“Páscoa” pela partilha: cada novo dia é um presente!

Páscoa” pela partilha: cada novo dia é um presente!

“A partilha é dom de quem acredita na força redentora do amor”.

D. António Francisco.

 

disposição 1.Tudo é futilidade de futilidades” – Quanto tempo demora a compreensão de que na nossa vida muita coisa está a mais? Está fora do lugar afectivo que cada coisa exige de nós. Andamos descentrados do essencial. Será que reparamos? Reconhecemos: – era uma coisa desnecessária!? Mesmo sem precisar num critério de urgência moral.

A futilidade toma parte das nossas rotinas e na páscoa a «futilidade» é absorvida pelo ritual da memória criativa. O rito domestica a futilidade dando-lhe o que ela não pode dar. A futilidade bela como inutilmente sagrada!?

 disposição 1.1. ”Nesta crise o que faz mais sentido”Por que continuamos todos os dias a tomar o café da manhã e a sair para fora de casa. Ouvimos uma estação de rádio surreal. Fora-de-casa e dentro de um mundo agressivo. Continuamos a viver agarrados a quê? A Vida faz sentido em função de quem?

A páscoa diante de uma luta e de um ideal mutuamente fracassados. É melhor “o” não. Somos mais do que temos. Somos e fazemos ser. Páscoa que restaura o nosso campo de Sentido. A felicidade dos mínimos exigidos pela generosa entrega do máximo que somos capazes de dar.

 disposição 2. Não se leva nada deste mundo” – Dizemos esta sentença com a reprovação de quem se entrega aos prazeres materiais, o mesmo se diga, dos prazeres espirituais, ou outros por determinar. Não aceitamos isso como se fosse uma grande revelação.

Mas porque adiamos a mudança no estilo e no modo, eis visitação da páscoa a bater à nossa porta entreaberta. Deste mundo levamos o desapego (renúncia) e a confiança (dom) nada menos que tudo repartido.

 disposição 2.1. ”Não, não havia o porquê”Bem pensadas e pesadas todas as coisas. Nada se tem a certeza, a não ser da Morte. Doença, tratamentos incuráveis, separações desonestas quanto necessárias, filhos e pais divididos, trabalhos sem recompensa, tudo uma lista infindável… Destilamos no ar do calvário diário a perda da intimidade que só a fé nas pessoas nos pode ajudar a reaver.

A páscoa é o sem porquê incondicional. Tentar meditar sobre o porquê de nascermos e o porquê de havermos de morrer (a “morte” e o “morrer” diferenças enormes…) enquanto Jesus Cristo, resolvidos os “dois”, nossa páscoa, Redivivo, pela esperança incondicional, é o Justo requerido na História, pelo «Amor Velho» de Deus à humanidade inteira. «Um dia vou dar…Hoje é o dia!»

 Por: Pedro José, Gafanhas da Nazaré e Encarnação, 30-03-2013, (2339).
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