Não parar a misericórdia: incompleto.

Não parar a misericórdia: incompleto.

 

«Descanso como forma de trabalho?

Trabalho como forma de descanso? Exactamente». – Michel Crépu.

 

Sentir a misericórdia – Como «tenho» e «sou» um Corpo, deveria – este deveria é existencial e não moral – a misericórdia (a bíblica e de Jesus Nazareno Ressuscitado) ser uma «naturalidade» no exercício da Fé. Uma vez que todas as obras ditas de misericórdia espirituais, são para os corpos encarnados e as corporais, o nomear já diz da implicação. Sentir a misericórdia é uma evidência? Sentir à flor da pele; à flor d’alma; à flor do nevoeiro pastoral onde parece que estacionamos comunitariamente… Tomar a «iniciativa» é «já» sentir a Graça do movimento da Misericórdia.

Celebrar a misericórdia – Cantar e dançar um TE-DEUM. (In)felizmente não canto nem danço, mas bato palmas às representações amadores. As misericórdias finitas e infinitas. Celebrar os olhos das Crianças e dos Idosos; só eles nos ajudam a rezar com Verdade a Vida Comum. Celebrar o alarido de vitória mesmo nas batalhas perdidas. São tantas e poucas. Celebrar na Misericórdia no deslumbramento da Esperança activa e sem pressas.

Pensar a misericórdia – Para crentes e não crentes. Pensantes e não pensantes. Agentes e não agentes. Neurónios não pensam nada contra Deus. Fora Dele é deserto a fora. Com Ele é Deserto a dentro. Podem tentar-se explicações, mas as nossas redundâncias abrem-nos buracos negros ou glaciares inóspitos. Lamentações por não pensar diferente «disto». Alegrias imensas por quem tem a capacidade de sugerir o contrário e o contraditório da Questão vital. Vozes roucas na indecisão não as comungo. Misericórdia como Salvação do esforço do «Conceito», no querer abrir o Caminho de Reconciliação Justa.

Agir a misericórdia – Ausência da Misericórdia é ausência da Poesia. Liberdade libertadora. A Poesia como leitura do Sentido vital da Compaixão. Visitar os doentes e os presos. Fazer o luto honroso de quem parte o Coração esmigalhando afectos e traumas. Não insultar os ignorantes e néscios, pois somos os primeiros e últimos, na fila acidentada da Vida. Sempre aquele próximo que está dentro de nós, escondido na consciência do Coração.

Viver a misericórdia – Recordar a história viva da Fé. A chave de leitura de toda a vida inteira gasta ao Serviço da Causa do Reino de Deus. Na Misericórdia a Vida não será repudiada. Na Misericórdia chamamos a Vida pelo seu nome: amar até ao fim sem medo e de Verdade. A Misericórdia chama por Mim e por Ti, por todos Nós, Agora e Aqui, para Sempre!

Pedro José, Gafanha Carmo/Encarnação/Nazaré, 20-11-2016, caracteres (incl. esp) 2380
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