Sobre a mansidão de coração – Mt 5,5: «mansos de coração».

Sobre a mansidão de coração

Mateus 5,5: «mansos de coração».

O pôr em prática a terceira bem-aventurança: a dos “mansos de coração” (Mt 5,5). É, de todas, a bem-aventurança que mais pode tocar a nossa sensibilidade nestes tempos de AGRESSIVIDADE…, porque é aquela que mais luta dá no auto-domínio…, aquela que pode exigir de nós o reaprender: o acolhimento afável de quem se aproxima e bate à porta, o diálogo atento e paciente com quem nos aborda, nem sempre com as motivações tão justas e tão esclarecidas quanto desejamos!

É a mansidão de coração que permite desarmar as variadas resistências, por parte dos que nos olham e nos abordam e, quantas vezes, se aproximam de nós “com duas pedras na mão“. E dar a outra face é vencer o mal com o bem, a amargura com a docilidade, a arrogância com a humildade.

Na palavra de Deus, na leitura da Profecia de Zacarias, há uma imagem tão sugestiva do Messias que troca os cavalos de combate pelo seu humilde e manso “burrinho – jumentinho, filho duma jumenta… tão fora dos nossas modas…- de carga” (Zc 9,9-10; Mt 21,4; Jo 12,15), desafia-nos a todos, aos pastores e aos fiéis, aos cidadãos e aos candidatos à liderança…, a não cedermos à agressividade, a não cairmos na tentação de “falar de cima da burra“, de nos pormos em bicos de pés, pois o que devemos, em primeiro lugar, é aprender a “descalçar os pés diante da terra sagrada do outro” (EG 169, cf. Ex 3, 5).

No final de um ano pastoral…, do nosso Trabalho…, da Escola e exames, dos Problemas Familiares, talvez nos sintamos mais cansados, com os “nervos à flor da pele”, já sem grande paciência para “aturar” ou “suportar” os que se aproximam de nós, a pedir ou a reclamar alguma coisa. Por isso, reconquistar a mansidão de coração é ACREDITAR na palavra que nos faz levantar o ânimo: «Vinde a Mim todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28).

Na verdade, a mansidão do coração não é instintiva; ela exige uma imersão e uma conversão do coração, em sintonia com o coração de Jesus, Humilde e Servidor…

Muitas vezes quase mortos de cansaço, stressados, incompreendidos, esquecidos… prostremo-nos em adoração, e digamos simplesmente, em oração: Senhor, por hoje basta! Queremos ser guiados pelo sopro do Teu Espírito Santo, que é descanso na luta e na paz, na justiça e na dignidade.

FONTE: Cfr. Adaptado partir de:  http://paroquiasenhoradahora.pt/index.php/component/k2/item/657-liturgia-e-homilia-no-xiv-domingo-comum-a-2017 , acesso: 08-07-2017. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 08-07-2017, caracteres (incl. esp) 2254.
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