Surdez e mudez: sinais para em breve converter. Reflexões para Ano B – Dom XXIII TC, Mc 7,31-37 (08-09-2012).

 

Surdez e mudez:

sinais para em breve converter.

Reflexões para Ano B – Dom XXIII TC, Mc 7,31-37 (08-09-2012)

        Se nos fixarmos na discrição do evangelho, com pormenores numerosos para o estilo que Jesus cultivou, temos à 1ª vista um retrato dum curandeiro, dos que existem, ainda hoje, e fazem «aquela» publicidade que provoca a inteligência e o bom senso: através de anúncios nos jornais e revistas, dum simples bilhete, posto no para-brisas do carro, ou de qualquer outro modo… Nada destes «efeitos milagrosos» é «assunto» da cura neste relato!?

      O «surdo-mudo», realidade de profunda incomunicação, é um símbolo, ainda mais profundo que a sua própria Cura. A liturgia do batismo dá-nos uma pista nesse sentido. Ao concluir o rito do batismo, após o sinal da água, e também da luz, o sacerdote reza assim: «O Senhor Jesus, que fez ouvir os surdos e falar os mudos, vos dê a graça de, em breve, poderdes ouvir a sua palavra e professar a fé, para louvor e glória de Deus Pai».

      É um pedido de oração “curto e grosso” – agora nem o sacerdote toca nos ouvidos… retirando uma leitura mais mágica e apressada. Este pedido expressa o nosso desejo de conversão permanente… Queremos ser pessoas que ouvem a palavra de Deus e a professam, isto é, proclamem a razão de esperar e acreditar, sem desesperar. Não se trata, apenas, nem duma surdez, nem duma mudez físicas.

       Durante a nossa Vida, nos relacionamentos, nos problemas e nas oportunidades, diante dos medos e erros; temos de «ouvir» a força da palavra de Deus, e também falar «dessa experiência/testemunho», com transparência. Sairemos iluminados. O resto é pretensão.

    Quando é que falamos, quando é que ouvimos algo que realmente é significativo para a nossa Vida? Resulta muito difícil lidar com uma «surdez seletiva» (o que não me agrada desligo…) e com uma «mudez palavrosa» (excesso de palavras fazem-nos mudos para os outros, fala…, fala… e nada de conteúdo; e surdos em causa própria).

      «Preferimos passar por saber não sabendo do que admitir que não sabemos e aprendermos com isso». Não tanto «curto e grosso»; sobretudo «curto e transparente»; «curto e delicado», e de preferência, «curto e radical» (de raiz, claro…), o mesmo é querer viver, «curto e evangélico». Numa palavra, «Effathá», que quer dizer «Abre-te»!

 

Por: Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação, 08-09-2012.

Caracteres (esp.incl.): 2153.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Não categorizado com as etiquetas , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s