O natal em sinal das nossas contradições?!

O natal em sinal das nossas contradições?!

Natal é “Falhar Melhor – O amplexo da solidariedade inumana ao extremo da adversidade: -Que fizeste de teu Irmão? Uma criança que nasce “necessitada de tudo”. Falhamos todos os dias e todos os dias é natal. Por essa razão oculta no ADN da fragilidade e genialidade, normais ao ser humano. De aproximação em aproximação até ao Encontro Final. Inscrever a Bíblia – História universal dos falhanços humanos e inumanos – na civilização ocidental e por contágio oriental, ou vice-versa. A Graça de Deus feita ser humano. O Pecado como a oportunidade de falhar melhor?! Natal a Impenetrabilidade de Deus torna-se Transparência na História. – Que precisamos mais para saber viver apesar do Fracasso?!

Natal é “Servir para Tudo e para Nada – O Comércio e a Propaganda são caóticos. Como caóticos são os instintos predadores do Consumo desenfreado. Teimamos em ouvir as vozes exteriores da Dúvida e do Orgulho humanos. Caminhemos com eles para cada vez mais longe de Belém. Sem este «Natal Comercial» – sem/apesar (d)ele -, talvez fossemos (ainda assim) menos estranhos a nós mesmos; talvez nos faltassem (ainda assim) as Palavras e por isso precisamos de comprar Coisas, para «dizer» a Vida e a Morte, a espera e o regresso: ontem-hoje-amanhã. Sempre o «nosso» Natal que serve para Tudo e para Nada?! Santo Paradoxo?!

Natal é “Prazer e Dor da Carne e Alargamento do Sentido – Natal é preciso abrir o Coração à Carne e no “fazer-se na carne” como Corpo, abrirmos as portas e as janelas ao Prazer e à Dor. A Divindade jogou connosco esse «Jogo» irreversível. Toda a nossa “pequenez” está ali naquele Menino de Carne: no prazer do sorriso e no choro da dor. Um Natal assim é o nosso de humanos. É a surpresa surpreendente de um Deus-Menino-de-Carne, de um Deus pobre, de um Deus débil, de um Deus que abandona a sua grandeza para se fazer próximo de cada um de nós. Pequeníssimo e Baixíssimo. Um-Deus-de-Carne-para-Salvar-definitivamente-a-Nossa-Carne. O Alargamento Infinito do nosso Sentido Mergulhado na Oferta da Sua Redenção!

Natal é “Um Absoluto Milagre” – Atravessar a Crise de todas as Crises, e ainda assim, continuar a Crer e a Esperar, sobretudo, a Amar, poderá fazer(-nos) ver as maravilhas de Deus: nesta Terra Violenta e Injusta; neste Planeta descrente de Si: eis o Absoluto Milagre do Natal renascido em cada ano. Ano após ano. A Divindade inclina-Se misericordiosamente sobre o Humano, para o libertar de tudo o que desfigura em nós a Imagem do próprio Deus. O Mal não triunfará para sempre, acabará a tribulação. Também o Presépio (…numa boleia irregular do Pai Natal, com suas renas selvagens…) nos ensina de Novo e Melhor, a todos(as), como Cultura e Justiça: o Bem Comum à Humanidade!

Pe. Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 19-12-2016, caracteres (incl. esp) 2694

 

 

 

 

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