«Orienta-te», isto é, a (des)propósito da ideologia do género» – Reflexões: Ano A – IIIº Quaresma – Jo 4, 5-15. 19b-26.39a.40-42 (forma breve).

«Orienta-te», isto é,

a (des)propósito da ideologia do género».

Reflexões: Ano A – IIIº Quaresma – Jo 4, 5-15. 19b-26.39a.40-42 (forma breve).

“A ideologia do género não só contrasta com a visão bíblica e cristã,

mas também com a verdade da pessoa e da sua vocação.

Prejudica a realização pessoal e, a médio prazo, defrauda a sociedade.

Não exprime a verdade da pessoa, mas distorce-a ideologicamente”(nº10).

C.E.P., Fátima, 14-11-2013.

[1.] Uma mulher da Samaria ou A mulher de Samaria, …da rua Rosa, …da vida Contrariada, …da espera Forte, …do nome (O)culto.

Podemos então imaginar a surpresa que tem a mulher quando chega ao poço e escuta um homem dirigindo-se para ela, e ainda como se não fosse possível…, colocando-se numa condição de necessidade, mendigando água: “Dá-me de beber”.

No pedido de Jesus para a mulher: Ele mostra-se necessitado…, frágil…, humano! Depois da longa caminhada com seus amigos, chega a Samaria, encontra um poço com água, senta-se à borda do poço, cansado e com sede.

Depois o «Jogo do Acreditar», contrariando as regras sociais, sem prognósticos fáceis. O progressivo conhecimento mútuo: 1º JC reconhecido como judeu; depois, 2º aceita-se que ele é maior que Jacó; entretanto, 3º reconhece como profeta (na genuína Tradição); finalmente, 4º, dá-se o reconhecimento como o Messias.

Orientou-se pela Vida (água abundante): Mudou-se de Vida (em espírito e verdade): Converteu-se a Vida (Sou Eu, que estou a falar contigo).

A experiência do encontro com Jesus, como a descoberta da Verdade-sobre-si-mesma, fez da Mulher Samaritana: discípula missionária (sem “e”).

Orientação como abertura à novidade do Género assumido. Não quer dizer que seja alguma coisa inexistente, mas é uma forma nova de ver a realidade, isto é, a natureza e a cultura: «feminina-matriarcal» como desafio/compromisso ao modo «patriarcal-masculino».

[2.] Este evangelho é uma parábola da nossa vida.

(ATO 1) – Imaginem que há um poço bem profundo aqui dentro, e que todos nós estamos em volta dele. Não é o poço da samaritana, nem de Jacob, nem do tio Alfredo, nem da Camara Municipal… é o poço simplesmente número «2014» (como uma boa garrafa de água!…). Algumas pessoas chegam a ele e o encontram seco, sem água. São as que não têm nada para dar. Por isso, se Jesus chegasse para nós e pedisse que lhe déssemos de beber, teríamos que responder-lhe que não poderíamos matar a Sua sede. Como podemos dar de beber se somos um poço seco? Quantos de nós nos transformamos num poço seco? É terrível! (amargo).

(ATO 2) – Vamos dar um passo em frente: suponhamos que há água no poço, embora seja difícil de tirar, pois ele é fundo. Precisaremos de usar cordas, baldes, o que dá um enorme trabalho, mas, pelo menos conseguiremos tirar água. Também há pessoas assim: têm água profunda, e, para atingi-la, demora-se imenso tempo. São pessoas que demoram muito a começar, mas acabam (ás vezes… muitas vezes…importantes vezes…) ajudando a quem precisa. Apesar de difícil ainda se consegue tirar um pouco de água. É melancólico! (cansativo).

(ATO 3) – Jesus e a Samaritana, voltamos ao evangelho do poço-mina-nova, não se contentou/contentaram. Jesus pediu e a Samaritana ainda quis/tentou negar. Mas Jesus dá-lhe a resposta mais bela e sedutora que poderia dar, e que serve para cada um de nós: se está aqui nesta Igreja /celebração / nesta fase da sua vida, etc… e jogar o seu balde e procurar um pouco de ternura, de vida, de alegria, de orientação para ALGUMA pessoa, ELE, o Messias, lhe dará Água Viva! Seremos inundados/alagados/saciados, não pelos nossos esforços, não por aquela água tirada a custo e reclamada na conta de água (cada vez mais cara!?); mas por aquela Água que vem de fora, que vem de Deus e nos inunda, refresca, sacia, e faz com que sejamos gotas ou até mesmo “fontes” e/ou “minas” de água do Amor-de-Deus. São com pessoas assim que queremos conviver! É milagroso! (vital).

[3.] Orações tipológicas “anti-consumo” de “A, B ou C” (apenas os títulos são da nossa autoria, e fica a proposta de exercício mútuo, na complementaridade de GÉNERO: EU – TU: Ele(a) // Nós):

“A – “BENÇÃO” de MULHER para HOMEM”.

 “Que o Senhor te conceda a audácia de Débora

E a valentia de Ester e de Judite.

Que te encha da alegria como Ana

E de lealdade e de amor fiel como Rute.

Como Maria de Nazaré,

Proclames a grandeza do Senhor,

No triunfo dos famintos e dos humildes.

Que chegues a encontrar-te com Jesus, o Messias,

Como o encontraram Maria Madalena e Marta

E Salomé e a Samaritana.

Ele lhes devolveu a Dignidade,

e a Liberdade duma Relação nova”

(Autor desconhecido: adaptado por Pedro José, 18-03-2014).

“B – “BENÇÃO” de HOMEM para MULHER”.

 “Leva-me, Senhor, a beber a água pura

Do Teu poço, rico de misericórdia.

Que Te encontre nos atalhos da vida dura,

Espalhe a caridade onde reina a discórdia,

Seja instrumento e voz da Tua Verdade,

Testemunho da esperança e fidelidade.

Esteja eu disponível para servir a quem pede

O copo da Tua água viva que apague sua sede”.

(Manuel Armando in Domingos de Luz e Poesia, p.66).

“C – “BENÇÃO” de VÓS para Ti ou de TI para Vós”.

 “Vós que tendes sede vinde a mim e bebei.

Orvalhe este coração humilhado

que o caminho errante dividiu

e consumiu de fome e sede

fome não de alimento, e sede

não de bebida

mas de escutar a Palavra do Espírito

assim ele geme baixinho esperando

que o julgues

tu que apareceste e tudo iluminaste”.

(Romano Melódio, in Quem vigia o vento não semeia, p.355).

Por: Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 18-03-2014. Caracteres (incl. espaços): 5232.

FONTES: Cfr. JB Libânio, “Um Outro Olhar”, Volume IX, pp. 59-60; cfr. http://www.ihu.unisinos.br/espiritualidade/comentario-evangelho/500084-3o-domingo-de-quaresma-evangelho-de-joao-4-5-15-19-42, acesso 18-03-2014.

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