Sobre “entrar pela porta estreita” (reflexões: Lc 13,22-30).

Sobre “entrar pela porta estreita”.

Reflexões: Ano C – XXI – TC: Cfr. Lc 13,22-30.

«Há um antigo dito hassídico que explica: “Mais do que qualquer outro pecado, deveis libertar-vos da tristeza. A tristeza não é um pecado, mas nenhum pecado endurece tanto o coração como a tristeza”, José Tolentino Mendonça in A Revista do Expresso, nº2286, 20-08-2016, p.90.

1.Sobre um mundo de portas estreitas – Deixa-te de indecisões, medos, adiamentos, conversa fiada e afiada, procura dizer «sim» com convicção! Esforça-te por entrar pela porta estreita, esta mesma que Eu estou atravessar, porque Eu sou a Porta. Porta Jubilar, Porta da Penitência, Porta da Misericórdia. Deixa-te de conversa fiada e afiada: esforça-te! Estou contigo ao teu lado, atrás, à tua frente… Sempre. Dentro de Ti mesmo.

2.Sobre as causas das portas estreitas – Esta porta que Eu te estou a abrir é uma «porta estreita», não podes passar por ela com muita coisa, terás de ir resumindo ao teu essencial… Eu estou aqui – do lado de fora para bater (à espera pacientemente…) – para abrir uma porta para Ti e Tua companhia, para abrir o Caminho para o Pai, para o Tudo e para Todos. As portas dispensam o uso da força humana para abrir quando descobres as Chaves da Verdade divina.

3.Sobre a estreiteza evangélica – Cristianismo sem receitas. Cristianismo com caminhos a percorrer. Ritual ou Evangelho? Quero ambos. Não podemos subverter as instituições. Mas sem o Serviço, o Poder apodrece irreversivelmente. Evitar as portas fáceis e ilusórias. O «Quarto Lugar» não é o primeiro dos derrotados… Somos todos conduzidos à Porta que nos levará ao «Banquete da Vida». Ninguém ficará de porteiro da Lei à Franz Kafka?!

4.Sobre a pintura das portas estreitas – Cristianismo vulgar, não. Cristianismo insólito, não. Cristianismo convulsivo, não. Cristianismo transigente, sim. Cristianismo significado e significante, sim. Cristianismo ressuscitado (porque crucificado), sim. Porta Não e Porta Sim. A Porta com a sua Chave tem um duplo simbolismo. “Abre para entrar e para sair. Encontramo-nos com Jesus para com Ele sairmos a construir o Reino de Deus, rico em misericórdia, pela força do espírito” (D. António Moiteiro).

Pedro José, Carmo/Encarnação/Gafanha da Nazaré, 20-08-2016, caracteres (incl. esp) 2093
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