Apelo à Confissão / Reconciliação… ou “Amar a Deus significa”.

Apelo à Confissão / Reconciliação… ou “Amar a Deus significa”.

 

“Nós vivemos uma cultura de impaciência”, Tomás Halík,

in Quero Que Tu Sejas!, Ed. Paulinas, 2016, p.66.

 

Na “quaresma”, e não é só neste tempo favorável, como Cristãos em toda a “tipologia” possível, somos interpelados – convidados – “obrigados” (das boas e positivas obrigações mínimas ou máximas da nossa Fé) a realizar a Confissão dos Pecados (do Pecado “fundante e /ou original” e dos pecados “ordinários e extraordinários” não vou tratar…) pela celebração do Rito da Reconciliação / Penitência… no modo individual (pessoal seria o ideal…) e comunitário (familiar seria o ideal…).

Partilho um breve texto de Tomás Halík (os sublinhados são meus):

Amar a Deus significa sentirmo-nos profundamente gratos pelo milagre da vida e exprimir essa gratidão ao longo da própria vida, aceitando a minha sorte mesmo quando esta não condiz com os meus planos e expectativas. Amar a Deus significa aceitar com paciência e atenção os encontros humanos como mensagens de Deus cheias de sentido – mesmo quando sou incapaz de as compreender devidamente. Amar a Deus significa confiar que até os momentos mais difíceis e obscuros me revelarão um dia o seu significado, permitindo-me dizer-lhes: «Deus estava aí? Então, vamos, mais uma vez!” (HALÍK, Tomás, in Quero Que Tu Sejas!, Ed. Paulinas, 2016, p.172).

 

Confessar os Pecados porquê o SIM ou porquê o NÃO?… A nossa objectividade e subjectividade, “dentro e fora” do nosso Eu privado e público (ou até em parceria “público-privada”, sem ironia política…). Confessar em comparações imaginárias do tipo (i) “…ao confessar tiramos a roupa da máquina de lavar para a estender ao sol, seja dia de inverno ou de primavera, sem medo do mau tempo que venha depois e molhe Tudo, novamente, sem enxugar Nada…”; (ii) “…ao confessar colocamo-nos diante dum padre – pessoa pecadora como nós, eis o mistério da Fé… – como se “fosse” em silêncio diante do Sacrário, talvez 3 a 5 minutos, mais ou menos depende, e de “lá” virá como as devidas diferenças, o Sacrário, é infinitamente, mais capaz do que o padre… O padre fará o que pode quando pode: …a Força / Inspiração para continuarmos a Viver… e a Pecar cada vez menos”; (iii) “…ao confessar percebemos que deixamos a “Porta-da-garagem-da-nossa-casa-aberta durante-toda-a-Noite” – e como falha do comando automático por inaptidão humana na percepção do uso da Tecnologia… Eis as soluções criadas para problemas que não tínhamos?! – e Assombro Nosso…; com essa Porta Aberta ninguém assaltou a nossa Intimidade… ao confessarmos: Deus significa Amor”.

 

Pe Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 31-03-2017, caracteres (incl. espaços): 2519
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