incêndios: sinal extremo de perversidade.

incêndios: sinal extremo de perversidade.

Hoje, no evangelho da missa diária, Lc 11, 29-32, comporta-me para as dores da tarde e noite anteriores. No corpo acumulo o cansaço de ontem, no espírito as imagens gravadas a quente, fumo e cinza ainda “ardem” nos olhos ao levantar. A contabilidade das vítimas, hora a hora, é assustadora – após alguns meses passados da tragédia de Pedrogão! – novamente a irrupção da impotência, do caos, do absurdo dos fogos (fogo posto é “pecado reservado”, Tradição sábia da Igreja). Vou rezar a missa de coração pequeno, pobre, e imensamente, perplexo! A Chuva tarda em aparecer… a Omissão destrói o tecido social.

Diante do sinal da perversidade (….instalada e que se quer instalar; da estrutural e/ou funcional; da iníqua e enigmática fora de horas…, desresponsabilizadora…) peço a Deus, ao Seu Espírito de Responsabilidade, para examinar cuidadosamente a Fé que me anima. À tarde de domingo, após a apresentação oficial da catequese paroquial, num ato pleno de sentido e partilha na família/catequistas/catequizandos, conjunto concêntrico diante do altar, sucedeu-se ao Sentido, num click, o Absurdo da Dor, do Medo, do prematuro Risco-de-vida-morte. “O Inferno somos nós!”: – Oh Desce da Cruz, e salva-te a ti mesmo! “O Céu seremos naquilo que quisermos viver pelo Deus Compaixão”: -Não queremos avaliar Deus, pois Deus não o fará na base da desumanidade praticada: – Oh sinal da perversidade! Mas no Dom da Bondade, mesmo (até) descriada! Quero saber acreditar, mesmo na Noite mais escura!

Jesus fala-me/nos, no evangelho da missa da: «geração perversa!» Há efectivamente a desumana perversidade dos indivíduos… mordo entre os dentes, com outros nomes imorais… MAS é outra a Geração que partilho/quero conseguir partilhar: …atravessei a paróquia de Oiã, tentei atravessar a paróquia de N.S. de Fátima e a paróquia de Nariz (só hoje foi possível ainda com desencontros…); a paróquia da Palhaça (onde permaneci, a maioria do Tempo, junto com a minha irmã, ambos impotentes para resolver: não entregamos nem a água, nem o leite, “comprados”…). Quase solidários na medida do (im)possível. As graças exaustas dos SMS: tais pirilampos de angústia esperançosa! Nos Rostos a apreensão…, adormecidos vislumbres de pânico e horror psicológico, feridos os nossos olhos de crianças descrentes. (- E as crianças mudas na viagem para a escola no dia seguinte! – partilhou o Pai. Mas graças a nós e pela Graça de Deus: há Anjos Imperturbáveis, com a capa da Fé e sem ela (na aparência…): Agentes Genuínos do Bem-Sentir, do Bem-querer e, sobretudo, do Bem-fazer!

pe.pedro josé, Bustos/Mamarrosa e Oliveira do Bairro/Palhaça, 16-10-2017, caracteres (incl. esp) 2539.

 

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