MARIA Mar… É MESMO O ACAREG CARAGO!?

MARIA Mar… É MESMO O ACAREG CARAGO!?

 

“O Escutismo só tem sentido, só tem vida se for entrelaçado e jogado na vida dos outros.

Jogar a sério, darmo-nos por inteiro a quem nos acolhe. 

Nunca ficarmos, pela metade, dar, dar, dar-se”.

Manuel Santos, Chefe Regional/Chefe de Campo.

Sempre a morrer. Dizem que: Deus perdoa sempre; nós perdoamos às vezes (pelo menos: 70X7…); e que a Natureza nunca perdoa!? Não quero crer que assim seja. A nossa natureza é descoberta do Criador. E por isso nos sabemos Criaturas. Somos uma NATUREZA humana, geográfica e genética. Todavia as nossas feridas quando naturais (ou mesmo artificiais) são as cicatrizes das nossas pancadas ocultas, para descobrir o Invisível. Dores de desenvolvimento. O livro da Natureza precisa de ser lido com Respeito. Somos uma gota de água, com outras gotas de água; pequeno grão de areia, útil quando o nosso orgulho superior se junta, a outro grão de areia; numa cadeia de Infinito, tal qual as Dunas para beijar a Maria Mar! Os Peixes fora de Água morrem, mas ressuscitam como Alimento Rico!

 

Sempre a começar. Tudo o que fazemos dentro de nós, enquanto: leva Tempo. Às vezes demasiado. Por isso, a mudança importância decisiva de começar Agora no é o Tempo de (re)construir. Como fazem os trabalhadores ao lado da nossa frágil-cidade-de-lona, na reforma duma Escola Futura EB2. Ouço os seus martelos, as suas vozes de ordem. Ouço barulho do começo. NÓS somos essa escola pedagógica imperdível. Quando perdemos ganhamos!? Ouço, sobretudo, o barulho dos Chefes dos Serviços: a limpar o WC e os Balneários…; a vigiar o Campo…; a preparar os alimentos…, ETC. Tudo com uma mistura de ternura e competência. Medito no Escutismo que não tem tempo de nojo; mesmo quando mete… Só quem se (a)baixa: percebe a beleza do Horizonte Infinito. Ouço, sem ruído, uma Criança que brinca com o Sol quente; ela abre a Memória: é um «barulho seminal». Inocência Segunda. Um Silêncio Primordial dentro de Mim (mesmo lá no fundo). Tudo está prestes a Nascer de Novo. Somos uma FAMÍLIA que nasce amistosa em cada Acampamento! Somos uma Família que é fiel aos seus Valores Geracionais. Somos uma Família que põe sempre na mesa um Prato a Mais!

Sempre a aprender. Somos uma CULTURA dum saber feito de sabor afetivo e inteligente. Nossa cultura tem a História do território Murtoseiro. Somos um Raid Nocturno no meio do Milho, com espigas amarelas, verdes, azuis, vermelhas!? Atravessando pontes de insónias felizes!? Somos esse Território dos nossos Antepassados, herança futura da Murtosa ainda não nascida. Entre nós: quem melhor sabe; melhor serve! É a Cultura sólida e não líquida ou vaporosa! Nossa CANGA colorida dum Jugo menos incerto, porque realizador. Tudo ficará mais leve! Arte Xávega em mares certos que apesar de perigosos serão libertadores!

Sempre a esperar. Somos COMUNIDADE que não tem medo do Vento mais forte, porque se faz oportunidade de Partilha. Pensar global, agir local: não é pregação retórica é a própria Realidade. Os nossos Continentes são por todos, com todos, em todos. Como na Eucaristia nos Caminhos de Emaús. Cada Conti nente deveria estar dentro de nós, para além do consumo próprio, tornando-se uma acção de graças gerada por Sinergia. Ao dar o Necessário, partilhando o Possível, acabamos realizando o Impossível. Todos sabemos daquela Força de B.P.: «Sobretudo, no B.P.: «deixar o mundo um pouco melhor». Sobretudo, no «deixamento» para (per)seguir em conjunto. Todo o Projecto se sabe Memória futura, enquanto Identidade presente. Bênção, Tarefa e Dom de Deus repartidos por todos(as)!

Com a Transparência Consciente em Deus; com Jesus Cristo, por Liberdade Confiada; com o Espírito Santo, na Verdade Amorosa: seremos capazes de: Morrer, Começar, Aprender e Esperar. A Fé é, sobretudo, a conjugação de Verbos, na primeira Morrer Começar Aprender Esperar pessoa do plural (de preferência: no Céu, de mãos juntas; apesar do Inferno, de costas voltadas; enquanto, Purgatório, de olhares desfocados…). Não somos seduzidos por substantivos ou adjetivos (que tanta falta nos dizem…) de apenas mais um «Até ao Domingo sem Ocaso! No Acampamento da Vida Eterna! No Reino Futuro! Somos e Fim-de-Semana-Espetacular!» seremos uma por Deus: Jogando em modo de paráfrase escutista: Carta Aberta MaRia Mar… é Mesmo o Acareg Carago!? «Que Ele nos consiga escrever direito, pelas nossas linhas tortas!»

Pe. Pedro José, Assistente da IIIª Secção, Acareg, Torreira: 05/08/2014.

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