escrevinhar problemas

 escrevinhar problemas

 “São as circunstâncias que governam os homens, não os homens que governam as circunstâncias” – Heródoto.

a. «Lei da Obstinação» – O problema está instalado e com o decorrer dos anos tende agravar-se. A solução pode ser uma remoção institucional ou não. A insistência pode ser contraproducente. Por isso desligue para voltar a estar ligado. Há problemas que não cabem nas soluções. Existem «de-cisões» apenas. Nem que o exemplo seja uma má leitura/dicção diante de um microfone de primeira qualidade.

b. «Lei da Pedra Angular» – O problema profundo envolve a rejeição não apenas psicológica mas algo para além da mente. O cérebro está disfuncional tocando porventura a bipolaridade falsa, ou seja, não diagnosticada. Por isso a pedra angular é um problema de fé. A fé não pode ser sujeita a falsos problemas. Nem que o exemplo seja um caso amoroso impedido por interferência de terceiros.

c. «Lei do Sofá» – O problema origina-se pelo cansaço de ser fiel ao bem. Cresce a angústia de que todo o fruto bom não é recompensado devidamente. As frustrações são reais. A vaidade, a mentira e a sede de poder comandam as relações sociais. Nada que seja coerente faz subir. A instalação na sala da indiferença é real nada como o deixar passar todos os conflitos. Mais um misturado com a massa. Nem que o exemplo seja um caso de falta de sensibilidade ao sal na comida diária.

d. «Lei do Estilo Pessoal» – O problema adensa-se pela emergência do ego. Dois galos não ocupam o mesmo pátio, ao mesmo tempo. O estilo impõe-se pela descompostura dos adversários. Narciso é um garoto propaganda mal pago. O homem-de-borracha um anti ícone da resiliência mal querida. Perdas são virtude e dádivas juros sem bolsa solidária. Nem que o exemplo seja um cruel acertos de contas frias, por cumplicidades de amizades incontestáveis.

e. «Lei da Não-Verificabilidade» – Apenas desejo escrevinhar sobre os «meus problemas». Que não são apenas meus!? Ultrapassam a resolução sumária e extensiva. Eis o «ab-surdo» da possibilidade de «leis teóricas» em que a prática experimental teima em questionar positivamente, isto é, para além de uma possível teoria do conhecimento, fora de verificação, em ordem a uma negatividade que é real. Fruto de apenas «ouvir em profundidade»: quem está na nossa frente será sempre alguém, nunca menos do que o centro do universo. Nem que o exemplo seja sempre mais um «EU» e mais uma «circunstância-em-liberdade». Os problemas passam e o Ser permanece. Ouve a Vida na sua integridade: serás salvo de Ti mesmo. Principalmente, na entrega e abnegação pelo serviço dos outros.

Por: Pedro José, Gafanha da Encarnação / Nazaré, 06-05-2013.

Caracteres (esp.incl. com notas): 2468.

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