noite escura diáfana

noite escura diáfana

uma noite escura diáfana…

uma noite com origem e sem fim…

uma noite assim de delírio, todos nós temos uma vez por outra…

uma noite que virá ao nosso encontro, não podemos fugir dela…

uma noite que depois do tal  “Blink” de Malcolm Gladwelll que é moderno…

uma noite com o livro da sabedoria…

                      e das virtudes reencontradas de Jean Guitton… o passado.

uma noite pobre, sem línguas estrangeiras…

uma noite sem lareira acesa…

uma noite sem noite, com insónia abençoada…

uma noite de malte e camel…

uma noite em que fizemos o nosso exame de consciência pródigo…

uma noite em que o niilismo e a mística mostram ser o aperitivo amargo…

uma noite em que nos sentamos em bancos de Igreja, sem bênção!

uma noite produtiva sem esforço…

uma noite de Graça sem mérito…

uma noite sem noite.

uma noite diálogo…

uma noite roubada à família…

uma noite em que telefonamos e não deu certo…

uma noite perdida em sonhos…

uma noite sem mais, apenas noite!

uma noite de amizade, sem provas!

uma noite, só nossa!

uma noite artificial e por isso natural…

uma noite, sozinhos com Deus!

uma noite, bem escura!

uma noite apenas noite…

uma noite que não é mais…

uma noite sem contar…

uma noite Luz…

uma noite Sim…

uma noite Não…

uma noite ela…

uma noite eu

uma noite…

…noite sempre…

…Noite.

 

Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação, 10-1-2013, caracteres (incl. esp) 1245.

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