Podados pela Palavra e Gestos

Podados pela Palavra e Gestos

Consideramos “o” bom ou “0” excelente. Indecisos até ao momento em que nossa grandeza consiste apenas no serviço. Há quem não tolere a exigência do serviço. Vive na aparência do ter. O serviço é humildade. O ter vive do elitismo. Olha por cima e propaga boatos. A ansiedade como postura. O serviço espera com paciência. O ter alimenta a desconfiança. Virar as costas à lealdade. Acabar por sentir-se bem na intriga que desdiz. Mas ainda não é o fim.

Pedir e querer a diferença. A seiva da vida está em nós. Ser indiferente à vaidade pode provocar arrogância. Não destilar compaixão mas ser capaz de disfrutar a fidelidade do testemunho. Começar, sustentar, apontar a direção, e defender o sonho: depois disso tudo começar de novo. Renascer sem papel. Vocação e profissão. Não uma sem a outra. Ser profissional por vocação. O mesmo será o funcionário que não vive do salário apenas. Gratuidade de competência e mérito.

Não se impõe o amor. Ensina-se com resistência e observação. Na presença que se faz diária escutando a Palavra-Que-Poda e o Gesto-Que-Corta. Com amor ou sem amor. Joga-se a liberdade para continuar a ser. Acreditar que nos vai ser dito na primeira pessoa. Saímos dispostos a ser porta, passagem sem regressão. Não fixar custos apesar de saber o incómodo da classificação. Fazer alianças e não divergências. Se podemos fazer não alimentamos justificações. Auxiliar no que é nossa responsabilidade comum. Enigma barato para consumo próprio.

Sobre as nossas forças feitas de poder e sobre a maneira de não as podermos usar a nosso belo prazer. Bastaria o amor na sua simplicidade e plenitude. Nada de magia e excentricidades. Isso vem nos livros descartáveis ou nas séries de TV para consumo impróprio. Nada do que importa aprender fica explicado na lógica do domínio esquizofrénico. Depurar e arrumar. Vícios a evitar. No viver e só nele procurar o sentido pela lógica da gratuidade.

pedro josé, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 03-05-2015, caracteres (incl. esp) 1896.

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