Está Atento!

Está Atento!

 

 

Reflexões: Ano C –  I Domingo Advento: Cfr. Lc 21, e ss.

 

 

“Desde que nos deixaste o tempo nunca mais se transformou

Não rodou mais para a festa não irrompeu

Em labareda ou nuvem no coração de ninguém.

A mudança fez-se vazio repetido

E o a vir a mesma afirmação da falta.

Depois o tempo nunca mais se abeirou da promessa

Nem se cumpriu

E a espera é não acontecer – fosse abertura –

E saudade é tudo ser igual.”

Daniel Faria, Poesia, Assírio & Alvim, Porto, 2012, p.110.

Queremos vencer no ritmo de Espera o cansaço acumulado. A Espera é tempo de Graça. A Espera não é Ausência. Nas mensagens perdidas em ruídos estranhos vamos retirar uma melodia de harmonia. Queremos ser capazes de repensar a Vida; rezar com ardor e olhar o futuro atentamente, sem tanta apreensão. Purificar os estímulos bons! Dar um passo mais!

A nossa Esperança neste percurso de Advento é encontro atencioso: Jesus Cristo é a memória de misericórdia e salvação. Ele é Deus connosco. Será que Ele se pode disfarçar de Pai-Natal-Gigante, composto em brilhantes leds, contrafeito para entrar no Guiness? O impacto é notavelmente verosímil. A nossa Esperança é simples e operosa, isto é, não se trata de expectativa de consumo exterior mas de sumo interior. Mexe com a Vida! Não é apenas mexida.

Explicar a Ausência ou a Presença? A questão binária avança para a Trindade. Pergunta implicada e implicativa. Sinal de uma Atenção Maior. Mais interior e profunda. É possível “levantar e erguer a cabeça” (cfr. Lc. 21,28). Somos chamados a ser vigilantes, a testemunhar ao mundo a vinda do Senhor, que para o mundo “distraído” e “já cheio” é bênção (dom sem preço) e salvação (felicidade doada).

Que o Senhor exerça o Seu Senhorio. Confirme os Nossos Corações no Bem. Que esta espera não desespere, na alienação parola, cruel ou superficial. Que a Espera pela vinda de Cristo seja desejada e esforçada, pelo realismo da vida em comum. Que o Deus-Menino-Que-Vai-Nascer-de-Novo abra a Nossa Porta Interior e entre mudando: arrume e faça em nós morada permanente, para que se possa cumprir a Justiça na Paz!

P.S. Iniciamos, neste fim-de-semana, o 1º Domingo do Advento (na liturgia o Ano C). A Diocese de Aveiro propõe uma caminhada simples e “feita” à medida de todos. O lema para caminharmos em conjunto é “Abro a Porta à Bondade de Deus”. Neste primeiro momento, embebidos no Evangelho, somos desafios a viver sob a dinâmica da ATENÇÃO: Está Atento! Nestes «dias» decorre a recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome. Não deixe de participar.

Pedro José, Carmo/ Encarnação/Gafanha da Nazaré, 29-11-2015, caracteres (incl. esp) 2445
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