a vinha da nossa generosidade – Reflexões: Ano A – XXVII Tempo Comum – Mt 21,33-43.

a vinha da nossa generosidade

Reflexões: Ano A – XXVII Tempo Comum – Mt 21,33-43.

 “A esterilidade é um vírus que está em nós.

A tentação da destruição é outro”.

José Augusto Mourão, (2011), p.130.

 1. A Igreja é um corpo a caminho, uma construção. Hoje a escritura fala da «Vinha», como símbolo dessa realidade. Deus quer uma vinha fértil no seu Povo, e em cada um de nós seus membros. O sentido da pertença e da participação. Como nos entendemos enquanto Vinha que é “organismo vivo”? Vida deve gerar vida. A vida comporta o desejo de dar frutos. O tornar-se fecundo(a). O tempo passa e com ele o desejo de possuir. Quando chegar o tempo da colheita, entramos na «eternidade» – (cada vez que somos fecundos saboreamos a eternidade!) -, o lugar de trabalho para todos, os frutos bons e menos bons (frutos apenas generosos!), fecundados pela sabedoria/consciência que nos livra da pretensão de ser dono, sendo só servidor.

 2. A Vinha é uma planta muito instável. O seu fruto – enquanto resultado global – é instável até ao tempo da vindima (há muitas colheitas). Basta uma “chuva a mais ou a menos”, e uma colheita inteira pode estar totalmente perdida. A instabilidade é causada pelo interior da planta ou pela agressividade exterior do ambiente – Jesus fala mesmo de violência homicida premeditada! E assim também somos nós. O melhor vinho doce ou o vinagre mais intragável! De tudo somos/seremos capazes!? “Quando vier o dono da vinha que fará àqueles vinhateiros?” Ou que fizemos nós do «Voto de Confiança» depositado por Deus em cada um de nós?

3. Surpresa das surpresas. A conclusão de Deus é pela positiva. Da morte do Filho surgiram «novos-trabalhadores-para-a-vinha-de-sempre». Novos frutos de hoje em diante. “A esterilidade é um vírus que está em nós. A tentação da destruição é outro”. Nem esterilidade, nem destruição. Por isso, seremos sempre fecundos em Deus, para além da nossa maior ou menor produtividade; e sempre seremos construtivos em Deus, quando nos sabemos generosos nos imensos Dons, por nós administrados. Servidores e não donos. A lei da fecundidade: «A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular». A fecundidade que nasce da rejeição. A rejeição tornou-se bênção. Do fracasso extraíram-se novos frutos. As contas incontáveis de Deus através dos nossos desvios!

Por: Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 04-10-2014.


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