sobre a decisão genética

sobre a decisão genética

“A simplicidade é a verdade das virtudes e a desculpa dos defeitos. É a graça dos santos e o encanto dos pecadores” – André Comte-Sponville, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, p.168.

Agressividade, ou mesmo algo mais, que o contestado cinismo com o tempero cruel do que é odioso na negação da simplicidade. Tão difícil ser simples. A simplicidade é o contrário da duplicidade, da complexidade, da pretensão. Tudo o que não se quer e não se faz pela indecisão: toma conta do viver. Inércia institucional. Volta outra vez a agressividade que gera indiferença: estar-se nas tintas para a obediência serviçal nos discernimentos meio pragmáticos e disfuncionais? Aonde vamos parar com a pressa da Imprudência sem o sentido geracional? Haverá almoço grátis?

Onde está a responsabilidade que foge do dever-do-amor-perfeito? Querer distinguir as ordens. Não ter ilusões nem sobre a Verdade (que só reside na Pessoa de Cristo e não a Amizade imperfeita por Ele…) nem sobre o Valor (que não se passa do ser-se-peão-de-xadrez-com-regras-(des)conhecidas, em tabuleiro eclesiástico, um tanto ou quanto obscuro, nas transparências líquidas: tipo água baptismal limpa de todos os compromissos…); mas não se renuncia a uma coisa nem à outra. A Verdade só vale para quem a ama; o Valor só é verdadeiro para quem a ele se submete (dói querer tudo e agora!). É aí que se cruzam o Conhecimento, o Dever e o Desejo. Eis o «TotoVida» com uma tripla para ninguém ficar a perder. Ausência de tempo!

Será apenas aí que o Amor se torna responsável e encontra a Verdade do que deve ser feito (o mesmo se dispõe no que deve ser obedecido…). Por isso as armas são pacíficas: oração (rezar o sentido do que se espera sem ainda ver claro…) + penitência (purificação do desejo de poder mais no desejo de servir menos…) + liberdade sem medo (responsabilidade com fé…). Entrar dentro do confessionário e ajoelhar a Alma; voltar-se para fora de casa e comungar na Família. Complexidade das causas ou simplicidade da presença. Consciência dupla, mesmo tripla e tudo o mais que não possa ser imaginado. Decidir é evoluir na ruptura e na continuidade. Não há saltos na História.

Devemo-nos uma responsabilidade sem senhorio. Razão lúcida, encarnada, mínima. Conclusão até doer no suporte da Fé, sem conhecer as razões do Coração: “Ama e faz o que queres”, pois já era… – ou compadece-te e faz o que deves, daqui em diante. Que ainda não seja tarde para a beleza da verdade fazer sentido na responsabilidade do serviço cada vez mais simples. Despir a farsa e ganhar autenticidade: caminho responsável pelos que vierem depois de nós. O projecto universal deve ser o projecto da vida cristã fiel. Peso no Céu. Leveza na Terra. Não há receitas intermédias. Não aos “rebuçados” privados. Sim às “sopas” comunitárias. Obrigatório e agradecido.

Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré, Encarnação, e Carmo, 03-06-2015. Caracteres (esp.incl.): 2794.

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