O impacto do sentido comunitário

 

O impacto do sentido comunitário.

 

As diferentes lógicas que configuram as nossas comunidades (…famílias, paróquias, movimentos e grupos, empresas, associações, etc.) não podem favorecer o individualismo, a solidão, a distância, os interesses impessoais, a rapidez descartável do tempo, a confusão dos valores e critérios, que terminam por influenciar negativamente (por vezes com traumas) a nossa vivência da Fé, na expressão e compromisso religioso prático do dia-a-dia.

Se não construirmos antídotos fortes de amizade, de encontros, de diálogo e escuta, de comunidades de referência (institucional, como fonte ou destino)- «A Igreja é para todos, mas não é para tudo!» – por exemplo, grupos de oração ou caminhada espiritual; grupos de voluntariado, grupos catequéticos, grupos de apoios mútuos, grupos de cultura e lazer, etc… A nossa vida de Fé, com seus compromissos ignorantes, ignorados e também fragilizados, desmotiva-se com uma facilidade «diabólica».

Por estas razões, argumentos e outros sinais impressivos, precisamos ir renovando ou mesmo criando, os laços de vida comunitária. Só as nossas comunidades de vida cristã (com proximidade geográfica, afetiva, laboral ou de outra ordem…mas que tem de existir dentro do coração da fé!) podem ajudar-nos a sermos fiéis à mensagem do Evangelho de Jesus Cristo.

O amor cristão – recriado na Cruz da Páscoa – dirige-se às pessoas e também às comunidades. Não é apenas «eu creio»; mas sobretudo, «nós cremos». Nós somos “eus” com história em comum e não simples números arrumados, num sofisticado código de barras. Somos um “nós” à volta do Ressuscitado, a caminho de Emaús, amando todas as terras e mentalidades, sempre prontos para apreender a Servir.

As nossas comunidades são mais do que a soma dos seus indivíduos. As regras, normas, direitos e deveres, que nos orientam são meios e instrumentos, por vezes estratégias mal “geridas” na pastoral (desde o arciprestado mais visível, passando pela diocese, assim como olhando e amando criticamente Roma, até chegando aos confins do Mundo habitado. Desde o meu familiar e vizinho, até aos habitante dos pólos e desertos…). Estamos reunidos, cada reunião não pode ser um suplício, em função da união fiel para construção do Bem Comum.

Amando a nossa comunidade, aberta a todas as outras, prestamos um serviço evangélico. A nossa existência é necessariamente comunitária. Quase (não exagero por defeito…) todos os bens importantes na Vida são adquiridos comunitariamente. Ao falar de adquiridos, pensamos em euros de «talentos» e não só…, em fazer memória, em querer partilhar, em amadurecer critérios, em como somos pessoas: mulheres e homens novos.

Somos produzidos e produzimos, assumimos a condição de consumidores, mas temos laços importantes de Fraternidade, que fazem-nos acreditar: “O cristianismo não existe sem comunidade”. A próxima Festa das Famílias (todos sentimos a convocação para o dia 20 de Maio, em Calvão) e a futura «Missão Jubilar», vivendo a graça dos 75 anos da restauração, fazem-nos aprofundar a vivência presente nos Atos dos Apóstolos (Act 2, 44-47; 4,32-37), na renovada comunidade pós-pascal, não de modo ingénuo e anacrónico, mas como força para reinventar as novas formas de Aliança e de Comunidade, na nossa Diocese em Missão.

 

Pedro José, CDJP, Gafanhas da Nazaré/Encarnação,

15-05-2012, caracteres (incl. esp), 3222.

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