Gramática da “(semi)consagração”

Gramática da “(semi)consagração”

Vida, Sacramento e Luta. O modo de luta é dado pelo remédio contra a Fome. Banco alimentar a favor da Sobriedade Justa. Ou fome espiritual de barrigas “já” cheias de “quase-nadas”. Sabemos da nossa doença colectiva do existir sem amanhã(s). Não temos necessariamente de o continuar a ser. Formamos um só Corpo, como humanidade inteira. Não estamos “(semi)consagrados”. Qual é a forma de a Felicidade não ser roubada a cada decisão que nos ultrapassa? Somos o que devemos ser no Corpo Transformado. Dia-do-Sagrado-Corpo-e-Sangue-de-Jesus-Cristo. Nada tão próximo como distante. Que Saudade imensa da celebração da missa comunitária, onde a toda a assembleia celebrante, era proporcionada a possibilidade de comungar, sob as duas espécies eucarísticas; não como “um” presente “anormal de solenidade”…, tipo dia de Quinta-Feira Santa (ou outra excepção…), mas no quotidiano de todos os Domingos, na Igreja Matriz, de S. Francisco, em Mata Roma, durante vários anos. Onde estão o Pão e Vinho “significativos”, para podermos celebrar sem olhar para o relógio no canto dos olhos!? Perdemos muito com o “apagamento” da teologia do símbolo real. O Estado sugere e faz da sugestão Lei. A Igreja supre. O Mundo continua indiferente. Quando as nossas liberdades individuais estiverem (já estão…) em perigo!? Voltaremos à manifestação pública e cultural do nosso Credo Católico Mediterrânico. Vamos sair em procissão…, verdes postos no piso escuro…, colchas nas varandas e joelhos no chão num Instante…, tocados pelo Mistério Singular. Quando recebemos a Comunhão o que recebemos? Que é, pois, a Comunhão? Comungamos com todos os famintos, todos os (des)crentes, todos os viventes. O Vivente nos dê a Coragem do testemunho público. Somos vida em caminho de justiça. Somos sacramento em caminho de fraternidade. E somos luta em caminho de assertividade cultural e não complexado recalcamento diante do Credo Católico. Deus nos livre do branqueamento! Desagravemos a nossa indiferença cultural e humana, ou ao menos, haja o Respeito pela Memória Histórica. Viver é escolher. Escolho decididamente a manifestação pública diante do Corpo e Sangue. Corporizemos no sangue genético a nossa esperança futura!

 

 

Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação,

02-06-2013, caracteres (incl. esp) 2189.

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