O MARQUÊS DE POMBAL: Estrangeirado, Maçom e Jansenista.

O MARQUÊS DE POMBAL: Estrangeirado, Maçom e Jansenista.

 [As últimas palavras ditas por… “Para o presente, ámen…para o futuro, aleluia” – A coragem de ficar a saber. Pedro José].

A historiografia portuguesa contemporânea tem manipulado a seu bel-prazer factos importantes sobre o Marquês de Pombal. Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, fez tudo para destruir a cultura portuguesa e a Igreja Católica, implantando em Portugal as ideias racionalistas/iluministas próprias de ateus/agnósticos, que formariam o Portugal Contemporâneo. Até hoje. É só contar as bancarrotas e revoluções que já aconteceram desde que Pombal governou. Ele foi o primeiro coveiro da Monarquia Portuguesa pois deixou que os maçons, gente anti-monárquica e anti-Igreja Católica, se estabelecessem em Portugal livremente, quando uns anos antes, em 1738, o Papa Clemente XII havia decretado a excomunhão de maçons católicos. As fontes maçónicas dizem que Pombal também era maçom.

O Marquês de Pombal contou com a ajuda do seu irmão Paulo António de Carvalho e Mendonça, que ele, Pombal, colocara a Presidente do Conselho do Santo Ofício (Inquisição). Portanto, a Inquisição pombalina não perseguiu os maçons e estes, com tantas facilidades, foram abrindo lojas até que a Maçonaria do Grande Oriente Lusitano (GOL) apareceu em Portugal em 1802, dominando a política portuguesa até hoje. Isto no dizer do Grão-Mestre maçom GOL Oliveira Marques, também historiador, daquela historiografia maçónica/esquerdista que tem dominado a Academia e disse-o na sua História da Maçonaria em Portugal.

Este irmão do Marquês de Pombal foi promovido a cardeal em 1769, no consulado de Pombal. Política pombalista típica.

Mas o Marquês de Pombal mete outro irmão seu em jogo, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que ele promoveu a governador-geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão de 1751 a 1759 e a secretário de Estado da Marinha e do Ultramar entre 1760 e 1769. Este irmão do Marquês de Pombal ajudou-o na conspiração para a expulsão dos Jesuítas de Portugal. Não esquecer que a questão dos Jesuítas com Pombal começara no Brasil, pois os Jesuítas denunciavam a exploração da mão-de-obra indígena, o que incomodava Pombal e o irmão governador. E os Jesuítas dominavam no ensino em Portugal com o seu aristotelismo, indo contra a moda da altura, que era anti-aristotélica/anti-escolástica. Desta perda causada pela expulsão dos Jesuítas, Portugal nunca recuperou até hoje. Estruturalmente mudou tudo. Se considerarmos a média das actuais monarquias europeias, se Portugal não tivesse tido estes últimos 250 anos tão maus, estaríamos concerteza na média do desenvolvimento destes países monárquicos evoluídos.

Com estes cenários montados pelo Marquês de Pombal, com a ajuda dos seus irmãos e do Rei José I, Portugal enveredava por um Regalismo nitidamente anti-Igreja Católica, divulgando o Jansenismo em Portugal, Jansenismo esse de inspiração calvinista, da esquerda protestante. O Marquês de Pombal incumbe aos Oratorianos a difusão das ideias desta seita Jansenista, Oratorianos que Pombal fez ocupar o lugar de destaque ocupado antes pelos Jesuítas. Eis alguns dos chefes Jansenistas a mando do Marquês de Pombal: António Álvares, professor de Teologia nos Oratorianos, Padre António Pereira Figueiredo, o oratoriano José Maria de Melo, que veio a ser bispo do Algarve e Inquisidor-Geral, o oratoriano Lucas Tavares, que prolongará a influência Jansenista pelas décadas seguintes, João Cosme da Cunha, Arcebispo de Évora, Francisco de Lemos Pereira Coutinho, bispo e reitor da Universidade de Coimbra, Frei Manuel do Cenáculo, que foi Presidente da Real Mesa Censória, bispo de Beja e Arcebispo de Évora. Entre outros. A tradução do catecismo jansenista de Montpellier fazia parte da política do Marquês de Pombal. Este déspota foi também o primeiro coveiro da Igreja Católica em Portugal, a qual até hoje tem vindo sempre a perder influência. Outros coveiros se seguiram a Pombal, conforme já aqui referimos noutros textos. Não fora Fátima, este país seria um deserto de almas.

Entretanto o Marquês de Pombal continua a sua obra de destruição da cultura portuguesa e da Igreja Católica impondo princípios racionalistas/iluministas/estrangeirados na sua Dedução Cronológica e Analítica e nos Estatutos da Universidade de Coimbra. Ainda hoje essa influência nefasta se nota na Universidade de Coimbra, nas outras universidades portuguesas e na sociedade portuguesa em geral. Nota-se tal no relativismo moral/ético/político da pedagogia universitária e da pedagogia em geral. Tudo herança pombalina. O panorama universitário português sempre foi medíocre desde então até aos dias de hoje, sobretudo na área das Humanidades. Nos dias de hoje vai havendo evoluções positivas na área das ciências exactas, mas o panorama das Ciências Humanas continua, regra geral, pobre: há muitos estudos, mas tudo muito redundante. As excepções só confirmam a regra.

