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1. Esta é sem dúvida a melhor época do ano. Contrariamos a anestesia ética. Todos queremos chegar aqui e daqui ninguém quer partir. A nossa utopia fica em parte realizada. Nesta época o Tempo não tem tantas restrições. O Tempo amadurece e ficamos suspensos na harmonia e no bem-estar. Permanecemos junto dos «nossos». Não há limites para as entregas feitas com Sacrifício. Recordamos o passado para que o presente descanse perante a apreensão do amanhã. No Natal o Tempo adivinha a felicidade alheia.

2. Levantamos a Terra de modo que o Céu possa descer com fecundidade. Fazemos milagres ao multiplicarmos as horas em serviço de generosidade, para com todos os desfavorecidos. É apenas por causa deles, insistimos. Não é possível deixar de o fazer. Há correntes positivas. Ao menos neste Tempo e nestes dias ninguém deveria passar mais carência. Somos capazes em conjunto de aliar as vontades contra os egoísmos que vivem adiando respostas. Colorimos o nosso ser de Esperança e Justiça. No Natal sabemos que os melhores presentes são feitos de ternura.

3. Mais de Deus, sempre mais Dele: confirmamos. Nossa Humanidade recebe o que não dá sem pedir. O Dom sem medida do Amor. É enganarmo-nos senão reconhecermos a nossa dependência e fragilidade. A pureza da vida no olhar duma Criança que nos recria novamente. O que nos falta é acreditar. O que nos falta é fazer a Verdade. O que nos falta é deixar Deus atuar plenamente. Seria bem melhor não pensar em mais nada, além da Liberdade fiel ao Corpo repartido. Nascidos para Amar e ser Amados. No Natal nossa dependência descobre-se solidária porque se sabe desprotegida. No Natal a Paz torna-se construção diária.

4. Acumulamos crónicas sem Fé. Crónicas com Angústia. Crónicas de Alegria. Quando a Fé está bem dentro de nós: no fundo da nossa respiração. Sem respirar doação aos Outros: a Fé morre lentamente. Nosso respirar é feito de divisão para partilhar e não aprisionar. O Natal ideal fica concretizado no Natal possível. Fiquemos também com o Desejo do Natal impossível. No Natal faz-se a ponte entre o nosso íntimo e o Infinito de Deus. Vivemos abertos aos irmãos. Não fechemos mais as mãos do Coração.

Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 04-12-2014. Caracteres (incl. espaços): 2155.

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