Sobre o que “vem antes que”

Sobre o que “vem antes que”

“Entre Deus e o mundo, entre Deus e a humanidade,

entre Deus e cada um de nós, não há distâncias nem vazios;

há apenas Amor. De Deus, claro!”

Pe. Fausto (in Diálogo, nº1463, 15-03-2015).

 

 

 

Na aparência do Tempo que passa e tudo se desfaz. Não conseguir fixar o que se Ama de Verdade. Sem drama ou tudo é trama? Pelas circunstâncias em que decorre o Existir: que flui ou se arrasta, lamentavelmente, somos convocados pela Memória. Pensar outra vez como se fosse a questão que permite a Vida ou a Morte. «Se eu de Ti não for esquecido».

Pensar nos «Dons-de-Deus» que não falha e que não tarda. Vem-antes-que-seja-tarde. Para que venhas antes-de-chegar-a-Ser. Não pertencemos apenas a nós próprios. Pertencemos ao Mundo que somos capazes de tornar melhor. A Humanidade essa teia de relações que o mundo permite e potencia. Sem lado selvagem onde a Violência poderá ser adiada.

Nosso lado doente que nos questiona. Visitar “o” doente na cama da enfermaria trocada mas eficiente, e na sétima vez, sentir-se a possibilidade real do renascimento: «é preciso dar tempo ao tempo». Visitar “a” doente na cama voltada para si, diante dos familiares conhecidos, e na terceira vez, consentir no partilhar da experiência comum: «o pior já passou». Há distâncias que não se reduzem à Esperança. Melhor que a Esperança: o que há? Atendimento social ou acompanhamento social? Ambos e cada vez mais caridade competente. Só isso. Os papeis estão ao serviço desses: objectivo, critério e dever, fundamentais.

Sem querer predefinir a rota da ciclovia… deixar-se inverter no percurso. Perto da Ria a cifra inventada, no imaginário desprotegido: «Logbook Geocaching». A paisagem duma Beleza sem qualificação. Comer o Sentido sem fastio. Há distâncias que podem ser vencidas. «Apressa-te devagar». Não há distâncias nem Vazios. Tresmalho erraticamente nas penitências quaresmais. Acerto nas Certezas que ouvem as reconciliações impossíveis.

Como continuar acreditar? Elaborar as provas da existência e da inexistência de Deus. Não ter uma posição apenas. Acreditar que somos visitados pela Vida. E somos desprotegidos pela Doença. Não ser reactivo. Não interessa apenas a posição assumida. Interessa a disposição como consumidos chegamos juntos lá. Nem Fome, nem desperdício. Um passo à frente será decisivo. Vem antes que a história não tenha um final feliz. Há apenas Amor. De Deus, naturalmente!

Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo,

16-03-2015, caracteres (esp.incl.): 2181

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