Arrumar “coisas e coisos” em atraso: 300 razões para.

Arrumar “coisas e coisos” em atraso: 300 razões para.

Às vezes dou por mim arrumar “coisas e coisos” (diferenças diferenciadas no “género”, de quem faz… e sobre o que se faz…). E fico-me nostálgico – quanto tempo perdido… – e também ou sobretudo, um pouco cansado – quanto tempo ganho… O problema que é mistério, sem solução à vista, é arrumar-me a mim mesmo. No tempo e no espaço que me dou em saúde e trabalho. O mundo das actividades e exigências leva-me todas as energias. Se não for a Providência (im)possível, fico-me sem a Previdência (im)possível. Muitas vezes pergunto-me: sobre o ritmo acelerado em que comungo e partilho o viver? A correr para onde? A correr para quem? A correr contra ou a favor de que e de quem?

A Vida não é só movimento.

 

Como seria bom acolher e conversar com as pessoas, antes ou no final, de cada Missa. Como seria bom ter tempo para atender, pessoalmente no sacramento da reconciliação ou no acompanhamento humano e espiritual de discernimento (a palavra mais exigente na vida e na pastoral). Como seria bom se «eu» que sou feito de «nós», fosse um imperativo na antecipação para o Serviço do «Nós». Não antecipo nada e ando sempre em atraso (programado e desprogramado) a resolver: problemas, conflitos, chatices, birras, dramas, decisões estruturais e provisórias, o que é preciso e o que não é, Etc.

A Vida é bela e difícil.

 

Há um livro notável de cabeceira, “300 razões para baptizar”, de Evaristo Eduardo de Miranda, Editora Vozes (2011). Todos os pais/mães e educadores o “deveriam ler”, para viver como batizados. Mas queria reformular o conteúdo ao jeito de “300 razões para ser padre”; “300 razões para casar no bem e no dom”; “300 razões para ser feliz no serviço”; “300 razões para ser pobre”; “300 razões para aprender a comer e a dormir”; “300 razões para viver em esperança”; “300 para acreditar na economia social”; “300 razões para aprender a morrer”; “300 razões para ler livros” (e deixar de ver televisão… e passar a ouvir rádio; e só consultar a net no tempo livre…). No fundo, no fundo de mim mesmo, “o insólito líquido pós-verdadeiro”: “300 razões para arrumar “coisas e coisos”, em atraso e sem pressas (des)necessárias?!

A Vida é razão de esperança e esperança razoável.

 

Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 07-06-2017, caracteres (incl. esp) 2172

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