Como «o querer é já praticar».

Como «o querer é já praticar»

(cfr. Santo Agostinho, Livro Oitavo, Cap. 8, p.233)

Há dias em que vivemos um excesso de Graca, tal a proximidade com O Transcendente. Isto de uma maneira extremamente simples. Bastam duas coisas: a hospitalidade transparente – memoria de um passado em comum; e uma causa futura – em que devemos acreditar juntos.

Os rostos mudam e as portas fechadas abrem-se, nao importam os resultados meramente materiais. Dias em que não se cresce assim. Decrescemos perigosamente, sem atencao. Não há lugar ao neutro, nem ao meio termo.

Em tudo na Vida, quando se pára de avançar, já se está a andar para trás. Sei que nao consigo tudo reter. Talvez o coracao tenho a capacidade de trabalhar e guardar o principal. A partilha, a amizade e a entrega generosa. Dar de si mesmo. Acreditar infinitamente nas potencialidades dos Outros. O bem comum nao se esconde, nao se vende, constroi-se.

A Igreja, fisica e humana, soma os dons individuais e realiza milagres de servico ao proximo. Vale a pena ser teimoso e tentar “o” fazer. O querer e o praticar sao aliados. Vontade e obras. Vencer e convencer. Missao porque houve encarnacao. Servir sem rodeios. A obra nao pertence ao homem, colaboramos com criatividade e liberdade. Sinto que trabalho pouco. Recebo muito mais do que sou capaz de dar. Que a graca nao me seja inutil.

Pedro Jose, Newark,25 Janeiro 2013, conversao paulina aos irmaos.

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