromilhões! Jogo para que a “Santa Casa” venha em meu auxílio. Joguei – sempre a aposta mínima – e saiu «agora» 4,70 euros e como era uma sociedade de dois (sem autorização explícita…): Investi novamente – ato contínuo –  em nova aposta de 2,50, logo fico com 2,20 a dividir pelo meu sócio de jogo. Uma fortuna de Amizade!? A honestidade é impressiva e evangélica (muito e pouco: pouco que é quase nada).

Agir na Verdade…. é quase natal–  A sociedade líquida e a ausência de «Carácter» que é a essência de uma Ética Ecuménica e Católica: anti-transversal e simbólica. Não escrevo das Raríssimas (vomito na inteligência…) porque “isso” é a ponta do iceberg?! Falo da recusa da Autoridade: do Pai, da Mãe, do(a) Professor(a), do(a) Médico(a), do(a) Arquiteto(a), do(a) Varredor(a) da Rua, do Coveiro do Cemitério – só conheço homens; do(a) Sacristão(a) e também do Padre: ossos do ofício. Sou padre a quem recusam a Autoridade – não falo de autoritarismo clerical e laical – qual o pior – do uso do cabeção: tenho usado mas não abusado… Prefiro trazê-lo aberto para respirar melhor – CONTUDO, sem “a” Obediência: não adianta a teologia, o testemunho, a vida, o projecto, as orientações e normas, “o” Bem COMUM. Cada um faz o que quer e reclama de todos… eu incluído?! Sou um recomeço de alfa para ómega e vice-versa.

Pe. Pedro José, Bustos/Mamarrosa e Oliveira do Bairro/Palhaça, 23-12-2017, caracteres (incl. esp) 4013

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Apontamentos, Confissões, Cultura, Diário, Ensaio Biográfico, ENSAIOS, Espiritualidade, Mensagem, Saúde e bem-estar com as etiquetas , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s