escrevinhar o ser europeu

escrevinhar o ser europeu

“O problema não é haver Europa, é haver Europa a mais”.

Eduardo Lourenço.

Passei apenas por um painel (o II) do TEDX Aveiro (2013), “Um passado…Que futuro?”, um título “simplista”, onde o projecto europeu não esteve presente, porque ainda não entrou em ruptura incurável. E mesmo aí nesse turbilhão benfazejo de ideias e práticas inovadoras, «o ser europeu universal», à margem, precisaria dum pentecostes subversivo na raiz mais conservadora: resolver os problemas reais das pessoas.

Projectar uma cadeira/banco para fazer do viajar um sonho/felicidade – o meio não faz aqui excepção – do seu viver/existir!? Saiu caro monetariamente a intromissão nesse espaço de confluência, mas retive a impressão repetida de que temos a solução, caso estejamos determinados a pensar a praxis. Embora, não haja omeletes sem ovos. Só cooperando e inovando tornamos o mundo um lugar mais seguro. Fazer parcerias reais e culturais, é o Caminho.

A nossa Europa está a viver num mundo cada mais desencantado (amoral) e violento (injusto). “Somos interdependentes e temos economias sociais que nos favorecem a todos. Económica e socialmente. A nível de trabalho, da segurança social. Sem isso a Europa não é nada”[1].

O aforismo diz: “Nós não vemos mais longe do que os Antigos”. Somos nós os europeus divididos que temos a solução nas mãos. Continuar a desafiar, frustrar e inspirar em prol do «homem comum», mesmo sabendo que o verdadeiro progresso não é uma lei da natureza. Vivemos a passo de caranguejo. É prioritário fazer uma via luminosa[2].

Queremos segurança ou liberdade? Da epígrafe provocatória no “começo”, que ao esconder faz pensar, até ao “fim” com a citação “já” completa, onde-se-deixa-de-pensar porque nada fica escondido: “O problema não é haver Europa, é haver Europa a mais. Cada nação europeia é, no seu género, uma Europa, uma maneira própria de ser Europa. Mas a Europa tem uma cultura, uma tradição milenária e o nível de vida, depois destas desgraças todas, ainda é muito alto”[3].

 

 

Por: Pedro José, Gafanha da Encarnação / Nazaré, 19-05-2013.

Caracteres (esp.incl.): 2551.


[1] Adela Cortina, Professora de Ética e Filosofia Politica da Universidade de Valência e residente convidada da Universidade do Porto, quando perguntada sobre o recuo do Estado Social, fez esta afirmação numa entrevista, cfr. in Público, 20-04-2013, p. 13.
 
[2] “Neste momento, cada país vê a Europa cada vez mais longínqua e, inclusive, como inimiga. É fundamental criar cidadania europeia. Legalmente, politicamente e moralmente”, cfr. CORTINA, Adela, “Acabar com o Estado social é levar a Europa ao suicídio” in Público, 20-04- 2013, p. 13.
 
[3] LOURENÇO, Eduardo, “Esta Europa tornou-se um museu de si mesma”, in Público – Revista, 19-05-2013, p.16.
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