“Só Avança Quem Descansa, A Sabedoria do Tempo”, por Vasco Pinto Magalhães, S.J.

 

 

Só Avança Quem Descansa, A Sabedoria do Tempo.

                  

Autor: Vasco Pinto de Magalhães, S.J.

ISBN: 978-972-8758-91-2  /  Formato: 11x18cm, páginas: 94.

Edições Tenacitas, Coimbra, Ano: 2012

Custo: 9,50 Euros.

 

O autor, Vasco Pinto Magalhães, S.J., bem “nosso” conhecido, por bem pensar e bem escrever, e já agora, também, como excelente comunicador (retiros, palestras/conferências, programas de rádio… etc.). Nem sempre estes requisitos andam juntos e quando assim acontece, na mesma pessoa/autor, cada livro seu é uma epifania a custo zero, para nós que simplesmente a podemos disfrutar.

O centro da pequena obra está em “Fazer a pergunta certa”: “Achamos que temos ou devíamos ter tempo para tudo e mais alguma coisa e pensamos que a pergunta certa é esta: “Então, o que é que eu ainda posso fazer?”. Julgamos que podemos (e devemos) fazer ainda mais coisas: pelos filhos; pelos outros; pelo trabalho; pelo mundo que anda tão mal… O fascínio da quantidade e o engano perfeccionista: que posso fazer mais?“ (pp.53-53).

“A pergunta certa não é: o que é que eu posso fazer?, mas o que é que me é pedido para fazer? O que Ele me pede? Onde é que Ele me encontra? Como ouvir os seus apelos através da beleza e das necessidades do mundo? Criar tempo e espaço para ouvir, ver e distinguir os seus sinais” (p.54).

A falta de tempo é talvez um dos maiores males de que se queixa a espécie humana. Parece que há, realmente, falta de tempo para tudo o que se queria fazer. E no meio de tanto stress – “vem da palavra distress que significa angústia, aperto e perigo”, p.57 -, de uma agenda preenchida ao pormenor, de uma lista interminável de coisas por fazer, sentimo-nos desgastados e divididos. Perdidos sem Tempo.

O autor considera que o “pecado original” é a pressa (cfr. pp.21-23). A pressa de chegar à felicidade, à salvação, àquilo que quero, pelos meus próprios atalhos; a pressa de chegar à meta, de me apoderar das coisas, sem ter de fazer caminho. Mas estamos fartos de saber que aquilo que não perde significado, exige tempo e dedicação e o facto de termos de “perder tempo” a percorrer um caminho não é menos importante do que chegar (Cfr. Duarte Rosado, sj).

Não se trata apenas de saber gerir bem o tempo, trata-se da sabedoria do tempo e a esta sabedoria não se chega sem fazer a pergunta certa com que o autor nos inquieta e encoraja. Esta é uma pergunta que nos deveríamos fazer sempre, cada dia, em cada projecto, em cada opção, mas porque não aproveitar, por exemplo, a oportunidade das férias, ou uma pausa mais longa no fim do dia (sem televisão…), para a fazer novamente, de uma forma serena? Seremos encontrados pela nossa história dentro do Tempo.

 

Pedro José, 24-06-2013, caracteres (incl. esp) 2450.

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