“Voltaram à sua procura” – (Lc 2,45) Reflexões: Ano C – Sagrada Família, Lc 2, 41-52

“Voltaram à sua procura” (*)(Lc 2,45)

Reflexões: Ano C – Sagrada Família, Lc 2, 41-52

       Disposição 1. – A dinâmica da procura define os rumos da vida. A vida de cada um depende daquilo que se procura. As diferentes direções tomadas na vida dependem daquilo que se procura. O que se procura define e determina o que é a vida de cada pessoa. É importante ter claro o que se procura.

      Disposição 1.1. – Pode-se procurar pela força do amor. Quem procura por amor encontra os frutos do próprio amor. Procura-se também por outras tantas razões. É preciso procurar sempre. Importa, pois, procurar o que dá garantias de fecundidade para a vida. Toda procura inclui, então, a purificação de motivações para permitir, como resultado da procura, o encontro de tudo o que garante e promove a vida plena (…que se vai plenificando). Amadurecemos na procura.

       Disposição 2. – José e Maria procuraram Jesus. Pensavam que estivesse na caravana, no retorno de Jerusalém, aonde tinham ido para a festa da Páscoa, caminharam um dia inteiro. O imprevisto tomou conta das suas vidas. O caminho conhecido e a rotina, deram lugar à angústia e à anormalidade. Fizeram-se ao caminho. Não há soluções, há caminhos a percorrer.

Disposição 2.1. – Procuram por Jesus. Aquele que é procurado justifica, com razões de sobra, o esforço do retorno e a recompensa da espera no reencontro. Não era uma procura qualquer. Era a força do amor que multiplica o desejo da procura. Na raiz estava o Amor. Só encontra quem por amor procura o que é importante e indispensável encontrar e conservar no coração. O encontro do que vale e a sua conservação no coração é tudo. “Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?”. Essas perguntas atingem o coração de Maria, que é Mãe. Atingem e frutificam – porque podam… – o coração de todos os que procuram. O coração é o lugar para fecundarem todos os nossos desejos de procura, com a força do Amor. Conta o esforço de obediência à procura interior: enquanto fidelidade “na sabedoria, na estatura e na graça”. Nossa admiração será (já é…) reconhecimento.

(*)FONTE: Resumindo, seguimos de perto, apenas com poucas «divagações»: AZEVEDO, Dom Walmor Oliveira, “Voltaram à sua procura” in Na Escola do Salvador, Editora PUC Minas, Belo Horizonte, 2009, pp.301-304. Obs. Registo de nota para-litúrgica de humor divino: por duas vezes, os «Diáconos Permanentes, diferentes em duas paróquias…» – de irrepreensível generosidade a toda a prova…-, não leram o Evangelho próprio; uma das vezes, foi outro o do Ano A, ou B… o que fala dos pastores… S. Mateus!?, e não o do ano C, de Lucas; na outra vez antecipando já o dia de Nossa Senhora, Mãe de Deus… voltando aos Anjos. Nunca interrompi, pois a minha infindável lista de «atos falhos», não mo permitiria. Graças a Deus que na assembleia já há leigos a dizer: -Sr. Padre não foi lido o evangelho indicado!? Tudo para reter, também que eu me perdi (e perco repetidamente) nas homilias, até aonde há «pré-texto», mesmo ausente e desprogramado!? E, também, me encontro no humor divino que me procura a mim na contramão!? Assim me aconteceu, assim apreendo a ler, isto é, a ser encontrado durante a procura. Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação, 30-12-2012. Caracteres (esp.incl. com notas): 3178.
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