Sobre a falta de

 

Sobre a falta de

 

         “- Doutor, antes que o senhor faça qualquer coisa comigo eu quero lhe fazer duas perguntas.

– Pode fazer – meu amigo respondeu.

– O senhor é dos médicos que dão remédio ou é dos que só falam, para curar? (Ela sabia, sem saber, distinguir perfeitamente um psiquiatra de um psicanalista).

– Eu sou dos que só falam para curar – , ele respondeu.

– Agora, a outra pergunta: essa fala que cura – ela é aprendida na escola ou ela é de graça?”[1].

***   ***   ***

“Graça é uma palavra religiosa. Ela se refere a algo que simplesmente existe, sem que nada tivéssemos feito para produzi-la. A velhinha perguntava: essa fala, ela é ciência, coisa que os homens aprendem? Ou ela é um dom, sabedoria que nasce com a pessoa?”[2].

Transcreveu: Pedro José, Gafanha da Nazaré/Encarnação, 03-07-2012. Caracteres (esp.incl.): 793.


[1] ALVES, Rubem, Livro sem fim, Edições Loyola, São Paulo, 2002, p.71.

[2] IDEM, o.c., p.71

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