o sentir na fome de pão – reflexões: Ano B – XVIII TC (Jo 6,24-35)

o sentir na fome de pão

Reflexões: Ano B – XVIII Tempo Comum: Cfr. Jo 6,24-35.

“A fome não é de direita ou de esquerda! Quando o estômago começa a dar horas é que são elas. Não há fome ou vontade de comer de direita ou esquerda”. Ademar Costa, Póvoa do Varzim in “Cartas à Directora” – Público, 01-08-15, p.38.

Como estamos dispostos a saciar a nossa fome de pão “alimento” e de pão “sentido para viver”? Qual o custo que estamos dispostos abdicar nessa entrega? Do «sacrifício» convertido do olhar, ao diálogo de Jesus sobre o «sentido» do alimento verdadeiro. “O comer para viver ou o viver para comer”, parecerá um reducionismo apenas inútil?

Jesus compartilha um alimento surpreendente e livre. Um alimento que dura até à “vida eterna”. No Tempo de uma videira inteira, rapidamente se esgota o prazo de validade. Realismo céptico. Mas o «Pão» é essencial para viver! Jesus sabe que o «Pão» vem em primeiro lugar. Sem alimento, não podemos sobreviver. Saberemos nós que o Corpo não tira o «lugar» ao Espírito?

Mas Jesus quer despertar nos seus ouvintes, e em nós, uma «Fome» diferente. Ele fala do pão que não satisfaz a fome de um dia, mas a fome e a sede de Sentido para uma Vida «mais» humana. Não podemos esquecer que em nós há uma fome de justiça para todos, uma fome de liberdade, de paz, de alegria. Precisamos e devemos trabalhar todos para que o «alimento» nunca falte a ninguém, em nenhuma circunstância.

O Pão vindo de Deus: “permanece para a vida eterna” A comida que comemos todos os dias mantem-nos vivos durante anos, mas chega um momento em que diante da Morte, é “inútil” continuar a comer. Jesus apresenta-se como “O-Pão-da-Vida-Eterna”, isto é, temos de decidir se queremos viver como Ele; e como Ele quereremos morrer também. Ouvindo as suas palavras, essas pessoas de Cafarnaúm disseram “Senhor, dá-nos sempre desse pão”.

A nossa Fé é por vezes, (demasiadas vezes…), vacilante…, frágil…, indecisa…, esfomeada de nadas… Será que nos atrevemos a fazer um pedido desses? «Talvez», estejamos demasiado preocupados com o alimento de cada dia. E, às vezes, falte esse apetite. Faz-nos imensa falta “o apetite da vida eterna”. A Presença Eucarística de Cristo, não nos faça esquecer a Comunhão com o Cristo vivo, todos os dias, presente na Natureza desprotegida e nos Irmãos, mais pequenos, sós, doentes, ignorantes, à frente do nosso nariz displicente!

 

 

 

FONTE: Cfr. José Antonio Pagola in http://iglesiadesopelana3b.blogspot.pt/ , acesso: 01-08-2015. Pedro José, CDJP, Carmo/Encarnação/Gafanha da Nazaré, 01-08-2015, caracteres (incl. esp) 2283.
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