«CARTA ABERTA»: “O sinal da Assunção de Maria” (15/16-08-2015)”.

«CARTA ABERTA»: “O sinal da Assunção de Maria”,

na entrada ao Serviço das Paróquias

da Gafanha do Carmo, Encarnação e Nazaré

(15/16-08-2015)”.

“Eu acredito que a vida humana não pode ser compreendida

sem uma história. Ao analisar a situação da espiritualidade

e da religião comprovo que há muitas pessoas à procura de algo,

seja uma concepção ateia ou religiosa.

Há também muitas pessoas que lamentam a erosão do cristianismo

e resistem ao seu desaparecimento.

O desafio é compreender os dois lados,

crentes e não crentes, e que possam conviver”.

Charles Taylor, in http://www.ihu.unisinos.br/noticias/545594-charles-taylor-as-pessoas-hoje-nao-tem-claro-o-sentido-da-vida, acesso, 14-08-2015.

 

“É um dia para magnificar Deus.

Esta festa da Assunção tem uma dupla dimensão

de que gostaria de vos falar.

Explica-se a si própria e explica-nos a nós”.

JOSÉ FILIPE RODRIGUES, op,

Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, 2014, p.153.

1. Sobre a linha do Passado (“a” Memória):

Somos uma Narrativa que vem do passado até ao presente e não “estaciona” na linha do Tempo, entrará pela Eternidade, creio eu.

Permitam-me, por isso, uma confidência pessoal. Quando celebrei o Sacramento da Confirmação, na Igreja Paroquial de Esgueira, a 29 de Dezembro de 1991, na presença do bispo D. António Marcelino, foi meu Padrinho de Crisma, um aluno mais velho do Seminário Maior de Coimbra, chamava-se: Francisco José Rodrigues de Melo. Eu tinha 19 anos, hoje, tenho 43 anos; ele tinha 23 anos, hoje continua uns anos à minha frente…; a nossa Amizade com a «moção» do Espírito Santo, reconheço agora, ficou “selada” e dura há 24 anos… Vencemos silêncios, distâncias e intrigas. Acrescentar que sendo críticos frontais um-do-outro… a nossa Amizade nunca saiu retraída, pelo contrário. Não me canso de afirmar: “O sentido da vida é a amizade. O sentido da amizade é a fé”. Que o Espírito Santo nos possa vivificar a todos! O que havia para dizer sobre este momento de passagem de Testemunho na pastoral do ministério, em Comunhão de Presbitério (a partir de baixo), já foi dito e está escrito, no texto publicado, há 15 dias, como manifesto público de “Acção de Graças Pelo Ministério do Pároco da Gafanha da Nazaré, Gafanha da Encarnação e Gafanha do Carmo”, 01 Agosto de 2015 (Cfr. https://pedrojosemyblog.wordpress.com/2015/07/31/texto-de-accao-de-gracas-pelo-ministerio-do-paroco-pe-francisco-melo/ , acesso: 15-08-2015).

No reflexo da Vida Espiritual dos Outros reconhecemos nossos defeitos e nossas virtudes.

2.Sobre a linha do Presente (“a” Consciência):

Começo pelo mais difícil. A responsabilidade da História e dos números que significam: Pessoas e Vidas.

A Instituição da Paróquia do Carmo – 06-11-1957, tem, presentemente, 57 anos, em Novembro próximo, fará 58 anos de instituição.

Gafanha do Carmo – Censos 2011

Freguesia
População Residente Total
População Residente Homens
População
Residente
Mulheres
Famílias
Alojamentos
Edifícios
Gaf Carmo
1.758
874
884
605
922
881

A Instituição da Paróquia da Encarnação – 03-05-1928, tem já feitos este ano 87 anos de instituição.

Gafanha do Encarnação – Censos 2011

Freguesia
População Residente Total
População Residente Homens
População
Residente
Mulheres
Famílias
Alojamentos
Edifícios
Gaf Encarnação
5.487
2654
2833
2022
3841
2514

A ambas, Carmo e Encarnação, servirei como Pároco, tendo como Vigário Paroquial o Pe. César Fernandes.

A Instituição da Paróquia da Nazaré – 31-08-1910, está a menos de um mês de completar 105 anos, servirei como Vigário Paroquial, do Pároco Pe. César Fernandes.

Gafanha da Nazaré – Censos 2011

Freguesia
População Residente Total
População Residente Homens
População
Residente
Mulheres
Famílias
Alojamentos
Edifícios
Gaf Nazaré
14.756
7088
7668
5629
8837
5152

Estou nomeado em diálogo de discernimento e obediência, com o nosso bispo D. António Moiteiro, por um período de 6 anos, assim me disse, oralmente, e o aconselha, normativamente, a Conferência dos Bispos portugueses. Para haver estabilidade, criatividade e serviço… Vamos juntos caminhar nesta história feita em comum, “erguidos nos ombros dos nossos antepassados”, através da Fé e Cultura de Matriz Católica.

Olhei para «fora da Igreja-comunidade» para os enormes desafios… não quero esquecer que «dentro» da nossa Igreja temos “tesouros velhos e novos”… quanto mais nos conhecermos pelo «Evangelho» mais Alegria, para viver e servir, haverá à nossa volta.

