“O” Balanço e “O” Olhar: sob a Bênção de Deus (01/01/2014).

 

“O” Balanço e “O” Olhar: sob a Bênção de Deus (01/01/2014).

 

 
“O respeito dos que nos conhecem (e dos que não nos conhecem)
depende da ordem, da eficiência e da sensatez
com que soubermos tratar dos nossos problemas”V.P.V., in Público (22-12-2013).

 

Um ANO chega ao fim. Este fim não é meramente uma destruição, um acabamento, uma implosão. Ainda que para muitos dolorosamente assim tenha acontecido. O fim é balanço e olhar. A luz da Fé assim o espera e o possibilita.

A nossa Realidade, o nosso dia-a-dia, o nosso viver reservado e público, é um contínuo suceder de pequenas ou grandes escolhas que fazemos muitas vezes durante o dia. Algumas escolhas na sua importância maior são inconscientes mas encontram-se inscritas na mente e no coração. Na lógica e nos afectos existenciais. É preciso avaliar. Relativizando o Mal radical. A maior parte dos nossos dias – que correm vistos a esta luz com demasiada rapidez… – fazemos dentro deles, coisas sem pensarmos; mas fazemos graças às escolhas maiores: opções de vida fundamentais que já fizemos no passado. Noutras passagens d’ano. Nas etapas da Vida que é a nossa história partilhada. Muitas pessoas, inconscientemente, disseram para consigo mesmas de uma vez para sempre: «Farei sempre o que for menos incómodo…; o que me evitar conflitos…; o que me fizer obter a aprovação dos meus iguais…; o que me levar a ganhar mais dinheiro (ou a poupar sempre mais… ou gastar sempre menos…) o que me ajuda a subir na vida». Subir na Vida é descer ao Ser. Sabemos que tudo se vive no seu contrário com Sucesso ou Amargura. O Tempo deveria ser o nosso Mestre, não o Senhor do nosso Desejo ilimitado.

Uma vez fixado o «piloto automático» na direcção/meta, escolho quase sem pensar, aquilo que está de acordo com esse objectivo pré-fixado. Ao serviço das bem-aventuranças. Neste momento de «Balanço» e de «Olhar», devemos querer e poder: «MAIS com menos; MENOS para haver mais; e Nada para que possa haver Algo de Bom». Devemos REZAR… pensar em sintonia com o Desejo/Vontade de Deus para nós, através dos nossos irmãos, com quem convivemos. Escolher aquilo que está em sintonia, para ficarmos “On” com Deus, sem dependências… Sem imposições de consumo ou desencanto. “Não sermos ocos do Divino”. Estarmos em sintonia com a vocação cristã geral e específica. O Papa Francisco, na mensagem do Dia Mundial da Paz, fala-nos da «Fraternidade, fundamento e caminho da Paz». Fundamento: que nos diz o balanço do porquê e do para quê, de partilharmos a Vida e o Trabalho. Caminho: que nos diz o Olhar, o modo de fazer, conseguir ir em frente – apesar de tudo que puxa para trás. A Fraternidade é a nossa vocação cristã geral e específica. No que é Maior e no que é Mínimo. O dia de «hoje» é a medida mais Certa do Tempo.

Temos de programar bem o nosso «piloto automático» em todas as grandes e pequenas decisões de vida diária. Com afectos desordenados, com apego e egoísmo indiferentes ao sofrimento: não vamos a lado nenhum! Chegaremos atrasados ao Amor. Aí sofremos e fazemos sofrer os Outros. A solidariedade/caridade cristã não é um capricho; nem é um enfeite. A solidariedade cristã é custo e doação. Custo e doação do meu Amor/Serviço/Entrega que se faz Presença e Ajuda. Renúncia e Partilha. O Papa Francisco recorda: “A solidariedade cristã pressupõe que o próximo seja amado não só como um ser humano com os seus direitos e sua igualdade fundamental em relação a todos os demais, mas como imagem viva de Deus PAI (…)” da fraternidade de todo os homens [nascerá] o “nosso olhar sobre o mundo como que num novo critério para o interpretar e para o transformar” (cfr. nº4).

No “balanço” e no “olhar” da fraternidade: a solidariedade/caridade cristã fica mais afinada. Podemos corrigir desvios. Podemos compensar as perdas e curar as feridas. Podemos construir a Justiça: na Partilha e no Dom.

Termino como Maria que conservava pela meditação tudo no seu Coração. Meditando na espiritualidade do Apostolado da Oração, que nos aconselha a começar o dia fazendo o oferecimento a Deus de todas as «Orações, trabalhos, alegrias e sofrimentos». Neste ANO que começa seja assim. Começar deste modo o ANO NOVO pedindo a bênção de Deus. Que Deus nos dê a Sua Bênção: ela nos faça corajosos e fiéis ao nosso compromisso diário com Jesus, no seu Espírito cada vez mais fiel.

 

Por: Pedro JOSÉ, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 31-12-2013.

Caracteres (esp.incl.): 4046.

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