RESUMO da MENSAGEM do Papa FRANCISCO, para a CELEBRAÇÃO do 50º Dia Mundial da PAZ – (1 JAN 2017)

RESUMO (4 Páginas em 1) – MENSAGEM Papa FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 50º DIA MUNDIAL DA PAZ  –  1° DE JANEIRO DE 2017

[NB. Faz 50 anos a 1ª mensagem do papa Paulo VI em 1967…] Um SINAL Importante: Shinze Abe (Primeiro Ministro do Japão) e Barack Obama (Presidente dos EUA) encontraram-se em Pearl Harbor (ainda este ano encontro semelhante em Hiroxima): NUNCA mais os horrores da Guerra!? (28-12-2016).

 

A não-violência: estilo de uma política para a paz

O Papa Francisco escreve: (nº1.) “No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida”. Recorda que a 1ª menagem ocorreu há 50 an0s escrita por Paulo VI em 1967… seu gesto é atual.

Formula UM DESEJO PROFUNDO: “(…) Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança (…)”.

Papa alerta-nos que vivemos “Um mundo dilacerado” – (nº2.) …depois das duas guerras mundiais devastadoras, da ameaça da guerra nuclear… HOJE, na reflexão do papa [não se cansa de repetir…]: “encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços”. Concretiza o seu alerta: “Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?” Conclui: “A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado”.

Na “A Boa Nova” (nº3). “O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21)”. “Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência”. Na reflexão de Bento XVI: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (…), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]

Mais poderosa que a violência – são os testemunhos e as vidas: (nº4). Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. UM EXEMPLO: Madre Teresa (Prémio Nobel da Paz – 1979; «um símbolo, um ícone dos nossos tempos», no passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa (2016). OUTROS Exemplos: Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial. Nas mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria. O próprio São João Paulo II, com o seu ministério e magistério.

E conclui: Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida».[12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista».[13] A violência é uma profanação do nome de Deus. [14] Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».[15]

A raiz doméstica duma política não-violenta, (nº 5.) “Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família”. ALERTA: “(…)Os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16]” “(…) suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças”.

O meu convite, (nº6.) Olhar novamente para JESUS, Ele “oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça”. DESAFIA a todos: “(…) aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo».[20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21]” (NB. Cfr. “O Filme e mensagens/iniciativas/gestos “semelhantes”: FAVORES EM CADEIA…).

Na conclusão… – (nº7.) “«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]. No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25] –

Francisco, Vaticano, 8 de dezembro de 2016.

Só apresentamos as notas das citações deste resumo: [1] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228. [5] Angelus, 18 de fevereiro de 2007. [6] Ibidem. [12] Francisco, Discurso na Audiência inter-religiosa, 3 de novembro de 2016. [13] Idem, Discurso no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 5 de novembro de 2016. [14] Cf. Idem, Discurso no Encontro com o Xeque dos Muçulmanos do Cáucaso e com Representantes das outras Comunidades Religiosas, Baku, 2 de outubro de 2016. [15] Idem, Discurso em Assis, 20 de setembro de 2016. [16] Cf. Exort. ap. pós-sinodal Amoris laetitia, 90-130. [20] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 227. [21] Cf. Idem, Carta enc. Laudato si’, 16.117.138. [24] Francisco, Regina Caeli, Belém, 25 de maio de 2014. [25] Apelo, Assis, 20 de setembro de 2016.

FONTE: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/peace/documents/papa-francesco_20161208_messaggio-l-giornata-mondiale-pace-2017.html, acesso: 28-12-2016.

 

 

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