Um testemunho com ar purificado

Um testemunho com ar purificado

Sem abertura ao futuro não se vive com esperança. Se vivemos apenas com o olhar no presente, não nos responsabilizamos por nada que virá depois, portanto não existe para nós a Vida Eterna. Nós todos somos seres vivos em débito. A nossa dívida corresponde ao Dom amoroso da fé. E o medo não pode ocupar o lugar da Confiança.

Eis o impasse a que nos conduz na nossa crise do presente. Com o presente doente não sobram perspectivas para o futuro. É preciso amar as pessoas como se houvesse amanhã com Esperança. Se o exercício e a graça da oração não têm amanhã de que serve rezar? Acreditamos que cada dia começa e acaba com a bênção de Deus, dentro da nossa responsabilidade assumida.

O Hoje vale pelo nosso esforço, reconhecido ou não. Dizem que o combate na vida vale mais que a vitória ou derrota. Queremos o bom combate pela Fé, que seja justo e pacificador. Assim o Amanhã saberemos que valerá mais em Deus. A nossa Fé em Jesus Cristo vem em socorro desta fragilidade que é precária. Rezamos pelo pão nosso de cada dia.

Quando falamos de «purgatório». Falamos da experiência do juízo diante da nossa Consciência e diante de Deus, quando percebemos quem somos de Verdade. Toda a Verdade que há em nós. Verdade da história, feita todos os dias ao longo da vida. O maior «purgatório» é o momento em que estivermos diante da Verdade de nós mesmos e diante de Deus. Tudo o que há em nós de egoísmo irá desaparecer. O «purgatório» é a experiência do Amor na Dor.

A fé cristã anuncia a Vida Eterna. Não confunde a dificuldade dolorosa do presente com ilusões. Entende o esforço de cada dia como «purificação», isto é, caminho de transparência e avaliação. Não nos deixa na expectativa, nem na impotência e nem vive na pura passividade.

Somos responsáveis, com seriedade e gravidade pelo Presente. Todavia carregamos dentro de nós, de modo humilde, a luz da eternidade que “ainda não” se cumpriu. Não esquecemos o Presente. Antes o valorizamos: purificando o que há de pecado em nós. Quando percebo um pouco desta verdade de Fé, ganho serenidade e ousadia de Comunhão. Pertenço a um Todo maior que o meu pequeno mundo.

 

Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação,30-09-2013, caracteres (incl. esp), 2108.

 

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