A inconsciente subserviência

 

1. Olhar a realidade e não cair em condenações injustificadas ou juízos redundantes. O esforço de repensar os comportamentos. Observar a força da obediência educada. Observar a cedência caótica ao “passar por cima de”. A experiência “etnográfica” de estar numa fila, em pé, à espera de um atendimento absurdo mas redentor. Isso na dimensão “kafkiana” experimentado em variados serviços de atendimento público. Resolver assinar mais um Referendo insatisfeito.

2. A Rede de Comunidades feita de memórias. A Igreja como funciona verdadeiramente? Creio nesta Igreja que se faz humilde e informal. Não existe a possibilidade de análise em si mesmo. Porque o Mistério sagrado envolveu-se com a sociologia laica. Mas quanto em nós haverá que vamos fazendo de modo subserviente? Qual a linha que separa a liberdade institucional da mentira social? Evangelho líquido, não obrigado. Em estado puro é preciso saber dosear. Mistagogia ética como fio condutor.

3. A Obediência não é subserviência nem rebelião. A Vontade de Deus “é” o Bem Comum. Neste regresso após quase 4 anos ao Maranhão, concretamente, a Chapadinha e Mata Roma, onde fui pároco na vida real, com a nomeação canónica de administrador paroquial, em dia de St. Agostinho, celebrei com o Povo de Deus a eucaristia da “Amizade Evangélica”(…). Comprei, posteriormente, o Missal para rever a “Missa da Reconciliação” e a “Missa com as Crianças”; e só assim professar que não “pratico” heresias litúrgicas.

4. Grita-se e cala-se, num só tempo, a subserviência da Dependência. Credo apolítico. Duas coisas terríveis: falta Água, no domínio público; e aumenta a Violência, no domínio privado. Água é vida. Violência é morte. Duplo homicídio coletivo. Escrevinhar sobre isso não sou capaz. No dia da apresentação oficial do livro: 8 autógrafos! Poderia ter sido bem melhor? Foi excelente assim mesmo. As subserviências passam por gostar de discorrer, futuramente, quer sobre a “metafísica da tentação”, quer ainda soletrar uma imaginária “carta de amor ao Brasil”.

5. Nas causas das nossas conivências, ou não, estarão, também, o alimentarmos as nossas subserviências. Não queremos e não podemos estar em permanente Conflito Evangélico. Os filhos das trevas são mais inteligentes!? Daí o terrível passo dado no sentido da submissão interior, resta-nos «tanto quanto», uma inconsciente subserviência pela absoluta falta de Consciência Crítica. Entranha-se um Medo secular no presente faminto de Sentido. Não-faço-Tudo-o-Que-Devia. Faço tudo aquilo que me parece razoável: enquanto dádiva da Vontade Generosa.

Pedro José, Chapadinha MA, 04-09-2014, caracteres (incl. esp), 2550.

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