aprender a arte de contar – Ano B, XVI TC (Mc 6,30-34).

aprender a arte de contar

Reflexões: Ano B – XVI Tempo Comum: Cfr. Mc 6,30-34.

“Nunca esperes nada, prepara-te para tudo”, foi a primeira frase que decorei. Tem a ver com estar preparado. Sinais de alerta. Perdemos a capacidade de cheirar o perigo com a chatice da evolução da espécie. Tens de estar atento aos sinais, uma trabalheira, não compensa o polegar oponível”. João Quadros, in Revista do Expresso, nº2229, 18-07-2015, p.107.

[1] São criadas por Jesus as condições necessárias para que seja contado “tudo o que tinham feito e ensinado”. Contar a Vida de modo ordinário. Como começa e acaba o dia? Sem esquecer os tempos vazios e os gestos insignificantes, porque não os há aos-olhos-de-Deus. «Contar» é desafio para um Tempo como o nosso, que não conta mas informa, para além do necessário. Isto é, não conta a Verdade de que nós Pessoas precisamos que seja contada. Contar nossos sucessos interiores; dúvidas espirituais; intimidades a preservar; e, sobretudo, aquilo que nos ajuda acreditar em nós: inventando quem poderíamos vir a ser.

[2] Nem obsessão “no” trabalho. Nem obsessão “pelo” lazer. Médico cura-te a ti próprio!? Os excessos da nossa Vida Moderna pagam-se “caro” quer na Intimidade (que nos foge), quer no esquecimento da Família (que não valorizamos). Perante a nossa Vontade cansada (“…nem tinham tempo de comer”), Jesus propõe a maturidade da Inteligência prática (“vinde comigo para um lugar isolado…”). O que fica de nós? No dito…, feito…, sentido… e partilhado…, sem a marca da nossa Fé. Fica a nossa singularidade talvez duvidosa…, vendida a preço de saldo. O que fica é a nossa Disponibilidade (ou não) para seguir (sempre, ou não) Jesus e não lhe voltar as costas de forma injustificada.

[3] “Porque eram como ovelhas sem pastor”, Jesus nas suas entranhas – plenamente humano e plenamente divino -, começou a “ensinar-lhes muitas coisas”. Começou do zero (segredo do Cristianismo que urge valorizar…) a contar-lhes. «Contar» é estar diante das pessoas, suas necessidades básicas, problemas e sonhos. E gastar Tempo Digno a ser contado pelo Dom-de-partilhar-a-Vida. No devagar depressa dos tempos sofridos e consolados. Neste «contar» de Jesus a nossa “zona de desconforto” passa a “zona de conforto” e o contrário deixa de meter Medo. Imediatamente, os nossos trabalhos e jugos são diversão pura. Nossos passatempos geram beleza e solidariedade mútuas.

Vamos contar a Vida (in)comum sem fastio e com apetite verdadeiro da Fé!

Pedro José, CDJP, Encarnação/Carmo/Gafanha da Nazaré, 18-07-2015, caracteres (incl. esp) 2373.

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