Caminhada da Quaresma: “Sou baptizado, por isso sou chamado a…” – Divulgar – Motivar – Testemunhar/ Viver…

Caminhada da Quaresma: “Sou baptizado, por isso sou chamado a…

(Para: Divulgar – Motivar – Testemunhar/ Viver…)

 

1. Começou a Quaresma, com a recordação que somos frágeis. A quarta-feira de Cinzas marca o tom de um caminho que se pretende de renovação, de conversão, de vida nova.

[A Monição antes da imposição das cinzas]: A tradição de impor as cinzas vem da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e apresentavam-se, diante da comunidade, com um “hábito penitencial”, uma espécie de saco de sarapilheira, dispostas a cumprir uma penitência em reparação dos seus pecados graves; cumprida a penitência, regressavam na Quinta-Feira Santa, antes de iniciar o Tríduo Pascal, para receber a graça da reconciliação, voltando à paz com Deus e com a Igreja. A Quaresma adquiriu assim um sentido penitencial, para todos os cristãos, por volta do ano 400, e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo da Quaresma a todos os fiéis, porque todos somos penitentes. A cinza é, portanto, um símbolo e não apenas um gesto puramente exterior; a Igreja conserva-o, como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: «És pó e ao pó voltarás» (Génesis 3,19). É assim que começamos a Quaresma. Ela convida-nos a entrar em nós mesmos para nos mergulhar, nas fontes da vida e da alegria, que jorram do lado aberto de Cristo Crucificado, morto e Ressuscitado. Frase na imposição das Cinzas: «Converte-te e acredita no Evangelho!»

2.A. A caminhada da diocese, com o lema “Sou baptizado, por isso sou chamado a…” [em destaque aqui visualmente como Painel, na nossa Igreja Matriz da Gafanha do Carmo e na Gafanha da Encarnação], ajudará a tomar consciência do baptismo como vocação. Colocando no centro deste caminho a Palavra de Deus [também em destaque visualmente na Igreja Matriz da Gafanha do Carmo e na Gafanha da Encarnação], como fonte onde se bebe, daí resultará um desafio semanal para ser vivido por todos.

Na liturgia (cada domingo principalmente), o objectivo é destacar a Palavra de Deus, cuidando da sua proclamação, com pequenos gestos e símbolos. Também o mesmo desafio se coloca à família: destacar em casa o lugar da Palavra de Deus.

2.B. Em cada domingo, todas as famílias são convidadas a fazer a sua partilha de bens para os mais carenciados que serão entregues à entrada das missas dominicais. Haverá em cada domingo a indicação de partilha de Bens diferente para os mais novos do 1º a 6º anos e para do 7 ºano ao 12 anos e adultos da comunidade (Observação. A partilha é feita em critério por família).

À saída da Eucaristia, receberemos um cartão mensagem, por família, e uma fita de pulso alusiva ao lema para os Catequizandos.

Celebraremos a “Via – Sacra”, aos Domingos à tarde (Gafanha da Encarnação às 15H00 e Gafanha do Carmo às 16H00) dinamizada pelos anos de catequese.

3. A Quaresma é um tempo rico de sinais e de propostas celebrativas e sacramentais. Tudo se deve ordenar para a conversão pessoal do coração e a mudança de vida.

Não se deve esquecer a dimensão da renúncia (Contributo Penitencial). Nesse sentido a diocese já estabeleceu a finalidade do contributo penitencial: (50%) metade para apoio às crianças que hoje passam fome no Sudão do Sul e outra (50%) metade para implementar percursos de formação cristã na nossa diocese.

4. Apontamentos Homilia CINZAS (01-03-2017) –  Iniciamos agora esta longa caminhada, com o tempo da Quaresma. “A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte” (Papa Francisco, MQ 2017). Vivamo-lo, como um longo movimento de peregrinação, refazendo os 40 anos do Povo de Deus pelo deserto e os 40 dias de Jesus, nesse lugar árido e essencial O DESERTO: onde se descobre Deus como única fonte de vida. O caminho continuará na Páscoa, por mais 50 dias, reaprendendo a condição e o nome de cristãos, conhecidos, na Igreja nascente, como os da “nova via”. Associada a esta ideia de andar «a caminho» está obviamente a peregrinação mariana, que, durante este ano, tem particular expressão, com o Centenário das Aparições em Fátima.

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2017 – D. António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro

O nosso Plano Diocesano de Pastoral dedica este ano à virtude da esperança, a fim de revitalizar as nossas comunidades cristãs para que, através de processos de conversão pastoral, os seus membros se foquem cada vez mais no Evangelho, sejam discípulos de Jesus, fundamento da esperança e membros ativos da Igreja, rosto de misericórdia.

A nossa caminhada da quaresma recorda que cada batizado é peregrino em direção à Páscoa. É uma caminhada de mudança, para que o nosso batismo não seja algo do passado, mas uma presença constante, tal como o círio aceso na noite pascal.

A Quaresma, que recorda o tempo em que o povo de Israel caminhou pelo deserto, tem de ser tempo propício para também nós nos despojarmos de tantos laços que nos prendem, que não nos deixam ser livres e para renovarmos constantemente a nossa vocação batismal.

Como vamos viver, na Diocese, os meios que nos são propostos para com Cristo ressuscitarmos para uma vida nova?

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2017 – Papa Francisco

Diz o Santo Padre, na sua Mensagem para esta Quaresma: A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor.

Insiste o Santo Padre: “A raiz do mal é não dar ouvidos à Palavra de Deus. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”. A Quaresma é o tempo favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade. Em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf.Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

Temos de acolher UM NOVO Coração na nossa vida. Todos somos chamados, especialmente neste tempo, a sairmos dos nossos aposentos…, a sairmos dos nossos pequenos mundos…, a desinstalarmo-nos dos nossos hábitos e interesses…, a sairmos dos nossos pecados e prisões…, para sermos alcançados, pela Páscoa de Jesus.

UMA Santa Quaresma para todos nós: para recebermos todos o Dom da Páscoa em Jesus.

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 03-03-2017, caracteres (incl. esp) 6963
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