O Despotismo Esclarecido do Marquês de Pombal incluiu, como se sabe, a matança dos Távora e dos Aveiro, o Massacre da Trafaria e a repressão criminosa para a demarcação das Vinhas do Alto Douro, entre muitos outros actos despóticos e criminosos por ele cometidos. O Marquês de Pombal foi essencialmente um déspota sanguinário que veio a ser condenado por corrupção já no reinado da Rainha Dona Maria I.A rainha perdoou Pombal a pedido de seu pai, José I, que nos seus últimos dias anteviu que maus dias viriam aí para o Marquês. Foi pena esse perdão, pois tendo vivido como viveu, o Marquês de Pombal deveria ter apanhado pela mesma medida que deu a outros.

Umas décadas depois, já no século XIX, um neto do Marquês de Pombal teve importância decisiva na política Liberal/maçónica: foi ele o maçom GOL Marechal Saldanha.

Cem anos depois da morte do Marquês de Pombal, em 1882, os republicanos maçons fizeram do Marquês o seu herói e inspirador para derrubar a Monarquia Portuguesa. Pensaram num monumento para perpetuar a memória desse maçom, mas não conseguiram concluí-lo por esses anos. Quem conseguiu inaugurar esse monumento ao Marquês de Pombal ? Nada mais nada menos que o suspeito do costume, Salazar, em 1934. Salazar que terá entrado para a maçonaria GOL em 1914 com o nome de Pombal e que inviabilizou a Monarquia em 1951 (conf. a obra Salazar Maçom, de Costa Pimenta, Bertrand, 2009 e a importante entrevista que este autor deu a este propósito e já referida num link neste site Monárquicos de Castelo Branco). Infelizmente, tudo confere neste país.

O Marquês de Pombal reconstruiu Lisboa depois do terramoto com as últimas remessas de ouro vindas do Brasil. Ainda havia dinheiro para a reconstrução de Lisboa. Pombal deve muita da popularidade que ainda tem hoje ao ouro do Brasil. Sem os restos do ouro do Brasil o Marquês de Pombal não teria existido tal qual o conhecemos hoje. José I depois do terramoto ficara dependente de Pombal e este aproveitou a ocasião. Houve alguns aspectos positivos na obra de Pombal na área económica, que todavia acabaram por cimentar o seu despotismo. Mesmo os piores políticos acabam por fazer uma ou outra lei justa, ou uma ou outra reforma mais conseguida, não podemos é permitir o branqueamento do Marquês de Pombal que a historiografia maçónica lhe anda a fazer há mais de 250 anos. Regra geral, neste assunto como noutros, os historiadores portugueses não são isentos e as excepções são raras. O que ninguém pode é fazer meia-dúzia de coisas bem feitas e depois nas restantes acções, matar e esfolar pessoas em série e cometer todo o tipo de infâmias, como fez o Marquês. Pombal e José I deitaram para o lixo a ética política portuguesa tradicional, que, regra geral, sempre fora contida e respeitadora dos portugueses em geral. A única mancha nesta tradição portuguesa fora cometida por Manuel I e João III com a expulsão dos judeus e com a introdução da Inquisição em Portugal, sempre sob nefasta influência espanhola. Mas o Marquês de Pombal ultrapassou tudo e todos em teatros de crueldade política. Como pode haver portugueses que se identificam com este tipo de atitudes sanguinárias e despóticas ? Sei que há muitos. A maior parte são gente sem nível e preguiçosos no que toca a estudar a cultura portuguesa nas suas variantes políticas, sociais e económicas, já para não falar das questões prementes de filosofia política que se levantam quanto às consequências de actos políticos nefastos. Essa gente, ao fim e ao cabo, não quer saber de Portugal e do bem-estar dos portugueses, são egoístas e interessa-lhes só o seu bem-estar individual e o bem-estar das suas clientelas nacionais e internacionais.

É uma pena a influência que o Marquês de Pombal e o seu admirador Salazar, e outros que tais, têm tido na direita portuguesa, nos monárquicos portugueses e na sociedade e cultura portuguesas em geral. Temos pago bem tudo isso com atrasos seculares, corrupções, revoluções e bancarrotas. Portugal tem sido saqueado e destruído e quem não percebe esta realidade não percebe ou não quer perceber Portugal. Nunca antes do Marquês de Pombal e do seu cúmplice José I, tinha havido governantes portugueses tão sádicos, tão ditadores, tão sanguinários e tão corruptos. Com o Marquês de Pombal começou de facto uma série negra de políticos insanos e corruptos que se têm protegido sob o secretismo das lojas maçónicas, GOL essencialmente.

Daremos conta a partir de agora neste espaço de outros personagens políticos destruidores da identidade portuguesa, da cultura portuguesa, da Monarquia Portuguesa e da Igreja Católica. Já havíamos dado o mote noutros textos neste site. Fá-lo-emos ao nosso ritmo, sinteticamente, não poupando ninguém responsável e de forma que todos possam perceber o que aqui se afirma. Viva o Rei !! Viva Portugal !!

FONTE: Ribeiro Martins in https://www.facebook.com/pages/Mon%C3%A1rquicos-de-Castelo-Branco/210816472442561?fref=ts, acesso: 12-04-2014.

 

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Uma resposta a O MARQUÊS DE POMBAL: Estrangeirado, Maçom e Jansenista.

  1. Indignado diz:

    Bom artigo, pena ter fraca divulgação…há por aí muita carneirada que precisava de saber esta verdade e muito mais.

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