«Todos os caminham passam por EMAÚS» Reflexões: Ano A – IIIº Domingo Tempo Pascal: Lc 24, 13-35.

«Todos os caminham passam por EMAÚS»

Reflexões: Ano A – IIIº Domingo Tempo Pascal – -Lc 24, 13-35.

 “No amor, não se faz favor” – Isaac Bashevis Singer.

 Queria que E.M.A.Ú.S. me tratasse da “imortalidade «dialogal» (=que faz reviver), ou seja, a imortalidade não é fruto da impossibilidade natural do ser indivisível para morrer, mas sim da acção salvífica do amante que tem o poder para o fazer: o ser humano já não pode findar totalmente, porque é conhecido e amado por Deus. Se todo o amor aspira à eternidade, o amor de Deus não só aspira a ela como cria e é a eternidade” (RATZINGER, Joseph, Introdução ao Cristianismo, p.256).

Queria que E.M.A.Ú.S. no «jogo» de olhos fechados (para olhar…) e coração lento (para crer…) nos faça suplemento e cura de modo que os olhos abertos sejam “reconhecimento” e o coração sentido seja “abrasamento”. EMAÚS é cifra e código: E = Eleição, Eleitos, Eleger,…para empatia; M = Mediações, somos a voz de outros através de Deus, para haver rostos e histórias, preferências a Deus; U = o Uno, que unifica, que revela a Trindade; S = de sabor, sabedoria, para haver Salvação (palavra mãe que ignoramos…); e no meio do Caminho a tensão do «A» = do Amor: por, com, em (eis a suprema rúbrica: Toma o cálice e a patena com a hóstia e, elevando-os, diz…).

Queria que E.M.A.Ú.S. nos faça hesitar em denegrir com nossos comentários esta história de vidas cruzadas. Caminhar é renascimento. Mistério é sinal de partilha. Páscoa é EMAÚS em nós. Nossas vidas andam grávidas de «desânimo». Falta-nos o ânimo do realismo vital. A «nossa» circunstância não se auto-justifica; apenas contextualiza não nos define na essência. Temos de saber pedir: conta-me o teu dia? Podes dizer mesmo o que eu sei, porque saberei novamente.

Queria que E.M.A.Ú.S. me envolvesse; fosse o pão partilhado do Sentido; “aquela parte maior” que nos é pedida na confusão das vidas atribuladas. Doações sem custo. Não sofrer das «patologias da atenção»; das «patologias do medo e da dúvida»; das «patologias sem causa»: sempre novas como o Mal sem rosto. Só «o» Bem pode caminhar connosco; só a Ele o nosso coração pode arder. Somos fortes apesar das fragilidades. Acreditar é fazer-se ao Caminho. Travessia madrugadora.

Por: Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 03-05-2014. Caracteres (incl. espaços): 2062.

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