nomeação e realidade: algumas teses de (in)compreensão – António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro (20-02-14).

nomeação e realidade: algumas teses de (in)compreensão.

“À voz de Deus e ao mandato da Igreja eu só posso dizer “Sim” por entre desafios, temores e surpresas. Sempre me senti sereno quando obedeci. Sempre reencontrei a liberdade interior quando, depois de dúvidas e receios, venci o temor e disse sim a Deus e à Igreja”

António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro (20-02-14).

[1.] Da nomeação sabemos da impaciência paciente. Absurda. Indesejada.

[2.] Da realidade sabemos da paciência impaciente. Sentida. Indevida.

[1.1.] Das nomeações que servem para prefigurar a realidade das comunidades eclesiais; só servem para espicaçar a piedade individual. Quem hoje nomeia amanhã (re)tira!

[2.1.] Das realidades que servem para configurar as instituições; somos devedores coerentes pela história em comum. Quem hoje dá amanhã receberá!

[1.2.] A instituição nunca (quase nunca) pode ser subvertida. Serve a demagogia. Contabilidade. Política.

[2.2.] A realidade sempre (quase sempre) se converte na exigência de corresponsabilidade diante das instituições. Serve a pedagogia. Gestão. Caridade.

[1.3] Na nomeação cada um posiciona-se como uma espécie de reserva moral. Como alguém que pode um dia ser chamado se for preciso, para “arranjar isto”. Para o pior problema impõe-se a melhor solução. Os números são “a” Igualdade.

[2.3.] Na realidade como sociedade de vida missionária, diocese ou paróquia: tudo significa um excesso de Vida. “Importa a água que corre não o canal”. Para o pior acontecimento dispõe-se a melhor resposta. As pessoas são “a” Diferença.

[1.4.] Núncios e cardeais, etc…, na lógica “dos menos importantes” ao contrário do que se diz e faz crer: mas que agem com mais poder de nomeação. Há “a” Crise.

[2.4] Catequistas e bispos, etc…, na lógica “dos mais importantes” ao contrário do que se pensa e espera: mas que agem com o poder da realidade. Há “a” Identidade.

[1.5.] ad nauseam…

[2.5.] ad sacra limina…

“Senhor, nosso Deus que és nomeado como Trindade e vivido como Família, que nos concedeis muito mais do que ousamos pedir e esperar, porque somos feitos de Barro e Sonho, dai-nos um Coração, nesta hora-de-purificação, confiante e atento às surpresas do vosso Amor”. “Não vamos lá só com Oração, mas sem Oração não vamos a lado nenhum!” Para que não nos façam rezar inutilmente aqueles “zangões” de colmeias inimigas e estéreis!? O lamento surdo da terra sem mel e sem água! Esperança da justiça e da paz sem nomeação irreal! Melhor rezar e (com)viver juntos!

Por: Pe.Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo,

23-02-2014. Caracteres (esp.incl.): 2415

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Apontamentos, Incontinências, Organizações com as etiquetas , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s