A Alegria de Sermos Comunidade

A Alegria de Sermos Comunidade

“Se plantas para um ano, planta arroz. / Se plantas para dez anos, planta árvores.

Se plantas para 100 anos, educa o povo. / Provérbio indiano.

“Se vives sozinho a quem lavarás os pés? / S. Basílio.

O estarmos juntos é consequência das diversas necessidades e exigências da vida em comum. Somos pessoas, somos grupos e seremos mais comunidade. De que é feita a vida em Comunidade? Como nos compreendemos enquanto Comunidade Crente?

Sabemos bem que sem Comunidade, sem vida comunitária, deixamos de ser pessoas, porque nos demitimos do nosso ser social, para que haja mais desenvolvimento e mais maturidade. Somos uma mistura imperfeita de interesses e gratuidades.

A Comunidade porque é feita de Vida, ela comporta em si: prejuízos, neuroses, conflitos e tensões. Poderemos, no limite, chegar a reconhecer que sem Comunidade não há ética e sem associação não há desenvolvimento. Não podemos abdicar dos relacionamentos “face a face, ou lado a lado”. Queremos crescer no grau de intimidade, colocando em comum o «conviver»; fundindo as vontades num Objetivo Comum.

A Comunidade será um espaço horizontal de comunicação e um tempo vertical de liderança. É impensável uma Fé cristã individual, sem ligação à Comunidade, configurada na instituição Paróquia, pelos afetos e pelo projeto social e de evangelização, aberto a todos. A Comunidade não é apenas o espaço celebrativo dos sacramentos e o tempo educativo das nossas vivências; é «isso», e sobretudo, a encarnação da Tradição na Fé, história diária, enquanto esperança e conversão de cada um, para Servir (melhor) o Próximo.

A vivência da Caridade é a bússola. Não podemos ter cristãos desligados das suas respetivas comunidades. O cristão é empenhado, mais visível ou menos, no crescimento da Comunidade. A construção das nossas Comunidades Paroquiais é um processo lento, paciente e não isento de conflitos de interesses. A Fraternidade é o cimento da Comunidade. Não existe apenas a “minha” Comunidade; como não existe apenas a “minha” Fé. Somos gerados pelo «nós». Nós cremos. O «Nós» não pode ser referendado pela publicidade; é genético no ser cristão.

As pessoas são/devem ser valorizadas pelo que são, não pelo que têm, sabem ou podem. Na medida em que cada um se compreende, de modo exigente e crítico consigo mesmo; também se saberá tolerante com os outros. As minhas fragilidades e pecados, são as nossas fragilidades e pecados enquanto Comunidade.

Devemos compartilhar as Festas, as Dívidas (materiais e morais), os Êxitos/Fracassos; os Nascimentos e as Mortes, Etc.; ao modo de Jesus Cristo, enquanto anúncio do Reino de Deus. Tudo «isto» é/será sinal de compromisso renovado para com a Comunidade, na genuína Tradição Popular. Sinal maior «disto» é a Eucaristia que faz a Igreja-Comunidade. Bem como, em diferente qualidade, é a Comunidade-Igreja que faz a Eucaristia.

Os dias paroquiais nas nossas Comunidades serão cada vez mais, para os que estão «longe» da Comunidade Cristã, a prova e a contraprova desta aprendizagem e deste testemunho.

Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo,

16-06-2014, caracteres (incl. esp), 2802.

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