O discurso surdo do patinho feio

O discurso surdo do patinho feio

«Nunca rezes numa Igreja sem janelas e com as portas fechadas».

Pedro José

 

Ao Pecado surdo corresponde uma Graça audível, até por vezes de modo singular e espalhafatoso, como um foguete em dia festivo!

Assim é a nossa Vida tal conto de fadas. Recordo o conto do “patinho feio” -, para quem não lembra o resumo via Wikipédia: “Um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente dos seus irmãos, o pobre é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e outras aves. Um dia, cansado de tanta humilhação, ele foge do ninho. Durante a sua jornada ele para em vários lugares, mas é mal recebido em todos. Por fim, uma família de camponeses encontra o “patinho” feio e o ajuda a superar o inverno. Quando finalmente chega a primavera, a família o devolve para o lago, onde ele abre suas asas e se une a um majestoso bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos” (Cfr. Hans Christian Andersen). Assim é um pouco da história, passados quase vinte anos (22 Agosto de 1993 – 14 Abril 2013), da Igreja Matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Gafanha da Encarnação.

Com as devidas diferenças e semelhanças. Sabemos que Realidade é mais rica do que a ficção. Do que o fado que nos cabe viver em quanto destino partilhado em comum. Dentro do “pato feio” existia um cisne belo. Dentro da “concha tosca e mal amada”, existia uma pérola a polir e preservar com admirado esplendor. Dentro da “comunidade de críticos (des)construtivos” haverá os que divergem e os que convergem, ambos ajudam a construir com o devido equilíbrio. O senso comum alimenta-se da felicidade do anonimato generoso.

«A Igreja-Comunidade é de todos(as), não é para tudo!?». Sobretudo, não há vencedores e nem muito menos vencidos. Há pessoas que pensaram/pensam diferente e quiseram/querem aceitar que o viver é a Coragem de Ser, dentro da Tradição, sabendo para onde o Vento do Espírito está a soprar!

Teremos como comunidade católica, a representatividade humana e cristã, que os tempos nos exigem hoje? Onde está a nossa força e orgulho da Terra que nos cabe habitar? A dívida é uma dívida comum com o legado do Pe. Manuel Ribau Lopes Lé, que hoje da Eternidade, nos faz o seu “discurso surdo”, cheio de força no Cristo Ressuscitado! Um relógio parado, está certo pelo menos duas vezes ao dia!? Sem ironia existencial, reconhecemos que ao nascer e ao morrer sempre acertamos com o Divino, pois do Amor viemos e ao Amor voltaremos, apesar de Pó, somos Pó sagrado!

Oxalá Deus, que na nossa Igreja física, agora remodelada, em Arquitetura e Arte Modernas, pela mão inventiva do homem técnico, nos faça transbordar na catequese humana, plena de Vida, sem triunfalismos ocos, perante o Serviço que os nossos Irmãos necessitam, numa procura fiel da Justiça e da Paz.

Nas terras dedicadas à fidelidade de Maria, a Senhora da Encarnação! Pedimos a Bênção ao Deus Trino, como Povo de Deus em peregrinação de Fé!

Por: Pedro José, Gafanha da Encarnação/ Nazaré, 14-04-2013.

Caracteres (esp.incl. com notas): 2827.

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