ENSAIO [5] – CENTENO, Yvette , “Defendo o poeta na cidade” in Público, 6-1-2013, pp. 16-17.

ENSAIO [5] – CENTENO, Yvette , “Defendo o poeta na cidade” in Público, 6-1-2013, pp 16-17.

O diagnóstico/prognóstico: “Sabemos em Portugal que vendemos a alma ao diabo (à utopia de uma Europa distante) quando, a troco de euros, prescindimos de ter agricultura, pesca e a pouca indústria existente. Estávamos, talvez sem o saber, dou o benefício da dúvida, a prescindir da liberdade. Da grande liberdade que é o poder de escolha, o poder da decisão.

Quem não pode escolher não é livre e nós neste momento, como nos repetem todo o tempo, não temos escolha, não podemos decidir (alguém, sem rosto, está sempre a decidir por nós).

Ou melhor, temos a liberdade: a de deixar de existir, a de morrer à míngua, diante dos porões da fartura.

Não temos escolha, temos a factura!” (p.17).

“Há fugas: as telenovelas, o futebol, talvez um Euromilhões. Mas fugir não é solução” (p.17).

“Não há soluções de sortilégio, mas há uma reflexão que se impõe. Um tempo, uma respiração. E por vezes a grande lição é dada pelo poeta, mais do que pelo pensador” (p.17).

“Há que aparar, no jardim do país, o que é planta ruim, o que é erva daninha, como faz todo o bom jardineiro” (p.17).

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