“O lava-pés” por Bento XVI [5ª feira santa: tríduo pascal]

(Entre o Dom e o Exemplo: confissão da nossa anti-pureza!)

  • disposição 0.  – «A verdade é agora o «lavacro» que torna os homens capazes de Deus: eis o que nos faz compreender aqui Jesus. (…) O lavacro que nos purifica é o amor de Jesus, o amor que se empenha até à morte. A palavra de Jesus não é simplesmente palavra, mas Ele próprio. E a sua palavra é a verdade e o amor» (p.58)
  • disposição 1. – «O gesto do lava-pés exprime isto mesmo: é o amor serviçal de Jesus que nos arranca da nossa soberba e nos torna capazes de Deus, nos torna “puros”» (p.56)
  • disposição 2. – «(…) No fim, esta experiência espiritual da verdadeira novidade no cristianismo foi resumida por Agostinho na famosa fórmula «Da quod iubes et iube quod vis» («Concedei o que mandais e depois mandai o que quiserdes») (Conf., X, 29,40) (p.62)
  • disposição 3. – «Tu nunca me hás-de lavar os pés!» (Jo 13,8). É a objecção a Jesus, que atravessa toda a história: Tu és o vencedor! Tu deténs o poder! O teu abaixamento, a tua humildade são inadmissíveis! Jesus deve ajudar-nos sempre a compreender de novo que o poder de Deus é diverso (…)» (p.66)
  • disposição 4. – «(…) não prescrever a Deus aquilo que Ele deve fazer, mas aprender a aceitá-l’O como Se nos manifesta; não querer elevar-se a si mesmo à altura de Deus, mas, na humildade do serviço, ser pouco a pouco plasmado segundo a verdadeira imagem de Deus» (p.67)
  • disposição 5. – «O amor é precisamente o processo da passagem, da transformação, da saída dos limites da condição humana votada à morte, na qual todos estamos separados uns dos outros e, no fundo, impenetráveis uns aos outros – numa alteridade que não podemos ultrapassar. É o amor até ao fim que realiza a metábasis aparentemente impossível: sair fora das barreiras da individualidade fechada – eis o que é a agápe, a irrupção na esfera divina» (p.54)

 

FONTE: BENTO XVI: Jesus de Nazaré – Parte II: Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição, Ed. Principia, Cascais, 2011 [Capítulo III – p.53-69].

 

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