Construo o meu casulo até as cisternas transbordarem – Poema Daniel Faria (2)

[Poema Daniel Faria – (2)]

Construo o meu casulo até as cisternas transbordarem

(Nem sempre o coração é um caudal

Oculto). Construo, nem sempre construo

(Nem sempre o coração irriga a morte)

Desenhando no chão a altura das casas

 

Construo o respirar de uma geração perpétua

O certo trabalho de podador na árvore

O ciclone plantado e benigno. Construo e planto

Com o graveto que alisa transbordando

(Nem sempre o sangue represa o coração)

Autor: Daniel Faria, Poesia,  Assírio & Alvim, Porto, 2012, p.300.

 

 

 

 

 

 

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