3.Sobre a linha do Futuro (“o” Projecto):

3.a) – “Tudo faz sentido: do passado obscuro ao futuro incerto” (cfr. Saul Bellow). “Se na minha fraqueza e debilidade nem sempre Deus for louvado como merece, e nem sempre vós fordes servidos como é meu dever, pedi comigo ao Senhor e por mim, para que, ao menos como Pedro, possa passar no exame do amor a Cristo e, com um coração humilde e confiante, olhos nos olhos, diga com verdade ao Senhor: – “Tu sabes tudo, Senhor, bem sabes que Te amo” (Jo 21,17) (D. António Marcelino, Da primeira Saudação Pastoral, como Bispo de Aveiro – 07/02/1988).

3.b) – O Sacerdote (De um manuscrito medieval – na minha versão treslida…).

Um sacerdote deve ser

simultaneamente pequeno e grande,

nobre de espírito, como de sangue real,

simples e natural, como de raiz camponesa,

um herói na conquista de si mesmo,

um homem que se bateu com Deus,

uma fonte de santificação,

um pecador que Deus perdoou,

dos seus desejos o soberano,

um servidor para os tímidos e os fracos,

que não se abaixa diante dos poderosos

mas se curva diante dos pobres,

discípulo de seu Senhor,

cabeça de seu rebanho,

um mendigo de mãos totalmente abertas,

um portador de inúmeros dons,

um homem no campo de batalha,

uma mãe para confortar os doentes,

com a sabedoria da idade

e a confiança duma criança,

em direcção ao alto,

os pés na terra,

feito para a alegria,

especialista no sofrimento,

isento de qualquer inveja,

com perspectivas largas,

que fala com franqueza,

um amigo da paz,

um inimigo da inércia,

fiel para sempre…

Tão diferente de mim!

(Versão adaptada: BRUNO FORTE, “O Sacerdócio Ministerial: Dois meditações teológicas”)

3.c) – Conto, abusando da vossa paciência, duas experiências quotidianas de trabalho e lazer, irritantes e abençoadas pela mão de Deus. 1ª) Há dois dias atrás, pela manhã, fiquei preso dentro de casa, isto é, não podia sair de carro…; liguei do telemóvel a pedir esclarecimentos e ajudas e NADA… Aprendi imenso sobre os esgotos de Rede Pública, observando e dialogando com os trabalhadores da empreitada… e quando pediam água [para fazer a massa de cimento, sem eu saber…], ofereci umas minis frescas!?… Resposta pronta: – Obrigado mas ainda é cedo… Ri para dentro. Mas quando passamos, agora, na rua pública: Saudamo-nos de modo diferente! 2ª) Ontem, à noite, no fim do dia de trabalho quase exausto… cheguei bem atrasado ao jogo de futebol que decorria no Estádio do Beira-Mar; não vi o primeiro golo…, vi em directo, só no meio da multidão, os dois últimos golos – pelo bilhete e pela compra do cachecol do clube perdedor, para oferecer a prenda ideal, ficarei 2 semanas sem comprar jornais. Mas pela experiência de 22.000 pessoas num estádio suspensas para ver a marcação do penalti redentor: uma verdadeira experiência religiosa secular. Estava lá outra vez na melhor companhia possível! Fui evangelizado sem querer e também evangelizei quem quis saber através de mim…

Sempre a Ternura e a Ironia e de Deus, nestes duas experiências quotidianas.

3.d) – Nesta Saudação e Agradecimento finais, falo: a todos os Paroquianos, presentes e ausentes (in)voluntários; a todo o Povo, enquanto Cidadãos, que residimos nestes terras que são a nossa Casa Comum; e de modo especial, às Autoridades Civis, aqui presentes [nomeadamente, a Junta Freguesia e a Camara Municipal, nos seus Presidentes, e/ou representantes]: gostaria de parafrasear, é necessário que «todos nos interessemos por levar Jesus Cristo àqueles que ainda não acreditem n’Ele», se alguém me perguntar quais são as urgências, que tentarei ajudar a resolver, responderei:

os pobres e desvalidos;

da catequese das crianças até à formação dos jovens;

da Oração à formação cristã dos adultos, nas suas várias vertentes;

da atenção e ajuda constante ao Mundo».

No «resto» que é tudo o que temos que «ser e fazer»… HOJE e AGORA (depois de termos rezado o Credo e de ter recebido as Chaves que verdadeiramente fazem faltam…): apenas “Isto”:

“Aprender, Aprender, e novamente Servir”.

Quanto mais Aprender a ser Pároco,

melhor será o Serviço às Comunidades.

Peço a Vossa Oração, Paciência e Ajuda para continuarmos a Trabalhar Juntos.

A Bênção de Maria, para cada um de Nós e nossas Famílias,

como Mãe da Igreja e Nossa Padroeira, nos acompanhe sempre.

Pe. Pedro José, CDJP, Gafanha do Carmo / Encarnação/ Nazaré/, 15-08-2015, caracteres (incl. esp), 8389
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